A leitura do jornal, hoje, deixou-me enjoado. Trocando uma letra de lugar, a palavra poderia ser outra - enojado. E ainda assim correponderia ao meu estado.
Vamos aos fatos (ou melhor dizendo, às versões):
Começo pelo editorial OPINIÃO "Caso Erenice tem de ser passado a limpo", que toca numa escolha que representaria anos de avanço (ou atraso) no trato do interesse público em nosso país:
Fixo-me numa só palavra, encontrada (ou perdida) na seguinte frase: "A empresa, relatou Quícoli, não aceitou a pedida de Israel, e o lobby se frustrou".
Editado e impresso assim, não em caracteres itálicos, o termo anglófono lobby parece até algo muito natural, conhecido dos leitores. Não o é. E os poucos que compreendem a expressão associam a palavra a uma outra, saída do vocabulário "lulês": maracutaia (esta, até que fosse pronunciada por Lula, eu é que desconhecia).
Seria bom que homens e mulheres de boa vontade - sobretudo aqueles que querem o poder (qualquer um desses três poderes; executivo, legislativo e judiciário) - e também, principalmente, os representantes do quarto poder (a imprensa, ou a mídia, como queiram), em torno de suas associações (ABERT, ANJ, ABP), pressionassem pela regulamentação do lobbying - uma atividade que em países mais civilizados que o Brasil emprega gente séria há décadas.
"Décadas" também é a medida do tempo que uma emenda constitucional no sentido de legalizar a atividade e seus players, de autoria do parlamentar Marco Maciel, tramita no Congresso Nacional. (Os "lobistas" seriam conhecidos, teriam formal acesso aos lobbies dos palácios legislativos e executivos - daí o nome da coisa - e responderiam transparentemente à sociedade, mesmo porque acossados seriam pelos "lobistas" concorrentes).
E não há lobby que consiga fazê-la andar.
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Prossigo: agora o texto de Luiz Garcia (a quem conheci pessoalmente como convidado a evento acadêmico no Departamento de Comunicação da Universidade Gama Filho que, à época, eu dirigia).
Acabo de completar 35 anos de "carteira assinada" mas, com todo o respeito, é o Luiz Garcia que, acho, devia se aposentar. Seu texto "Rancor e Paranoia", n'O Globo de hoje, é de espantar até o mais renhido seguidor da ideologia "global", na sanha de "bater" em José Dirceu e no PT.
O próprio autor entrega que não devia tê-lo escrito: "Quase não vale a pena rebater, mas não custa lembrar que informar não é um poder, mas uma obrigação dos meios de comunicação. E que o direito de resposta é regulamentado em lei".
Lástima! Três impropriedades:
1) A "pérola" proferida por Dirceu ("a mídia abusa do direito de informar") nem merecia tamanha repercussão, mas o velho jornalista resolveu dar mais um pouco de espaço à besteira.
2) A regulamentação do direito de resposta desapareceu com a queda da Lei de Imprensa, "tornada sem efeitos em sua totalidade" pelo Supremo Tribunal Federal em 30 de abril de 2009, quando a considerou, por ter sido editada em 1967 - plena ditadura - inconstitucional.
3) Confunde meios com veículos. De propósito. Os meios são os jornais, as revistas, as emissoras de rádio e TV, a telefonia, a internet - algo geral e genérico, por definição. Veículos, esses sim, são específicos, têm nome e sobrenome. São empresas: O Globo, Época, Rádio Globo, TV Globo, Vírtua, Globo.com.
E mais!
Continua o velho homem de imprensa: "E é brincadeira falar em monopólio da informação - mesmo numa cidade com apenas um grande jornal, como acontece agora no Rio - quando, além da TV, do rádio e da imprensa, a circulação de informações pela internet expõe a opinião pública a uma massa de fatos e opiniões como nunca antes na história do planeta".
Chamem a geriatria! E tome mais três pílulas:
1) O próprio jornalista admite o - triste - monopólio "global", sobretudo no pobre Rio de Janeiro. E esquece que as mencionadas "opções" da TV (Globo e Globonews), do rádio (CBN, Rádio Globo, Beat 98) e da imprensa (Extra, Valor Econômico) também são "das organizações", seus patrões.
2) Como já ensinara Artur da Távola, "não existe opinião publica, mas opinião de quem publica". Afirmar a diversidade de opiniões baseado na cobertura, acesso e uso da internet é sinal de insanidade. A internet está em 20% dos lares brasileiros, enquanto a TV cobre 99%. E monopólio da informação não se baseia só na escandalosa "propriedade cruzada" (coisa proibida nos países civilizados; um mesmo grupo estar presente em mais de uma região geográfica e possuir veículos em mais de uma modalidade de meios de comunicação), mas na fatia das verbas que mantém a mídia, o tal "bolo" publicitário, do qual "as organizações" garfam 60%.
3) Se assim não é, se o editorialista acredita que a (sic) internet tem o mesmo poder que O Globo, proponho que passe já a escrevinhar em um blog com seu nome, fora de qualquer "grande jornal". E esperemos para comparar, depois, o tamanho da repercussão de suas ideias.
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sexta-feira, 17 de setembro de 2010
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Xexéo, esqueça o marketing! Carta aberta ao Artur.
Parodio de propósito o mestre Mitsuru Yanaze, autor do célebre artigo (de 2001) intitulado "Esqueça o marketing!".
Pois é, Xexéo, considero um desserviço aos nossos jovens (e aos seus também leitores não tão jovens assim) o achincalhe e a gratuidade com que você tem se referido ao marketing - essa atividade essencial para mim, para você e para o jornal que nos une - você escriba e eu leitor.
Está certo que maior achincalhe é a pura e simples existência de candidatos como Eurico-ficha limpa-Miranda, Barriga do Açougue, Zezinho Orelha, Tutuca e Zoinho. E o que eles fazem - ou deveriam fazer bem - é um tal de marketing político-eleitoral, como ensinou o saudoso mestre Cid Pacheco.
Mas o que acontece de verdade nada tem a ver com marketing, como ensinava Manoel Maria de Vasconcellos, simplesmente um processo (ou sistema) de distribuição de riqueza e bens, baseado na diversidade de agentes-de-oferta e na livre escolha do consumidor (em oposição ao sistema da economia planificada estatal).
O que Zés e Silvas nos impingem tem só um nome: propaganda - e do tipo enganosa.
Talvez porque um jornal viva de propaganda fique difícil achincalhá-la. É mais fácil chutar o cão do marketing, esse termo inglês metido a besta.
Mas em defesa do marketing coloco-me eu, que junto de centenas, milhares de colegas docentes, pelo Brasil inteiro, dia-sim-e-outro-também, perseguimos o estudo, a pesquisa, o conhecimento e o aprimoramento das técnicas que fazem a vida urbana que levamos - e gostamos - ser como é. Cheia de opções e de soluções para as mais corriqueiras necessidades e os mais ousados sonhos - graças ao marketing.
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Pois é, Xexéo, considero um desserviço aos nossos jovens (e aos seus também leitores não tão jovens assim) o achincalhe e a gratuidade com que você tem se referido ao marketing - essa atividade essencial para mim, para você e para o jornal que nos une - você escriba e eu leitor.
Está certo que maior achincalhe é a pura e simples existência de candidatos como Eurico-ficha limpa-Miranda, Barriga do Açougue, Zezinho Orelha, Tutuca e Zoinho. E o que eles fazem - ou deveriam fazer bem - é um tal de marketing político-eleitoral, como ensinou o saudoso mestre Cid Pacheco.
Mas o que acontece de verdade nada tem a ver com marketing, como ensinava Manoel Maria de Vasconcellos, simplesmente um processo (ou sistema) de distribuição de riqueza e bens, baseado na diversidade de agentes-de-oferta e na livre escolha do consumidor (em oposição ao sistema da economia planificada estatal).
O que Zés e Silvas nos impingem tem só um nome: propaganda - e do tipo enganosa.
Talvez porque um jornal viva de propaganda fique difícil achincalhá-la. É mais fácil chutar o cão do marketing, esse termo inglês metido a besta.
Mas em defesa do marketing coloco-me eu, que junto de centenas, milhares de colegas docentes, pelo Brasil inteiro, dia-sim-e-outro-também, perseguimos o estudo, a pesquisa, o conhecimento e o aprimoramento das técnicas que fazem a vida urbana que levamos - e gostamos - ser como é. Cheia de opções e de soluções para as mais corriqueiras necessidades e os mais ousados sonhos - graças ao marketing.
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quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Até breve, meu predileto tio.

Nonito.
Privado de sua presença física - a qual aliás muito me entristecia nesses anos de doença - cabe-me expressar o quanto Antonio Villar Ozón representa em minha vida.
A começar pelo nome. Sempre Nonito, muito depois é que fui descobrir-lhe o nome de batismo - Antonio - mesmo de meu santo de - assim ouso dizer - devoção. E de longa tradição em minha família (a devoção).
Meu tio Nonito iluminava os ambientes. Sua presença era sempre central - muito explicando a tristeza de vê-lo quieto, ultimamente, só observando...
Sua voz e seu olhar transbordavam calor humano, carinho, ânimo e alegria. Sua calva reforçava a vocação para tio - aquele que nos leva pela primeira vez ao Jardim Zoológico, ou à Quinta, como ele dizia...
Sempre solícito. Sempre disposto. E muito, muito trabalhador. Ensinando a todos nós, sobrinhos, com seu exemplo. De sol a sol, literalmente, de terno e gravata impecáveis - no calor do Rio de Janeiro. Dirigindo o seu Fusca, ou a Variant, depois o Corcel - sempre estalando de bem cuidados. Comprei-lhe um dos carros - o primeiro Passat. Fazíamos fila para comprar um carro usado do tio Nonito.
"Nipônico", trabalhou 31 anos numa mesma empresa (exatos 31 anos também lá cumpriu minha tia Neusa, sua esposa) - o SARSA (Silva Araújo Roussel S/A) e desvendou para mim a indústria farmacêutica, onde comecei a minha vida profissional no Rio e com pessoas que o conheciam e o respeitavam. Seus ex-chefes do SARSA eram, então, meus chefes no Farmos-Espasil - Lívio Cuzzi e Walter Mesquita.
De uma organização sem par, ensinou-me menino que um quarto de empregada também pode ter outros usos - como um escritório, por exemplo - igual ao que ele mantinha na casa do Riachuelo. (Dali em diante ocupei os quartos de empregada das casas em que moramos em São Paulo. Na Vila Olímpia e no Campo Belo).
Sua escrivaninha era de dar inveja. Havia de tudo lá, e suas mãos delicadas iam precisas atrás de clips, elásticos, fichas de médicos preenchidas com letra de professor.
Era exemplo nas menores coisas. E tocava piano ("sua" música foi também a minha favorita), cantava, dançava. Animava as festas da família, os Natais (era o Papai Noel da sobrinhada) e as viagens que fez, como ninguém, na família.
Não teve filhos naturais, mas teve muitos "sobre-naturais". Conosco passava as férias. Descobríamos a Cidade Maravilhosa em seus passeios; à praia, ao bondinho do Pão de Açucar, ao Corcovado e ao Maracanã, torcer pelo Fluminense. Por causa dele, no Rio de Janeiro, sou tricolor de coração...
Quando passei no vestibular ganhei de Nonito e Neusa minha primeira longa viagem. Ao sul do Brasil. Foram duas semanas inesquecíveis com os tios e a saudosa prima Eloá.
Ganhei deles a minha primeira máquina fotográfica e muitos presentes, sempre especiais. Nunca esqueceram um aniversário. De ninguém.
É claro que não se pode falar de Nonito sem Neusa - minha tia querida que equilibrava o coraçãozão do tio com uma disciplina à la Manduca, meu avô. Sempre de pé. Empertigada. Lá vai a tia Neusa por ordem na casa...
E foram 62 anos (em 92 de vida dela) de um casamento feliz - maior exemplo de que é possível conviver. E isto ser bom.
Eram dupla imbatível nos jogos de buraco. E donos do quarto mais invejado da casa - o único com ar refrigerado. Dormi lá, de carona, algumas vezes. Mereciam a mordomia, pois davam todo o suporte aos meus avós. Ali, naquela casa, eram quatro. Nunca pensei em meus avós sem os moradores do andar de cima do sobrado, onde também morei quando fui estudar na UERJ. Chegava às 11 da noite e sempre encontrava o meu prato de comida cuidadosamente pronto e já sobre a forma com água para esquentar em banho-maria.
Foi maravilhoso estar lá usufruindo quotidianamente de um ambiente de família, mesmo longe dos meus pais e irmãos, ainda em processo de mudança entre São Paulo e Rio. Uma vez aqui fomos morar no "sítio do Nonito", ou "Nosso Cantinho", na Rio-Petrópolis. Só aceitamos vir morar no Rio se fosse na casa que amávamos e passávamos todas as férias.
E também usufruíamos do apartamento do casal em Petrópolis. Amo aquela cidade por causa dessas estadas. Quantas luas-de-mel meus primos não passaram por lá...
Há muito mais. E outras memórias - sempre boas - virão e haverá sempre lugar em meu coração para este tio - esses tios - tão especiais: Nonito e Neusa.
Vida eterna em Deus, tio! Vida longa, tia! Vejamo-nos e convivamos no sempre.
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terça-feira, 17 de agosto de 2010
Marcelo TAS brilha na UERJ.

Marcelo TAS, que dispensa apresentação, sempre brilhante pelo - ótimo - falar, sugere à moçada... ouvir.
Foi gratificante estar nos Diálogos Universitários com alguém que construiu uma carreira na comunicação engajando-se em iniciativas que só acrescentaram culturalmente - e na telinha da TV aberta! De Ernesto Varela ao Prof. Tibúrcio, do TeleCurso 2000 ao Vitrine. E, agora, o sucesso barulhento do CQC.
Tenho uma afilhada em São Paulo que foi educada com doses maciças de TV Cultura. O TAS estava lá. Um TeleCurso mais cultural - por isso mais educativo. E o TAS presente. A irreverência de quem consegue criticar "por dentro" o jornalismo nosso de cada dia. E os nossos ridículos políticos... custe o que custar.
Na Paulista há (ou havia) uma lanchonete chamada "O engenheiro que virou suco". Pois o TAS é o engenheiro que virou comunicólogo - e dos bons. Sua palestra enriqueceu e fez pensar os que estiveram presentes, hoje, na Capela Ecumênica da UERJ.
E, além de Sampa, ainda temos em comum o mesmo admirável: Arthur C. Clarke!
Palavras-chave
E de repente aquele momento acabou. Ficaram quatro máximas do TAS à galera uerjiana: ouvir o que a rede social sussurra (ou, às vezes, grita), não temer o digital tão fast, educação-educação-educação, e last but not least, observar as crianças, pois elas são o novo. Pra onde será que elas vão?
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terça-feira, 3 de agosto de 2010
Tragédia de erros...
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A edição de ontem, 02/08, do jornal O Globo, deu voz às duas correntes que debatem a questão crucial da revisão do marco legal dos direitos autorais no Brasil: o MinC e o Ecad.
Duas siglas não bem conhecidas e tão mal amadas.
O Ecad vem de uma fama nada benfazeja. O MinC pouco além vai de uma estrutura pobre, ínfima e incompetente diante de sua missão. O roto e o esfarrapado.
Pirataria e outras questões de fundo na matéria nem pensar...
A verdade é que o MinC faz que ouve, faz que ausculta, faz que "democratiza", mas, na verdade, executa uma política pequena, de gabinete, de bunker. Foi assim nas conferências "Cultura para Todos". Não é diferente com a questão do direito autoral.
A tal "flexibilização" que o MinC advoga a título de "acesso" é tão absurda quanto a arrogância constitucional que garante - e não cumpre - os "direitos culturais" ao cidadão brasileiro.
Sou mais o Ecad.
Por gentileza, tragam o MEC de volta (a sigla, teimosa, nunca deixou de existir).
Uma sugestão para o futuro presidente do Brasil: refundir Educação e Cultura e acabar com a inércia, a ineficiência e os cabides do (ainda) desimportante(*) Ministério da Cultura do Brasil.
(*) Jornal do Brasil (07/02/1999) - Caderno B - Christian Klein et al. Ministério questionado. Rio de Janeiro. P. 4. “A confusão de informações truncadas e declarações infelizes que se seguiram ao anúncio das modificações nas estratégias políticas do Ministério da Cultura teve seu lado bom. Há muito tempo não se questionava tanto o papel de uma pasta considerada de segunda classe pelo alto escalão de Brasília. O diretor de teatro Aderbal Freire-Filho vai logo aumentando a temperatura da fogueira: para ele, mais do que discutir a função do Ministério da Cultura, a polêmica serviu para se questionar a real importância do cargo. Aderbal lembra que, durante a reforma ministerial que se sucedeu à reeleição de Fernando Henrique, os partidos se engalfinhavam para ocupar o maior número de pastas. O único ministério que não despertava a gula dos políticos era justamente o da Cultura. ‘Além de verbas minúsculas, o Ministério da Cultura padece de desimportância política. É o próprio presidente da República que reconhece esta desimportância ao tratar o ministério como um enfeite, que tanto faz como tanto fez’, diz. O também diretor Amir Haddad concorda: ‘Um ministério pouco respeitado pela cúpula do poder não consegue nada. Vamos ser sinceros: nunca houve planejamento ou política cultural no país. Há definição de táticas e políticas, mas só se discute política econômica. Política cultural no Brasil somos nós pedindo dinheiro para nossos projetos. E isso é muito pouco’. . . ”.
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Duas siglas não bem conhecidas e tão mal amadas.
O Ecad vem de uma fama nada benfazeja. O MinC pouco além vai de uma estrutura pobre, ínfima e incompetente diante de sua missão. O roto e o esfarrapado.
Pirataria e outras questões de fundo na matéria nem pensar...
A verdade é que o MinC faz que ouve, faz que ausculta, faz que "democratiza", mas, na verdade, executa uma política pequena, de gabinete, de bunker. Foi assim nas conferências "Cultura para Todos". Não é diferente com a questão do direito autoral.
A tal "flexibilização" que o MinC advoga a título de "acesso" é tão absurda quanto a arrogância constitucional que garante - e não cumpre - os "direitos culturais" ao cidadão brasileiro.
Sou mais o Ecad.
Por gentileza, tragam o MEC de volta (a sigla, teimosa, nunca deixou de existir).
Uma sugestão para o futuro presidente do Brasil: refundir Educação e Cultura e acabar com a inércia, a ineficiência e os cabides do (ainda) desimportante(*) Ministério da Cultura do Brasil.
(*) Jornal do Brasil (07/02/1999) - Caderno B - Christian Klein et al. Ministério questionado. Rio de Janeiro. P. 4. “A confusão de informações truncadas e declarações infelizes que se seguiram ao anúncio das modificações nas estratégias políticas do Ministério da Cultura teve seu lado bom. Há muito tempo não se questionava tanto o papel de uma pasta considerada de segunda classe pelo alto escalão de Brasília. O diretor de teatro Aderbal Freire-Filho vai logo aumentando a temperatura da fogueira: para ele, mais do que discutir a função do Ministério da Cultura, a polêmica serviu para se questionar a real importância do cargo. Aderbal lembra que, durante a reforma ministerial que se sucedeu à reeleição de Fernando Henrique, os partidos se engalfinhavam para ocupar o maior número de pastas. O único ministério que não despertava a gula dos políticos era justamente o da Cultura. ‘Além de verbas minúsculas, o Ministério da Cultura padece de desimportância política. É o próprio presidente da República que reconhece esta desimportância ao tratar o ministério como um enfeite, que tanto faz como tanto fez’, diz. O também diretor Amir Haddad concorda: ‘Um ministério pouco respeitado pela cúpula do poder não consegue nada. Vamos ser sinceros: nunca houve planejamento ou política cultural no país. Há definição de táticas e políticas, mas só se discute política econômica. Política cultural no Brasil somos nós pedindo dinheiro para nossos projetos. E isso é muito pouco’. . . ”.
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sábado, 24 de julho de 2010
Habemus quorum !
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(reproduz 'post' ao Horizonte RP)
Caros colegas no Horizonte RP,
Outro e alto o nível das provocações e réplicas. Diferente de outros tempos.
Acredito que há avanços, embora haja ainda muito por fazer. O importante é tomar a iniciativa.
Somos escribas. Nossas armas são as letras. Somos uma profissão que existe porque existe liberdade de expressão e democracia. Fora disso Relações Públicas não há.
Mas - sempre tem um mas -, é preciso ir adiante e fazer! (Parece que ouço o querido - e meu - inspirador Paulo Caringi, que infelizmente se foi em 12 de maio último, dizendo isto em alto e bom som).
Ação!
No momento posso escrever isto com tranquilidade porque foi o que fiz, junto a 13 colegas errepês-amigos, apresentando a chapa que agora gere o Conselho na 1a. Região.
E gostamos do que vimos e ouvimos em duas oportunidades de encontro do Sistema CONFERP havidas neste semestre. Foi decidido e teremos uma assessoria de relações públicas especializada ajudando os membros do Conselho Federal a dar mais visibilidade às nossas ideias - mas não se pode negar a dificuldade. Quase sempre nossa "fala" critica anunciantes e donos da mídia e é fato antigo: "na mídia não se fala de mídia, muito menos se fala mal do patrão e de anunciante".
Há um esforço em andamento, também, para melhorar o nosso portal, a comunicação e a interação com os registrados. Sabemos que a web e as redes sociais chegaram para ficar ao universo das comunicações e é preciso – como sempre ensino em sala de aula – uma “presença competente na internet”.
Em cada região, conclamo os colegas a visitarem seus Conselhos (sei que isto é difícil quando a região é enorme, abrangendo vários estados - um complicador de fato) e oferecerem ajuda. Digo por experiência: só com os Conselheiros e funcionários não se faz mais do que lidar com os carimbos, os processos, os impostos, os pagamentos, os computadores, os condomínios, as convocações, as duas reuniões por mês, a papelada infindável. Tornar as conversas arejadas e amplas, discutindo questões filosóficas, éticas - algo que felizmente temos agora no Rio de Janeiro, é muito difícil quando se trata de uma autarquia; um tipo de organização eminentemente burocrática.
Outra coisa: os nossos assessores jurídicos federal e regionais estão há 60 dias pelejando para, legalmente, abrir mais o registro profissional. O que é isto? Levando em conta as decisões já tomadas no passado, no âmbito do Sistema CONFERP (Parlamento Nacional de Relações Públicas – gestão Sidinéia Freitas), considerar os pós-graduados em cursos que abriguem, em relevante carga horária, os conteúdos de conhecimento em Relações Públicas (e também os egressos de novos cursos autorizados pelo MEC como de nível superior - tecnólogos - idem pertinentes). Este é o nosso desafio maior. Turning point. Divisor de águas. A história há de dividir-se em "antes" e "depois" desta medida, que virá por uma Resolução Normativa.
Momento de decisão
Last but not least: estamos fiscalizando, sim. Aliás, essa é nossa razão de ser. Na 1a. Região foram diligenciados 32 processos neste primeiro semestre de gestão. O próximo relatório mensal (julho) do CONRERP/RJ (vide nosso blog no site www.conrerp.org.br) dará conta disso.
A campanha de valorização pelo CONFERP é algo permanente. E depende de cada um de nós, de cada curso, de cada microempresa que surge de nossas salas de aula, de cada novo registrado. É sabido: os profissionais mais jovens, o "sangue novo" pode (e deveria) dirigir alguma parcela de energia ao esforço classista. A 2a. Região (SP/PR) experimentou isto quando abriu o Conselho a jovens registrados voluntários colaborando com as tarefas quotidianas do Conselho.
É isto. Devemos unir nossa vontade de mudar com a mudança de nossas ações. O mundo não muda por nossa causa. Nós é que mudamos o nosso approach e, assim, podemos alterar pequenas frações da realidade presente. A tão falada “inovação” é conquista perseverante e quotidiana e não um “estalo”. Peter Drucker ensinou que "o que nos acontece hoje é fruto de decisões que tomamos há uma década". Temos que olhar para 2020 e ter uma visão da profissão altaneira, de pé. Para não ficar no resmungo circular que só serve àqueles que não acreditam na comunicação excelente - nosso objetivo maior.
Saudações públicas e relacionais!
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(reproduz 'post' ao Horizonte RP)
Caros colegas no Horizonte RP,
Outro e alto o nível das provocações e réplicas. Diferente de outros tempos.
Acredito que há avanços, embora haja ainda muito por fazer. O importante é tomar a iniciativa.
Somos escribas. Nossas armas são as letras. Somos uma profissão que existe porque existe liberdade de expressão e democracia. Fora disso Relações Públicas não há.
Mas - sempre tem um mas -, é preciso ir adiante e fazer! (Parece que ouço o querido - e meu - inspirador Paulo Caringi, que infelizmente se foi em 12 de maio último, dizendo isto em alto e bom som).
Ação!
No momento posso escrever isto com tranquilidade porque foi o que fiz, junto a 13 colegas errepês-amigos, apresentando a chapa que agora gere o Conselho na 1a. Região.
E gostamos do que vimos e ouvimos em duas oportunidades de encontro do Sistema CONFERP havidas neste semestre. Foi decidido e teremos uma assessoria de relações públicas especializada ajudando os membros do Conselho Federal a dar mais visibilidade às nossas ideias - mas não se pode negar a dificuldade. Quase sempre nossa "fala" critica anunciantes e donos da mídia e é fato antigo: "na mídia não se fala de mídia, muito menos se fala mal do patrão e de anunciante".
Há um esforço em andamento, também, para melhorar o nosso portal, a comunicação e a interação com os registrados. Sabemos que a web e as redes sociais chegaram para ficar ao universo das comunicações e é preciso – como sempre ensino em sala de aula – uma “presença competente na internet”.
Em cada região, conclamo os colegas a visitarem seus Conselhos (sei que isto é difícil quando a região é enorme, abrangendo vários estados - um complicador de fato) e oferecerem ajuda. Digo por experiência: só com os Conselheiros e funcionários não se faz mais do que lidar com os carimbos, os processos, os impostos, os pagamentos, os computadores, os condomínios, as convocações, as duas reuniões por mês, a papelada infindável. Tornar as conversas arejadas e amplas, discutindo questões filosóficas, éticas - algo que felizmente temos agora no Rio de Janeiro, é muito difícil quando se trata de uma autarquia; um tipo de organização eminentemente burocrática.
Outra coisa: os nossos assessores jurídicos federal e regionais estão há 60 dias pelejando para, legalmente, abrir mais o registro profissional. O que é isto? Levando em conta as decisões já tomadas no passado, no âmbito do Sistema CONFERP (Parlamento Nacional de Relações Públicas – gestão Sidinéia Freitas), considerar os pós-graduados em cursos que abriguem, em relevante carga horária, os conteúdos de conhecimento em Relações Públicas (e também os egressos de novos cursos autorizados pelo MEC como de nível superior - tecnólogos - idem pertinentes). Este é o nosso desafio maior. Turning point. Divisor de águas. A história há de dividir-se em "antes" e "depois" desta medida, que virá por uma Resolução Normativa.
Momento de decisão
Last but not least: estamos fiscalizando, sim. Aliás, essa é nossa razão de ser. Na 1a. Região foram diligenciados 32 processos neste primeiro semestre de gestão. O próximo relatório mensal (julho) do CONRERP/RJ (vide nosso blog no site www.conrerp.org.br) dará conta disso.
A campanha de valorização pelo CONFERP é algo permanente. E depende de cada um de nós, de cada curso, de cada microempresa que surge de nossas salas de aula, de cada novo registrado. É sabido: os profissionais mais jovens, o "sangue novo" pode (e deveria) dirigir alguma parcela de energia ao esforço classista. A 2a. Região (SP/PR) experimentou isto quando abriu o Conselho a jovens registrados voluntários colaborando com as tarefas quotidianas do Conselho.
É isto. Devemos unir nossa vontade de mudar com a mudança de nossas ações. O mundo não muda por nossa causa. Nós é que mudamos o nosso approach e, assim, podemos alterar pequenas frações da realidade presente. A tão falada “inovação” é conquista perseverante e quotidiana e não um “estalo”. Peter Drucker ensinou que "o que nos acontece hoje é fruto de decisões que tomamos há uma década". Temos que olhar para 2020 e ter uma visão da profissão altaneira, de pé. Para não ficar no resmungo circular que só serve àqueles que não acreditam na comunicação excelente - nosso objetivo maior.
Saudações públicas e relacionais!
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sábado, 3 de julho de 2010
Em Tempo: mais sobre a "novela" das Relações Públicas.
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Matéria postada no website abril.com deu conta da polêmica envolvendo - mais uma vez - a citação indevida da profissão de relações-públicas, desta vez na telenovela "Passione", de Silvio de Abreu.
Muitos comentários de profissionais de todo o Brasil engrossaram o repúdio a esse desserviço, a essa desinformação.
Entre tais comentários acham-se, ainda, aquelas opiniões que confundem o papel de um Conselho Profissional com o de um sindicato ou associação privada.
Para esclarecer esse tipo de questão, a Secretaria-Geral do CONRERP/1a. Região manifestou-se, nesta data [30/06/2010], no mesmo espaço (embora já censurada pelo site *), como segue:
Quem deve promover e defender a nossa profissão? Todos e cada um de nós, relações-públicas. Somos minoria? Isto é reflexo de nossa sociedade, que ainda demanda pouco a cidadania corporativa, conceito explicitado por Bertrand Canfield já em 1950. Esta realidade vai mudar? Sim, um país que se quer quinta economia do mundo não pode prescindir de boas relações públicas.
Conselhos profissionais não têm como missão divulgar o que quer que seja – a não ser, educativamente, a sua própria missão: regulamentar e fiscalizar profissões. Conselhos profissionais também não têm como missão proteger ou promover profissões. Estas são missões de sindicatos e associações.
Quando há má conduta médica, recorremos ao CRM. O mau advogado – quem o pune pelos desvios? A OAB (apesar do nome diferente, um conselho federal com suas representações regionais). O viaduto desabou? Queixemo-nos ao CREA. Há, sempre, no caso de profissões regulamentadas, responsabilidade em jogo.
Conselhos profissionais existem para proteger a cidadania do mau exercício profissional na área em que atuam. E, também, para coibir o uso indevido da imagem e da denominação profissional – como aconteceu neste caso da telenovela “Passione”.
E quando sentimos que a comunicação feita por uma organização nos engana, nos ilude, nos induz a erro? E quando uma concessionária de serviço público simplesmente nega os fatos? E quando um órgão de governo divulga metas inatingíveis? Para finalizar: e quando uma organização sonega informação a seus acionistas e investidores, tornando-se não-transparente? Esses são casos para o CONRERP. A essas organizações será cobrado: – quem é o responsável pela sua comunicação institucional? Provavelmente, nos casos acima, não deve ser um relações-públicas, pelo menos um relações-públicas bem formado. É aí que entra em jogo o Conselho Profissional, notificando a organização, e punindo, se for o caso.
Para cumprir sua missão precípua de fiscalização, os Conselhos Profissionais contam com as anuidades de profissionais e organizações registrados, mas tal fonte nem sempre é suficiente para o cumprimento ideal desse mister. A campanha pelo registro é atividade permanente. Conselheiros são eleitos para mandatos de três anos (são quatorze no caso do CONRERP) e nada recebem a título de remuneração ou “jeton” pela participação nas reuniões, que são duas a cada mês.
E o Conselho Federal? Como definido constitucionalmente, atua em segunda instância, a pedido de um Conselho Regional – e compõe-se de colegas de todo o Brasil que não ficam em Brasília “full time”. Estão em seus estados, trabalhando. Dedicam-se voluntariamente também, organizando e integrando o Sistema CONFERP.
* [Nota postada no website abril.com ("Novela das Oito") em 30/06/2010 às 19: 50 h (e retirada do ar logo em seguida)].
Ainda que tenha sido alvissareiro - e fundamental -, que um concorrente das Organizações Globo (no caso, este Grupo Abril) - houvesse dado publicidade à querela Silvio de Abreu VERSUS Sistema CONFERP neste caso, resta lamentável a censura aplicada à manifestação formal do Conselho neste mesmo espaço, consignada hoje [30/06/2010], e hoje mesmo retirada.
As organizações que postulam liberdade de expressão para si, mas que não a toleram em relação a outrem, prestam outro desserviço à sociedade. Tão ou mais grave que aquele a que deram guarida, fazendo a satisfação momentânea dos errepês.
Manoel Marcondes Neto.
(Reprodução de nota postada no Blog do CONRERP/1a. Região).
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Matéria postada no website abril.com deu conta da polêmica envolvendo - mais uma vez - a citação indevida da profissão de relações-públicas, desta vez na telenovela "Passione", de Silvio de Abreu.
Muitos comentários de profissionais de todo o Brasil engrossaram o repúdio a esse desserviço, a essa desinformação.
Entre tais comentários acham-se, ainda, aquelas opiniões que confundem o papel de um Conselho Profissional com o de um sindicato ou associação privada.
Para esclarecer esse tipo de questão, a Secretaria-Geral do CONRERP/1a. Região manifestou-se, nesta data [30/06/2010], no mesmo espaço (embora já censurada pelo site *), como segue:
Quem deve promover e defender a nossa profissão? Todos e cada um de nós, relações-públicas. Somos minoria? Isto é reflexo de nossa sociedade, que ainda demanda pouco a cidadania corporativa, conceito explicitado por Bertrand Canfield já em 1950. Esta realidade vai mudar? Sim, um país que se quer quinta economia do mundo não pode prescindir de boas relações públicas.
Conselhos profissionais não têm como missão divulgar o que quer que seja – a não ser, educativamente, a sua própria missão: regulamentar e fiscalizar profissões. Conselhos profissionais também não têm como missão proteger ou promover profissões. Estas são missões de sindicatos e associações.
Quando há má conduta médica, recorremos ao CRM. O mau advogado – quem o pune pelos desvios? A OAB (apesar do nome diferente, um conselho federal com suas representações regionais). O viaduto desabou? Queixemo-nos ao CREA. Há, sempre, no caso de profissões regulamentadas, responsabilidade em jogo.
Conselhos profissionais existem para proteger a cidadania do mau exercício profissional na área em que atuam. E, também, para coibir o uso indevido da imagem e da denominação profissional – como aconteceu neste caso da telenovela “Passione”.
E quando sentimos que a comunicação feita por uma organização nos engana, nos ilude, nos induz a erro? E quando uma concessionária de serviço público simplesmente nega os fatos? E quando um órgão de governo divulga metas inatingíveis? Para finalizar: e quando uma organização sonega informação a seus acionistas e investidores, tornando-se não-transparente? Esses são casos para o CONRERP. A essas organizações será cobrado: – quem é o responsável pela sua comunicação institucional? Provavelmente, nos casos acima, não deve ser um relações-públicas, pelo menos um relações-públicas bem formado. É aí que entra em jogo o Conselho Profissional, notificando a organização, e punindo, se for o caso.
Para cumprir sua missão precípua de fiscalização, os Conselhos Profissionais contam com as anuidades de profissionais e organizações registrados, mas tal fonte nem sempre é suficiente para o cumprimento ideal desse mister. A campanha pelo registro é atividade permanente. Conselheiros são eleitos para mandatos de três anos (são quatorze no caso do CONRERP) e nada recebem a título de remuneração ou “jeton” pela participação nas reuniões, que são duas a cada mês.
E o Conselho Federal? Como definido constitucionalmente, atua em segunda instância, a pedido de um Conselho Regional – e compõe-se de colegas de todo o Brasil que não ficam em Brasília “full time”. Estão em seus estados, trabalhando. Dedicam-se voluntariamente também, organizando e integrando o Sistema CONFERP.
* [Nota postada no website abril.com ("Novela das Oito") em 30/06/2010 às 19: 50 h (e retirada do ar logo em seguida)].
Ainda que tenha sido alvissareiro - e fundamental -, que um concorrente das Organizações Globo (no caso, este Grupo Abril) - houvesse dado publicidade à querela Silvio de Abreu VERSUS Sistema CONFERP neste caso, resta lamentável a censura aplicada à manifestação formal do Conselho neste mesmo espaço, consignada hoje [30/06/2010], e hoje mesmo retirada.
As organizações que postulam liberdade de expressão para si, mas que não a toleram em relação a outrem, prestam outro desserviço à sociedade. Tão ou mais grave que aquele a que deram guarida, fazendo a satisfação momentânea dos errepês.
Manoel Marcondes Neto.
(Reprodução de nota postada no Blog do CONRERP/1a. Região).
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