domingo, 23 de fevereiro de 2014
Deve ser algum recorde...
Deu n'O Globo de ontem, à página 34:
E o rei agora promete encarar a picanha...
Ex-vegetariano, Roberto Carlos vai estrelar campanha milionária (R$ 200 milhões) da agência Lew'Lara/TBWA para a Friboi, ao lado de Tony Ramos e Fátima Bernardes - que vão "estreá-la" neste domingo, nos intervalos do programa Fantástico, da Rede Globo.
A matéria continua assim: o Grupo JBS, maior produtor de carne do mundo, escolheu um trio de peso para divulgar suas marcas... depois de Tony Ramos (que continua...), que fez aumentar em R$ 300 milhões as vendas da marca...
Os cachês do trio não foram divulgados.
Você já viu um matadouro, mesmo que só na televisão?
Você já viu um só boi ser morto, num desses matadouros?
Pois o Grupo JBS tem capacidade - global - para abater (ou seja, matar) 90 mil bois por dia. É isso mesmo, não erramos o número e você não leu errado. A capacidade deste "maior produtor de carne do mundo", o brasileiríssimo Friboi, é de cortar a cabeça de até 90 mil bois POR DIA.
O problema dos indivíduos - e que mata a humanidade e o planeta - é a ganância.
Um alto salário, ou um alto cachê, enterram qualquer indício de solidariedade humana. Executivos de empresa, de agências de propaganda e de veículos de comunicação, além de parlamentares, e membros dos poderes legislativo e judiciário, simplesmente passam por cima de uma conduta ética mínima e patrocinam de BBB a MMA, de picanha a Big Mac. Não sei como conseguem colocar a cabeça no travesseiro e fechar os olhos.
Você já assistiu "Fast Food Nation", filme de Richard Linklater, com Greg Kinnear e Bruce Willis no elenco?
O filme baseou-se num livro escrito por Eric Schlosser a partir de uma reportagem encomendada a ele pelos editores da Rolling Stone.
Não assistiu ainda? Então assista assim que puder.
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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Parabéns errepês do Brasil! Parabéns RRPP brasileiras!
Há exatos 100 anos, em 30 de janeiro de 1914 - somente 8 anos depois do surgimento da profissão nos Estados Unidos - era criado o primeiro departamento de Relações Públicas no Brasil.
A empresa pioneira foi a Light (hoje AES Eletropaulo), e o titular a assumir a área foi o engenheiro alagoano Eduardo Pinheiro Lobo (1876-1933) - que viria a tornar-se patrono da profissão no Brasil, sendo seu dia de nascimento - 02 de dezembro - estabelecido pela Lei Nº. 7.197 de 14 de Junho de 1984 como Dia Nacional de Relações Públicas.
O primeiro departamento em empresa brasileira viria a ser criado em 1951, na CSN, o primeiro curso de especialização, na FGV (1953), e de bacharelado, na USP, em 1967 - mesmo ano de regulamentação da profissão.
O Sistema Conferp-Conrerp foi criado em 1971 a partir dos esforços realizados pela ABRP (de 1954).
Uma bela história, que será contada em livro pelo Observatório da Comunicação Institucional, a ser lançado em dezembro com eventos em todo o país.
Parabéns errepês do Brasil! Parabéns RRPP brasileiras!
O Observatório da Comunicação Institucional foi pioneiro na iniciativa das comemorações do centenário. Confira: http://oci-rp.blogspot.com.br/2013/05/se-voce-de-todo-o-brasil-quer.html.
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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
VOCÊ ESTUDA RELAÇÕES PÚBLICAS E TEM DÚVIDAS SOBRE REGISTRAR-SE OU NÃO EM SEU CONSELHO PROFISSIONAL?
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Um "post" meu, de hoje, reproduzido de um grupo de discussão da área no Facebook:
Esse tópico está demais!
Que boa maneira de começar um ano novo! Abraços a todos os errepês - registrados ou não (que isso é uma questão de tempo... acredito nisto!). Testemunhos positivos é que mudam algo no mundo. É o boca-a-boca a melhor maneira de se divulgar algo - sobretudo uma causa, como a nossa.
Causa?
Que causa, se a profissão já tem 45 anos de criada? A causa de um país mais civilizado! Quem escolheu formar-se em RP tem compromisso com isto! Porque só em um país realmente civilizado é que temos instituições. E só com instituições é que se demanda a nossa principal contribuição profissional: trabalhar para uma - boa - comunicação institucional.
Se não reforçarmos as instituições (que tal começar com a nossa própria?), esqueçamos as relações públicas. Elas são desnecessárias em ambientes que não prezam a transparência. Nossa luta - para quem escolheu estudar RP - é muito maior que nosso "mundinho". Por isso temos crescido em importância no universo dos negócios - os gestores estão cada vez mais cientes das necessidades de relacionamento e reputação das organizações (ou seja, demandando nossas habilidades e competências específicas).
Nossa "briga" é com patrões que descuidam das boas relações internas, com gestores públicos que não estão nem aí para seu compromisso... público para com o cidadão, com gestores privados que "se lixam" para o consumidor/usuário/cliente. E somos, no Brasil, o último bastião antes da barbárie no setor das comunicações. Gente sem escrúpulos - maus patrões e políticos "profissionais" - derrubou TODOS os regulamentos da área... até a necessidade do diploma de Jornalismo para exercício profissional! Até a lei de imprensa! Que, mesmo com seus defeitos, previa o direito de resposta... um direito que não existe mais! E derrubado pelo STF! E temos um marco regulatório podre de velho, pois que de 1962 - intocado, defasado, do tempo em que não existia TV a cores, telefonia celular, internet, sms, redes sociais digitais...
Os "adversários" são muitos e muito poderosos?
Melhor ainda! Para quem escolheu RP, isto deve ser estímulo, e não sinal de derrota. Ou então a pessoa realmente equivocou-se na escolha da carreira. Nossa batalha é pela cidadania - e como sempre disse (quando dei a minha contribuição voluntária de 3 anos trabalhando no Sistema Conferp-Conrerp): "conselho profissional não existe para fazer qualquer outra coisa (que não a regulação da atividade) pelo profissional - isso é atribuição de sindicatos e associações - conselhos profissionais existem, sim, para proteger a cidadania do mau exercício profissional, e, no nosso caso, da má comunicação institucional - a comunicação pela metade, incompleta, que induz a erro de julgamento, da comunicação mentirosa, enganosa". E disso o Brasil está repleto, esperando que os errepês dêem sua contribuição. Profissional e ética.
E código de conduta ética é privativo das profissões regulamentadas.
São só 61 em um universo de 2.511 ocupações listadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Um privilégio, pois. E o que vamos fazer com isso, com essa conquista? Deixar minguar por falta de compromisso com a profissão que escolhemos? Não acredito nisso. Acredito que haja péssimos professores fazendo um péssimo trabalho na disciplina de "Legislação e Ética" nas faculdades...
Por isso - uma das razões mais fortes, pelo menos para mim, de criação do Observatório da Comunicação Institucional - um instrumento a serviço desta disciplina e daqueles que têm que ministrá-la, colocando nossos estudantes a par do que é importante em termos legais.
A profissão de relações-públicas completará, em 2014, 46 anos de regulamentação e 100 anos de existência no país. Que tal dar a necessária "virada" agora, trazendo todo mundo para o Sistema? Esse é o desafio, tanto de quem está dentro, acreditando, quanto de quem está fora - ainda com dúvidas sobre engajar-se nessa luta ou não. Para mim - registrado desde estudante (Registro P-256 - Conrerp1), a luta continua!
Feliz Ano Novo a todos!
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Um "post" meu, de hoje, reproduzido de um grupo de discussão da área no Facebook:
Esse tópico está demais!
Que boa maneira de começar um ano novo! Abraços a todos os errepês - registrados ou não (que isso é uma questão de tempo... acredito nisto!). Testemunhos positivos é que mudam algo no mundo. É o boca-a-boca a melhor maneira de se divulgar algo - sobretudo uma causa, como a nossa.
Causa?
Que causa, se a profissão já tem 45 anos de criada? A causa de um país mais civilizado! Quem escolheu formar-se em RP tem compromisso com isto! Porque só em um país realmente civilizado é que temos instituições. E só com instituições é que se demanda a nossa principal contribuição profissional: trabalhar para uma - boa - comunicação institucional.
Se não reforçarmos as instituições (que tal começar com a nossa própria?), esqueçamos as relações públicas. Elas são desnecessárias em ambientes que não prezam a transparência. Nossa luta - para quem escolheu estudar RP - é muito maior que nosso "mundinho". Por isso temos crescido em importância no universo dos negócios - os gestores estão cada vez mais cientes das necessidades de relacionamento e reputação das organizações (ou seja, demandando nossas habilidades e competências específicas).
Nossa "briga" é com patrões que descuidam das boas relações internas, com gestores públicos que não estão nem aí para seu compromisso... público para com o cidadão, com gestores privados que "se lixam" para o consumidor/usuário/cliente. E somos, no Brasil, o último bastião antes da barbárie no setor das comunicações. Gente sem escrúpulos - maus patrões e políticos "profissionais" - derrubou TODOS os regulamentos da área... até a necessidade do diploma de Jornalismo para exercício profissional! Até a lei de imprensa! Que, mesmo com seus defeitos, previa o direito de resposta... um direito que não existe mais! E derrubado pelo STF! E temos um marco regulatório podre de velho, pois que de 1962 - intocado, defasado, do tempo em que não existia TV a cores, telefonia celular, internet, sms, redes sociais digitais...
Os "adversários" são muitos e muito poderosos?
Melhor ainda! Para quem escolheu RP, isto deve ser estímulo, e não sinal de derrota. Ou então a pessoa realmente equivocou-se na escolha da carreira. Nossa batalha é pela cidadania - e como sempre disse (quando dei a minha contribuição voluntária de 3 anos trabalhando no Sistema Conferp-Conrerp): "conselho profissional não existe para fazer qualquer outra coisa (que não a regulação da atividade) pelo profissional - isso é atribuição de sindicatos e associações - conselhos profissionais existem, sim, para proteger a cidadania do mau exercício profissional, e, no nosso caso, da má comunicação institucional - a comunicação pela metade, incompleta, que induz a erro de julgamento, da comunicação mentirosa, enganosa". E disso o Brasil está repleto, esperando que os errepês dêem sua contribuição. Profissional e ética.
E código de conduta ética é privativo das profissões regulamentadas.
São só 61 em um universo de 2.511 ocupações listadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Um privilégio, pois. E o que vamos fazer com isso, com essa conquista? Deixar minguar por falta de compromisso com a profissão que escolhemos? Não acredito nisso. Acredito que haja péssimos professores fazendo um péssimo trabalho na disciplina de "Legislação e Ética" nas faculdades...
Por isso - uma das razões mais fortes, pelo menos para mim, de criação do Observatório da Comunicação Institucional - um instrumento a serviço desta disciplina e daqueles que têm que ministrá-la, colocando nossos estudantes a par do que é importante em termos legais.
A profissão de relações-públicas completará, em 2014, 46 anos de regulamentação e 100 anos de existência no país. Que tal dar a necessária "virada" agora, trazendo todo mundo para o Sistema? Esse é o desafio, tanto de quem está dentro, acreditando, quanto de quem está fora - ainda com dúvidas sobre engajar-se nessa luta ou não. Para mim - registrado desde estudante (Registro P-256 - Conrerp1), a luta continua!
Feliz Ano Novo a todos!
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terça-feira, 31 de dezembro de 2013
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
Natal "luz" em Gramado = Natal "trash" no resto do país.
BRASIL: PAÍS RICO É PAÍS SEM MISÉRIA!
Mas que essa (não) política cultural do MinC é miserável, ah... isso é!
Natal Luz de Gramado... ou Natal Cash do Bradesco?
E sob os auspícios da renúncia do imposto de renda federal de todos os brasileiros mais a renúncia fiscal de ICMS de um Estado que nem sabemos qual é (vide cartaz acima): "BRASIL - um país de todos nós, trouxas".
E, de quebra, ainda há o Sonho de Natal de Canela... ou seria Sonho de Natal do Bradesco? Lado a lado "com os que importam" para o MinC da Martaxa, "com nosso dinheiro de impostos".
Grande Desfile de Natal
Até que enfim, um espetáculo (com gente encenando)! Duração: 30 minutos - assim como o Natalis - com direito a 90 minutos de espera ouvindo repetitiva e exaustivamente o jingle do Bradesco: "presença lada-a-lado no Natal Luz de Gramado".
Joãozinho Trinta deve ter-se revirado no túmulo. Ele que re-concebeu o desfile não reconheceria as esparsas figuras "sambando" numa pista larga, a saber: 3 homens-biscoito, 4 papais-noeis, 12 patinadores (havia mais gente no "apoio" para dizer que sentássemos e vendendo DVDs do Natal Luz do ano passado).
A iluminação funcionando em todo o percurso quando a atração iniciava "lá longe". O alto-falante dando "maiores informações" sobre a programação - que vai até 12 de janeiro - e avisando que havia "pouquíssimos ingressos" para o espetáculo do dia seguinte, enquanto neste, de novo, 40% das arquibancadas restavam vazias e a multidão de gramadenses e turistas "duros" se comprimia na "apoteose" para pegar uma frestinha do show. Preço: 75 reais 'per capita'. Natal Treva do Bradesco: completo.
Fantástica Fábrica de Natal
Super-produção musical nota dez. Trilha, coreografia e bailarinos excelentes. Lotação esgotada apesar do ingresso a 75 reais. Valeu a pena!
A impressão geral ganhou um upgrade com o espetáculo "Nativitaten". Nota dez com louvor, em todos os aspectos. Lotação esgotada e logística perfeita - na chegada e na saída.
Mas... sempre tem um mas... o vídeo "sem-fim" exibido à exaustão nas 2 horas de espera teve dois momentos de propaganda enganosa:
1) Liquigás-Petrobras explicando que o GLP ("popularmente conhecido" como gás de cozinha) é um produto "com inovação";
2) Natalis (o show) tem projeções de "250 metros quadrados". Bem, isto seria quase toda a área do próprio lago Joaquina Rita Bier, onde acontece a projeção - que não tem mais de 50 metros quadrados (7 m de largura X 7 metros de altura da "tela" de jatos d'água)...
Uma sugestão para as "autoridades":
Já que pesquisei exaustivamente entre seres viventes de Gramado e Canela e "descobri" que ninguém vai aos eventos porque caríssimos, seria de bom tom que pelo menos os patrões locais, comerciantes que faturam muito nessa época do ano, providenciassem ingressos para seus empregados e familiares.
Isto poderia ter abatimento no ISS, ou no IPTU (como em Londrina há para o Festival Internacional de Teatro, por exemplo), e os produtores não teriam os sempre alegados (para não darem convites, mesmo que as arquibancadas estejam vazias) "rombos" de receita - que, desconfio, são totalmente livres de custos, uma vez que os espetáculos já encontram-se totalmente "financiados" pelas leis de incentivo do estado do Rio Grande do Sul (Pró-Cultura) e da União Federal (Rouanet).
Que tal?
E tome Bradesco!
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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
Doutrina RP: para ajudar a esclarecer o que são relações públicas.
Toda profissão regulamentada fundamenta-se em uma Doutrina, cujo primeiro ato formal é a própria Lei de criação da profissão, e o segundo, a criação do Sistema de Conselhos Profissionais organizado em Regiões, pelo país todo. As relações públicas foram estabelecidas no Brasil em 1914, na Light. A primeira empresa brasileira a criar um serviço foi a CSN, em 1951. O primeiro curso, de especialização, deu-se na Fundação Getulio Vargas, em 1953. Em 1954 foi criada a Associação Brasileira de Relações Públicas - germe do futuro Sistema Conferp-Conrerp, de 1969. A profissão foi criada pela Lei 5.377, de 1967, mesmo ano da criação do primeiro curso de bacharelado, na USP.
Para mais informações, acesse:
http://wwwrrpp.wix.com/doutrina-rp
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