quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Agradeço a todos que prestigiaram o lançamento, no Rio, do "Economia da Cultura" ontem, na Leonardo da Vinci.

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Foi momento inesquecível!

É relevante que cada um dos presentes seja um reverberador de que as 'coisas da Cultura', principalmente as pessoas - os servidores federais, por exemplo, neste momento, estão em greve por absoluta 'penúria gerencial' - sejam elevadas a outro patamar por nossas 'autoridades'.

'Doutores' do atraso

Que elas, as 'autoridades', deixem de ser casos de economia de cultura - elegemos mal (Dilma foi e se fosse o Serra também seria exceção - mas exceções confirmam as regras) - para pensarem na Economia da Cultura e darem a ela o que a UNESCO recomenda - pelo menos 1% dos orçamentos públicos.

Ora, se nosso orçamento federal está em torno de 1 trilhão de reais, que sejam destinados à Cultura, anualmente, pelo menos os 10 bilhões recomendados (e não apenas os míseros 500 milhões que há década estamos 'investindo', pela União, na área - o que faz com que o Ministério da Cultura não esteja na mira de NEM UM dos partidos políticos de nossas 'autoridades').

Efeito cascata

Não aquela cascata que os recém-eleitos se dedicam a produzir em palanques populados por tecno-bregas ou sertanejos 'universitários'... mas sim que este 'efeito' 1% também se dê nos estados e municípios - sob pena de aprofundarmos a indigência cultural em que nos encontramos (os estados do Acre e de Roraima têm, apenas, DOIS cinemas, o estado do Amapá - alô Sarney! - TRÊS e o pujante Tocantins, CINCO!), desde que o gênio maranhense decidiu separar, para fazer politicagem com amigos e proselitismo de 'acadimia', em ministérios distintos, a Educação e a Cultura - verdadeiro, e nada discutido (um tabu!) atentado cometido contra a sociedade brasileira.

Leis de incentivo: de remédio a veneno. De virtude a vício

Não por acaso, a mesma 'autoridade', para ficar na história por algo mais que Curupu e Lunus, criou a lei-mater que colocou no colo - já há 25 anos! - de incultos (há exceções - mas, como se sabe, exceções...) gerentes de marketing o destino do meu, do seu, do nosso suado dinheiro de impostos, normalmente dirigidos para os bolsos de quem NÃO precisa - mais - de incentivos, mas que se presta a posar de garoto ou garota-propaganda de celulares, refrigerantes e cervejas.

Incentivo fiscal 'é coisa que dá e passa'

A renúncia de recursos de impostos, que o Estado - em suas diversas esferas; federal, estadual e municipal - concede, deve vir para fomentar um setor e então sair de cena para que as iniciativas e os 'players' se consolidem. Está mais que na hora de acabar com a farra dos anunciantes com dinheiro público e fortalecer - ou, pelo menos, ter de fato e não só no papel - políticas culturais consistentes e permanentes; setoriais, regionais e federal.

Nós é que escolhemos as 'autoridades'

Que o povo da Cultura - e nele me incluo - mais se mexa politicamente para mudar esse estado de coisas. É meu desejo. E é meu fazer. Você, que me lê, escolha os seus.
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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Economia da Cultura: é preciso construir o campo!


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É hoje, amigos!

Lançamento de "Economia da Cultura", livro escrito em parceria com a consultora fiscal-tributária Lusia Angelete Ferreira.

Haverá um pocket debate com os autores mediado por Bety Serpa, especialista em divulgação para a indústria editorial. Depois, vinho e autógrafos.

Local e hora:

Livraria Leonardo da Vinci, 185 - subsolo (em frente à estação Carioca do Metrô - de 18:30 às 20:30 horas.

Apareça!
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sexta-feira, 22 de julho de 2011

RP neles!

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Na infância, propaganda; na adolescência, assessoria de imprensa; na maturidade, cidadania corporativa - objeto direto das relações públicas.

É chegada a hora da Comunicação Institucional dar um salto de qualidade no Brasil. Se queremos mesmo ser a 5a. economia do mundo em 2020, temos que mudar a mentalidade ainda tosca da maioria das organizações.

Economia de 'recursos' sem limites, falta de transparência, call centers 'que não ouvem', atendimentos que não resolvem, políticos que não dão satisfação à cidadania e políticas de gestão que não valorizam a efetiva comunicação (que 'fala e ouve'), aí vamos nós! Para estabelecer o diálogo, a real valorização do fator humano, a prestação de serviços e de satisfações ao público e aos investidores - mesmo os minoritários.

País desenvolvido exige das organizações cuidados com as suas relações públicas. Cidadania avançada valoriza a - e até paga mais caro - pela responsabilidade socioambiental que vai além do greenwash.

Relações Públicas são um conjunto sofisticado de princípios e táticas. Do estágio tosco ao de premium, as Relações Públicas vão ajudar o Brasil a crescer.
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segunda-feira, 18 de julho de 2011

Sobre habilitações da Comunicação - Enquete.

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Respondendo a enquete postada por um colega na web:

PERGUNTA 1: Das três principais habilitações em Comunicação Social (Relações Públicas, Propaganda e Jornalismo), qual a que você acha menos valorizada ou reconhecida?

RESPOSTA: Propaganda.

PERGUNTA 2: Qual o motivo a que você atribui essa desvalorização ou falta de reconhecimento?

RESPOSTA: Qualquer um pode acordar amanhã, decidir "sou publicitário" e pronto! Um sujeito muito conhecido em Minas, chamado Marcos Valério, assim o fez. Aliás, há muitas agências que foram criadas nesse tipo de "insight". Talvez por isso a mídia brasileira seja o que é: racista, sexista, colonialista. E vendida, sem eiras nem beiras a empreiteiras, ricardos teixeiras... E certamente por isso é que os anunciantes bancam faustões, silvios, big brothers, fazendas e o indefectível william - homer simpson - bonner. Boa noite!

PERGUNTA 3: Qual a importância que atribui a exigência do diploma para o exercício profissional com relação à valorização e/ou reconhecimento de uma profissão?

RESPOSTA: Essencial.

PERGUNTA 4: Por que?

RESPOSTA: Se o Brasil almeja figurar entre os países desenvolvidos, é preciso que encare a sua Comunicação Social como setor estratégico e pare de conceder emissoras de rádio e TV a laranjas semi-analfabetos ou permita que patrões-capitães de cangaço mandem nos jornais do país, colocando na sua "redação" apaniguados, puxa-sacos e lacaios do poder político, uma vez que - como mau "exemplo" -, no Brasil não mais se exige a formação superior em jornalismo (aliás ao lado da formação publicitária, de quem banca o baixo nível da mídia, como citado em resposta anterior).

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quarta-feira, 13 de julho de 2011

RP neles!

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A "campanha de valorização e divulgação das relações públicas" em curso é uma ação conjunta de profissionais independentes - e do Conselho - no Rio de Janeiro, e só aqui.

Por que?

Porque já houve no estado duas dezenas de cursos regulares de graduação. E hoje há só três. Porque chegamos (historicamente) a mais de 3.700 registrados, mas destes - hoje - só restam 700 e apenas 400 estão regulares, ou seja, quites com a sua anuidade.

Infelizmente, ao invés de pensar em fortalecer seu Conselho Profissional, alguns "economizam" a anuidade... e depois querem uma entidade forte.

- Mas o que o Conselho faz por mim?

E não adianta dizer que o Conselho "não faz" pelo profissional. Conselho Profissional não tem que fazer algo pelo profissional. Tem que fazer pela profissão, inclusive difundindo-a. Tem que fazer pela sociedade. Existe para proteger a cidadania do mau profissional.

Não se pode confundir as obrigações do Conselho com a de sindicatos e associações.

A campanha em questão foi concebida por profissionais de errepê - mas para "fora". Não há uma só entidade de errepê listada entre os alvos. Claro que as faculdades e empresas registradas no CONRERP estão convidadas a participar, mas os alvos são entidades empresariais, comerciais, industriais, de RH, empresas empregadoras em potencial, entidades correlatas do jornalismo, do radialismo e da propaganda.

A ação orgulha-me como alguém registrado há quase 30 anos (que nunca economizou a anuidade, mesmo quando não estava exercendo RRPP) e que nunca viu nada igual no Rio de Janeiro.

RP neles!
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domingo, 10 de julho de 2011

Capitão América.

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Deu na Reuters, no Veteran's Day, o discurso do commander-in-chief Obama:

É graças aos soldados, e não aos sacerdotes, que podemos ter a religião que desejamos.
É graças aos soldados, e não aos jornalistas, que temos liberdade de imprensa.
É graças aos soldados, e não aos professores, que existe liberdade de ensino.
É graças aos soldados, e não aos advogados, que existe o direito a um julgamento justo.
É graças aos soldados, e não aos políticos, que podemos votar.

Digo eu:

- Menos, Obama, menos. Para um país que nunca sofreu ameaça territorial, fazer essa apologia ao braço armado do Estado só serve mesmo de estímulo ao velho - e rico - parque industrial bélico, exatamente como antes fizeram Bush Jr., Bush pai, Reagan e Ford.

Afinal,

Graças a soldados, perdemos Juan e Patrícia.
Graças a soldados, Bin Laden não teve sequer direito a um julgamento.
Graças a soldados, perdemos o Vlado e tivemos fechadas redações.
Graças a soldados, chilenos assassinaram seu próprio presidente.
Graças a soldados, a África permanece boiando em sangue.

O mundo será um lugar melhor no dia em que ao invés de paradas militares tivermos parado de pagar soldos.
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sexta-feira, 1 de julho de 2011

BNDES: lugar de gente infeliz.

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Casino de chacrinha.

E toneladas de papel e tinta estão sendo gastas com a "fusão" do Pão de Açucar com a operação brasileira do Carrefour. O pessoal gosta mesmo de escrever - incluo-me.

Só não sabemos se os brasileiros realmente afetados com isto, ou seja, os contribuintes, estão dispostos a ler tanta notícia.

BNDE és.

Muito porque a novela é requentada, uma espécie de "vale-a-pena-ver-de-novo" indigesto. No passado tivemos várias "fusões" desse tipo "me engana que eu gosto": Brahma e Antactica, Nestlé e Garoto, Oi e Brasil Telecom, Perdigão e Sadia. Sempre com dinheiro público envolvido.

Pelo menos dessa vez, os inefáveis infográficos demonstram, cabalmente, a impostura da proposta do seu Abílio - aquele mesmo do sequestro às vésperas da eleição collorida.

Quando "perdemos" o guaraná "champagne" Antarctica, quem chorou? Quem perdeu o sono quando Sonho de Valsa deixou de ser uma marca - de sucesso - brasileira? Ou o Baton? Ou as pastilhas Garoto? Alguém lembra do cachorrinho da Cofap. Pois é, a empresa - brasileiríssima - foi vendida. A Metal Leve também. E a Embraer... e a Kibon...

... nas piores casas do ramo.

Não chore por mim, brasileirinho, afinal, você agora pode comprar de tudo - bem barato - nas lojas "Mundo China" em todo o território nacional.
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