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Tive a satisfação de engrossar o coro "cala a boca Tadeu Schmidt" no Twitter. Dias antes já tuitara que o Dunga prestou - pelo menos um - grande serviço dizendo, na mídia (e sobre a mídia - coisa raríssima de "passar"), mais ou menos isto: - se vocês criam uma crise, sobre um jogador machucado, que no dia seguinte já ficou bom - sem ter acontecido nem uma coisa nem outra - e deixam o povo brasileiro em pânico (isto sim é que é triste), eu é que não vou ficar aqui explicando... vocês é que têm que pedir desculpas ao povo brasileiro. Grande Dunga!
Isto me lembra o nome de uma chapa de alunos que concorreu ao Centro Acadêmico da Comunicação na UERJ uns anos atrás: "Adorno não é enfeite".
A Globo e suas "co-irmãs" donas da mídia derrubaram a exigência do diploma para exercício do jornalismo, exigem liderdade de expressão, mas o que fazem, na Copa, na novela, na eleição e fora dela é só entertainment, ou quase só isso. Cobram o cumprimento do Artigo 222 da Constituição Federal quanto à composição acionária dos portais da internet e desrespeitam o mesmo artigo no que tange às finalidades das concessões públicas de TV e ao mandamento da regionalização da produção.
Copa 2010 - um oferecimento...
Vendilhões como J. Hawilla e Ricardo Teixeira entopem as redes de patrocinadores, apoiadores, vips exclusivos, golden, prata, platinum e a gororoba nem está dando mais para engolir em razão do péssimo futebol que se vê e que se ouve (na voz do fabuloso Gavião quase-bueno) nesta Copa.
Com a África do Sul acontece o mesmo que com a China "olímpica" - olímpico desrespeito à realidade, olímpica hipocrisia sobre despoluição e "desapartheid", olímpico deficit público, olímpicos recordes de subemprego, saneamento, segurança, condições de vida, de educação e de trabalho - muito diferentes, abissalmente diferentes do que se vive e confabula à meia-luz nas sedes das UEFAs, FIFAs e COIs da vida, encasteladas em seus paraísos fiscais de cartão postal. Só resta engrossar o (nem tão) novo coro: ACORDA BRASIL!
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sexta-feira, 25 de junho de 2010
sábado, 19 de junho de 2010
Relações Públicas: mais que "passione" - um caso de "amore".
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A
Silvio de Abreu
Autor da telenovela “Passione”
Prezado Sr. Silvio de Abreu,
Sabemos que uma produção do porte da novela que se segue diariamente ao Jornal Nacional é trabalho coletivo que envolve dezenas de profissionais.
A algum deles, porém, faltou alertar-lhe quanto ao desenrolar da trama que levou a personagem Fred, vivido na obra pelo ator Reynaldo Gianecchini, a ser sugerido como relações-públicas da Metalúrgica Gouveia – organização-pivô da novela.
Já havíamos observado que, na mesma trama, as profissões de psicólogo e de advogado foram citadas em diferentes momentos e comentários presentes no próprio texto cuidaram de informar corretamente – o que enriquece o trabalho da ficção em um país que educa-se, há décadas, via TV – o seguinte:
- a profissão de psicólogo é séria, respeitada, precisa de diploma para ser exercida (fala do ator Werner Schünemann, dirigindo-se a sua mãe, Bete Gouveia, vivida por Fernanda Montenegro);
- eu sou somente o procurador do Totó, não sou advogado (fala do ator Reynaldo Gianecchini, dirigindo-se a sua mãe, Maria Candelária, vivida por Vera Holtz).
Igual aos casos acima, e de mais 61 profissões regulamentadas, a atividade de relações-públicas também o é por lei e exige, para o seu exercício, do curso de bacharelado tradicional em Comunicação Social – habilitação Relações Públicas.*
Temos certeza de que sua obra, já vasta e que aponta para muita criação à frente, juntamente com a TV Globo – emissora que orgulha-se, com justiça, de suas ações de merchandising social (pelas quais informa enormemente a sua audiência) –, constituem-se em relevantes instrumentos de, para além do entretenimento, formação cultural de grande parcela da sociedade brasileira; e por isso a nossa manifestação, rogando que a trama seja corrigida no detalhe que desinforma o seu público e melindra a nossa categoria profissional.
Quem sabe um revés – decerto entre os já planejados na trama à personagem de um sem-caráter como Fred – não possa justamente constituir-se no fato de ser ele impedido de assumir a função em virtude de não estar qualificado para tal? O presidente da empresa, Mauro (vivido pelo ator Rodrigo Lombardi), teria sido, por denúncia, notificado pelo Conselho Regional de Profissionais de Relações Públicas sobre a situação e...
Atenciosamente,
Manoel Marcondes Neto,
relações-públicas apaixonado pela profissão e, no momento,
secretário-geral do CONRERP - 1a. Região (estado do Rio de Janeiro)
* Mais: há, no Brasil, 2511 outras ocupações não-regulamentadas por lei.
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A
Silvio de Abreu
Autor da telenovela “Passione”
Prezado Sr. Silvio de Abreu,
Sabemos que uma produção do porte da novela que se segue diariamente ao Jornal Nacional é trabalho coletivo que envolve dezenas de profissionais.
A algum deles, porém, faltou alertar-lhe quanto ao desenrolar da trama que levou a personagem Fred, vivido na obra pelo ator Reynaldo Gianecchini, a ser sugerido como relações-públicas da Metalúrgica Gouveia – organização-pivô da novela.
Já havíamos observado que, na mesma trama, as profissões de psicólogo e de advogado foram citadas em diferentes momentos e comentários presentes no próprio texto cuidaram de informar corretamente – o que enriquece o trabalho da ficção em um país que educa-se, há décadas, via TV – o seguinte:
- a profissão de psicólogo é séria, respeitada, precisa de diploma para ser exercida (fala do ator Werner Schünemann, dirigindo-se a sua mãe, Bete Gouveia, vivida por Fernanda Montenegro);
- eu sou somente o procurador do Totó, não sou advogado (fala do ator Reynaldo Gianecchini, dirigindo-se a sua mãe, Maria Candelária, vivida por Vera Holtz).
Igual aos casos acima, e de mais 61 profissões regulamentadas, a atividade de relações-públicas também o é por lei e exige, para o seu exercício, do curso de bacharelado tradicional em Comunicação Social – habilitação Relações Públicas.*
Temos certeza de que sua obra, já vasta e que aponta para muita criação à frente, juntamente com a TV Globo – emissora que orgulha-se, com justiça, de suas ações de merchandising social (pelas quais informa enormemente a sua audiência) –, constituem-se em relevantes instrumentos de, para além do entretenimento, formação cultural de grande parcela da sociedade brasileira; e por isso a nossa manifestação, rogando que a trama seja corrigida no detalhe que desinforma o seu público e melindra a nossa categoria profissional.
Quem sabe um revés – decerto entre os já planejados na trama à personagem de um sem-caráter como Fred – não possa justamente constituir-se no fato de ser ele impedido de assumir a função em virtude de não estar qualificado para tal? O presidente da empresa, Mauro (vivido pelo ator Rodrigo Lombardi), teria sido, por denúncia, notificado pelo Conselho Regional de Profissionais de Relações Públicas sobre a situação e...
Atenciosamente,
Manoel Marcondes Neto,
relações-públicas apaixonado pela profissão e, no momento,
secretário-geral do CONRERP - 1a. Região (estado do Rio de Janeiro)
* Mais: há, no Brasil, 2511 outras ocupações não-regulamentadas por lei.
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sábado, 22 de maio de 2010
1o. Encontro de Relações Públicas coberto de êxito!
O 1o. Encontro de Relações Públicas CONRERP/RJ transcorreu na manhã de hoje, no Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro, com sucesso de público e crítica. O auditório João Saldanha, preparado para receber 60 pessoas, lotou de interessados nas duas mesas-tema propostas para discutir as perspectivas profissionais para relações-públicas no estado do Rio de Janeiro.
Lalá Aranha, sócia da CDN e Ruy Portilho, coordenador do Prêmio ESSO de Jornalismo discutiram o tema "Relações com a Imprensa". Lalá exortou toda a comunidade de Relações Públicas a aproveitar a onda de eventos internacionais que terão lugar no Rio de Janeiro, começando pelos Jogos Mundiais Militares em 2011. Ruy Portilho salientou que o trabalho de relacionamento com a imprensa é muito mais afeito a relações-públicas que a jornalistas, enfatizando que para isto o relações-públicas deve procurar conhecer a mecânica das redações e aperfeiçoar sempre a sua redação - ambas razões que, no passado, sustentavam a presença de jornalistas nessa atividade.
A segunda mesa-tema "Marketing Político-Eleitoral" teve a presença de Luiz Fernando Mello, da Barcas S/A, - que utilizou sua experiência na assessoria de uma candidatura vitoriosa para reeleição na Prefeitura de Rio das Ostras - ressaltou que os jornalistas que conheceu no município e que estavam a cargo do cerimonial e das relações com a mídia, agora estão cursando Relações Públicas no Rio de Janeiro. Nino Carvalho, da In Press PN de São Paulo, apontou as Relações Públicas como o centro do trabalho de construção de candidaturas; e Marcelo Serpa, professor da ECO/UFRJ, focou a importância da pesquisa - elemento com forte presença na formação de relações-públicas - para o trabalho de marketing em geral e político em particular.
Lalá Aranha, sócia da CDN e Ruy Portilho, coordenador do Prêmio ESSO de Jornalismo discutiram o tema "Relações com a Imprensa". Lalá exortou toda a comunidade de Relações Públicas a aproveitar a onda de eventos internacionais que terão lugar no Rio de Janeiro, começando pelos Jogos Mundiais Militares em 2011. Ruy Portilho salientou que o trabalho de relacionamento com a imprensa é muito mais afeito a relações-públicas que a jornalistas, enfatizando que para isto o relações-públicas deve procurar conhecer a mecânica das redações e aperfeiçoar sempre a sua redação - ambas razões que, no passado, sustentavam a presença de jornalistas nessa atividade.
A segunda mesa-tema "Marketing Político-Eleitoral" teve a presença de Luiz Fernando Mello, da Barcas S/A, - que utilizou sua experiência na assessoria de uma candidatura vitoriosa para reeleição na Prefeitura de Rio das Ostras - ressaltou que os jornalistas que conheceu no município e que estavam a cargo do cerimonial e das relações com a mídia, agora estão cursando Relações Públicas no Rio de Janeiro. Nino Carvalho, da In Press PN de São Paulo, apontou as Relações Públicas como o centro do trabalho de construção de candidaturas; e Marcelo Serpa, professor da ECO/UFRJ, focou a importância da pesquisa - elemento com forte presença na formação de relações-públicas - para o trabalho de marketing em geral e político em particular.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Paulo Caringi se foi. E com ele uma parte da história das RRPP brasileiras. Saudades!
O 12 de maio há de ficar na memória das Relações Públicas do Brasil.
Quantas vezes
Verificava as minhas mensagens de voz
E lá ouvia o sempre vibrante recado:
- aqui é o Paulo Caringi!... (esticando a 2a. sílaba e pontuando a 3a. do sobrenome).
E dizendo sempre, comprido:
- meu nobre amigo Manoel Marcondes Machado Neto!... (um privilégio ouvir isto!)
Foi ideia dele eu estar hoje no CONRERP/RJ
Foi também ideia dele - embora não soubesse - que eu tenha seguido as Relações Públicas.
Essa atividade que é essência em alguns homens especiais
Como Paulo Caringi
Que de um jeito ou de outro fariam relações públicas
Independente do país, do momento, da história, das leis, das autarquias e das associações.
Manteve o brilho e a firmeza no olhar até o fim
Firmeza que vinha do caráter
Brilho que vinha direto da alma
Entusiasmado - cheio -, pleno de Deus!
Assistiu a muitos
Inspirou a tantos outros, como a mim
Serviu - no melhor sentido que possa haver para a palavra servir
Ao próximo, ao não tão próximo, ao distante, ao desconhecido.
Havia um problema, lá ia o Paulo atrás da solução
Solução sempre negociada, nunca extraída
Sempre conquistada, doada, doída às vezes (nele)
Com um sorriso, porém, lá vinha ele, empertigado: - meu filho... resolvido!
Difícil esquecer, impossível repor o espaço-ser que o Caringi ocupou
Deixou em livro, "Advertências"(*) a quem interessar possa
Que alguns de nós, ao menos, sintam-se devidamente advertidos:
Nunca desistir de sonhar e acreditar, de conceber e de fazer.
(*) "O que 'estava em todas' - Advertências".
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quinta-feira, 29 de abril de 2010
Relações Públicas estão na pauta como nunca, antes, neste país
João Alberto Ianhez vocaliza com precisão, neste texto e em sua entrevista a Carolina Pedace, no Rede Nacional RP/MEGABRASIL, a paixão que move os genuínos relações-públicas e o momento rico que vivem agora – tempo em que o mercado, mesmo que tardiamente – vem reconhecendo e adotando a visão de relações públicas. Nunca, antes, neste país, tantos jornalistas e publicitários atuantes na comunicação empresarial fizeram - e com propriedade - a observação “estou realizando um trabalho de relações públicas”. No meu entender, essa é a chave para trazer os colegas, definitivamente, para perto de nós.
Tarefas
As tarefas de relações públicas sempre existiram e sempre existirão, nas mãos de tantos quantos tiverem a clareza quanto a sua utilidade e eficácia para tratar dos problemas comunicacionais das organizações - pugnar contra isto, brandindo uma reserva de mercado legal mostrou-se, ao longo do tempo - antipático e inútil, neste Brasil de leis que "não pegam". Nosso segmento profissional encolheu também por causa disso. Com mais pressão mais provável fica, sim, a desregulamentação (cuja sanha já atingiu a exigência do diploma para o exercício do jornalismo).
Planejamento
O pensamento e a concepção de relações públicas é que não são delegáveis. Só quem conhece a amplitude da formação deste bacharel compreende a diferença que há entre o seu perfil e o dos demais que as IES (instituições de ensino superior) colocam no mercado.
Os tempos atuais são tempos de governança corporativa – um conjunto de mandamentos organizacionais que fundamentam-se num principal valor: a transparência.
Relações Públicas sempre ocuparam-se desse valor, do ponto-de-vista dos públicos; sempre ocuparam-se do atendimento ao cliente e à comunidade; sempre ocuparam-se da relação com a mídia – tanto a paga quanto a espontânea; e, para resumir, defendem, desde Bertrand Canfield, nos anos 1950, a chamada “cidadania empresarial” – algo que ainda tem cheiro de “novidade” no Brasil.
A única habilitação reconhecida e regulamentada no campo da Comunicação Social, infelizmente uma área onde campeiam curiosos, oportunistas e falsos cientistas, não pode abrir mão de um edifício tão longamente erigido, agora devidamente prestigiado (relações públicas requerem uma sofisticação organizacional antes inexistente no país) e do qual o Sistema CONFERP é o mais credenciado defensor.
Tarefas
As tarefas de relações públicas sempre existiram e sempre existirão, nas mãos de tantos quantos tiverem a clareza quanto a sua utilidade e eficácia para tratar dos problemas comunicacionais das organizações - pugnar contra isto, brandindo uma reserva de mercado legal mostrou-se, ao longo do tempo - antipático e inútil, neste Brasil de leis que "não pegam". Nosso segmento profissional encolheu também por causa disso. Com mais pressão mais provável fica, sim, a desregulamentação (cuja sanha já atingiu a exigência do diploma para o exercício do jornalismo).
Planejamento
O pensamento e a concepção de relações públicas é que não são delegáveis. Só quem conhece a amplitude da formação deste bacharel compreende a diferença que há entre o seu perfil e o dos demais que as IES (instituições de ensino superior) colocam no mercado.
Os tempos atuais são tempos de governança corporativa – um conjunto de mandamentos organizacionais que fundamentam-se num principal valor: a transparência.
Relações Públicas sempre ocuparam-se desse valor, do ponto-de-vista dos públicos; sempre ocuparam-se do atendimento ao cliente e à comunidade; sempre ocuparam-se da relação com a mídia – tanto a paga quanto a espontânea; e, para resumir, defendem, desde Bertrand Canfield, nos anos 1950, a chamada “cidadania empresarial” – algo que ainda tem cheiro de “novidade” no Brasil.
A única habilitação reconhecida e regulamentada no campo da Comunicação Social, infelizmente uma área onde campeiam curiosos, oportunistas e falsos cientistas, não pode abrir mão de um edifício tão longamente erigido, agora devidamente prestigiado (relações públicas requerem uma sofisticação organizacional antes inexistente no país) e do qual o Sistema CONFERP é o mais credenciado defensor.
sábado, 20 de março de 2010
Sobre a - nova - tentativa de descaracterizar RRPP. E pelo exame de Ordem na nossa área.
Comento a recente querela entre o CONFERP, em sua gestão anterior - que muito bem conduziu a questão - e aqueles que querem criar uma nova habilitação literalmente "em cima" das Relações Públicas, área que lhes foi pródiga e que agora querem exterminar.
Apóiam-se em ONGs e eventos que, embora com pompa, cada vez menos influenciam os rumos da Comunicação Social no Brasil.
Quem frequenta esses convescotes acadêmicos sabe que muitas de suas atividades anunciadas simplesmente não acontecem por absoluta falta de quorum.
Mas...
Seus proponentes e "condutores" lançam-nas em relatórios de "produção acadêmica" como tidos e havidos. E dão trela a suas próprias ideias.
Mesmo sem saber quem e quantos formaram uma dita "comunidade representativa de professores, profissionais e estudantes", se muitos ou se poucos, se doutos ou turistas acidentais, não se pode atribuir a esta instância poderes de vocalizar o pensamento do conjunto de pensadores, professores e profissionais das Relações Públicas e da Educação Superior interessados na discussão sobre sua própria existência, suas trajetórias e, até, suas perspectivas de futuro.
O Sistema CONFERP renovado, em janeiro último, em seus mandatos federal e regionais, cumprirá sua missão institucional de zelar pela área de Relações Públicas, tanto como profissão quanto, principalmente, como formação - escolha de milhares de jovens (já ultrapassei a marca de 3 mil alunos de RRPP) que querem atuar nas atividades que recebem os mais diferentes rótulos, mas que beneficiam-se - e muito - dos bacharéis de Relações Públicas.
Bacharel em Direito não é advogado. Isto só depois do exame de Ordem, pelo qual passam menos de 10% dos inscritos.
A exemplo da OAB, que também é Sistema de Conselho Federal e Regionais, é preciso influir, sim, no ensino, mas, principalmente, aferir a qualidade do bacharel formado pelos cursos de Comunicação Social que ainda, infelizmente, improvisam na hora de oferecer disciplinas de Relações Públicas. E, acredito, não basta exigir apenas - como prescreve a lei - que o professor seja um relações-públicas registrado em seu Conselho Profissional. É preciso mais: que este professor seja um entusiasta da área - um motivador permanente junto a seus alunos, sob pena de se estabelecer aquele slogan maldoso porém com alguma dose de verdade: "quem sabe faz, quem não sabe ensina".
O ordenamento da profissão exige isto mesmo - um exame de Ordem - e esse deve, em minha opinião pessoal, ser um dos instrumentos de fortalecimento da área de Relações Públicas na sua função de proteger a cidadania contra os abusos que, diariamente, a comunicação das organizações perpetra nos mais diversos media, tanto massivos quanto dirigidos. E isso, mesmo que se venha, no futuro, a permitir-se o registro profissional a bacharéis de outras áreas desde que pós-graduados em Relações Públicas - como concluiu um grande parlamento de professores e profissionais conduzido em gestão anterior pelo próprio Sistema CONFERP.
Apóiam-se em ONGs e eventos que, embora com pompa, cada vez menos influenciam os rumos da Comunicação Social no Brasil.
Quem frequenta esses convescotes acadêmicos sabe que muitas de suas atividades anunciadas simplesmente não acontecem por absoluta falta de quorum.
Mas...
Seus proponentes e "condutores" lançam-nas em relatórios de "produção acadêmica" como tidos e havidos. E dão trela a suas próprias ideias.
Mesmo sem saber quem e quantos formaram uma dita "comunidade representativa de professores, profissionais e estudantes", se muitos ou se poucos, se doutos ou turistas acidentais, não se pode atribuir a esta instância poderes de vocalizar o pensamento do conjunto de pensadores, professores e profissionais das Relações Públicas e da Educação Superior interessados na discussão sobre sua própria existência, suas trajetórias e, até, suas perspectivas de futuro.
O Sistema CONFERP renovado, em janeiro último, em seus mandatos federal e regionais, cumprirá sua missão institucional de zelar pela área de Relações Públicas, tanto como profissão quanto, principalmente, como formação - escolha de milhares de jovens (já ultrapassei a marca de 3 mil alunos de RRPP) que querem atuar nas atividades que recebem os mais diferentes rótulos, mas que beneficiam-se - e muito - dos bacharéis de Relações Públicas.
Bacharel em Direito não é advogado. Isto só depois do exame de Ordem, pelo qual passam menos de 10% dos inscritos.
A exemplo da OAB, que também é Sistema de Conselho Federal e Regionais, é preciso influir, sim, no ensino, mas, principalmente, aferir a qualidade do bacharel formado pelos cursos de Comunicação Social que ainda, infelizmente, improvisam na hora de oferecer disciplinas de Relações Públicas. E, acredito, não basta exigir apenas - como prescreve a lei - que o professor seja um relações-públicas registrado em seu Conselho Profissional. É preciso mais: que este professor seja um entusiasta da área - um motivador permanente junto a seus alunos, sob pena de se estabelecer aquele slogan maldoso porém com alguma dose de verdade: "quem sabe faz, quem não sabe ensina".
O ordenamento da profissão exige isto mesmo - um exame de Ordem - e esse deve, em minha opinião pessoal, ser um dos instrumentos de fortalecimento da área de Relações Públicas na sua função de proteger a cidadania contra os abusos que, diariamente, a comunicação das organizações perpetra nos mais diversos media, tanto massivos quanto dirigidos. E isso, mesmo que se venha, no futuro, a permitir-se o registro profissional a bacharéis de outras áreas desde que pós-graduados em Relações Públicas - como concluiu um grande parlamento de professores e profissionais conduzido em gestão anterior pelo próprio Sistema CONFERP.
quarta-feira, 10 de março de 2010
O que caracteriza o mau exercício profissional nas relações públicas?
Na "infância" das organizações, propaganda; na "adolescência", assessoria de imprensa; na "maturidade", cidadania empresarial – objeto direto das relações públicas.
A Comunicação Social no Brasil precisa ser discutida, ter conhecidas suas regras pela cidadania, assumir responsabilidades pelo baixo nível cultural que, como mídia, repercute (sendo meio preponderante de formação no Brasil é, portanto, mensagem que deve ser cuidada, como o fazem os países desenvolvidos).
Nossos colegas jornalistas pugnam por uma regulamentação profissional – agora mais – pois após o fim da exigência do diploma para o exercício profissional, campeiam absurdos.
Os publicitários têm sobre si dois mantos de proteção – o CONAR e o CENP, mas isto não tem evitado que aventureiros de toda sorte coloquem-nos diuturnamente diante de mensagens grosseiras, ofensivas e pouco inteligentes.
O que caracteriza o mau exercício profissional nas relações públicas?
Os conselhos de medicina, de engenharia e de advocacia protegem a cidadania de maus médicos, maus engenheiros e maus advogados.
Quem protege o cidadão de um resultado de pesquisa de opinião divulgado parcialmente? E de uma concessionária de serviços públicos que desdiz os fatos? O que dizer de uma empresa que engabela o seu acionista com relatórios que desviam de uma redação substantiva? E de uma ONG que sequer publica os seus estatutos e põe-se a levantar fundos?
Finalmente; o que dizer de tantos comunicados que nos chegam e a que nós, profissionais da comunicação institucional, atribuímos credibilidade zero, mas contra os quais o cidadão desavisado não tem defesa?
Roberto Porto Simões apresenta um caminho já no título de seu último livro: "Informação, inteligência e utopia: contribuições à teoria de relações públicas". Buscar uma comunicação que seja mais serviço à cidadania e menos desserviço à cultura é um objetivo que se pode realizar.
Um conselho profissional que ampare e promova as boas práticas de comunicação institucional e denuncie e reprima as más é um dos caminhos para essa realidade.
A Comunicação Social no Brasil precisa ser discutida, ter conhecidas suas regras pela cidadania, assumir responsabilidades pelo baixo nível cultural que, como mídia, repercute (sendo meio preponderante de formação no Brasil é, portanto, mensagem que deve ser cuidada, como o fazem os países desenvolvidos).
Nossos colegas jornalistas pugnam por uma regulamentação profissional – agora mais – pois após o fim da exigência do diploma para o exercício profissional, campeiam absurdos.
Os publicitários têm sobre si dois mantos de proteção – o CONAR e o CENP, mas isto não tem evitado que aventureiros de toda sorte coloquem-nos diuturnamente diante de mensagens grosseiras, ofensivas e pouco inteligentes.
O que caracteriza o mau exercício profissional nas relações públicas?
Os conselhos de medicina, de engenharia e de advocacia protegem a cidadania de maus médicos, maus engenheiros e maus advogados.
Quem protege o cidadão de um resultado de pesquisa de opinião divulgado parcialmente? E de uma concessionária de serviços públicos que desdiz os fatos? O que dizer de uma empresa que engabela o seu acionista com relatórios que desviam de uma redação substantiva? E de uma ONG que sequer publica os seus estatutos e põe-se a levantar fundos?
Finalmente; o que dizer de tantos comunicados que nos chegam e a que nós, profissionais da comunicação institucional, atribuímos credibilidade zero, mas contra os quais o cidadão desavisado não tem defesa?
Roberto Porto Simões apresenta um caminho já no título de seu último livro: "Informação, inteligência e utopia: contribuições à teoria de relações públicas". Buscar uma comunicação que seja mais serviço à cidadania e menos desserviço à cultura é um objetivo que se pode realizar.
Um conselho profissional que ampare e promova as boas práticas de comunicação institucional e denuncie e reprima as más é um dos caminhos para essa realidade.
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