quinta-feira, 28 de abril de 2011

Comunicação + Cultura = Cidadania + Civilizada.

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V SEMANA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL - PUC GOIÁS - 28/04/2011

sexta-feira, 18 de março de 2011

"As revoluções não serão televisionadas".

Complexidade.
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Vivemos uma sociedade complexa. E isso não é de hoje. Desde Babel há registros. As chamadas tecnologias da informação e comunicação (TIC) só tiveram o efeito demonstração de colocar todo mundo ao vivo ao mesmo tempo agora. É como se fosse uma dessas "salas de controle", como a usada pela a Prefeitura do Rio na pirotécnica visita de Obama, na qual assistimos a cidade inteira, o que é, aliás, extremamente angustiante - porque a Polícia não consegue agir em todas as frentes necessárias num dado momento de incidentes coincidentes. Fica-se "testemunhando" uma trombada na Ponte, um arrastão em Madureira e um homicídio na Av. das Américas. Melhoram as estatísticas, mas...
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Você tem medo de quê?
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Faz-me lembrar uma polêmica em sala de aula, quando disse que a meta em Londres é ter-se uma câmera de segurança para cada 14 habitantes. Um estudante sacou, rápido: - deve ser terrível viver em uma cidade assim, sem privacidade; disse o rapaz, provavelmente um telespectador do Big Brother, como a maioria dos meus alunos, infelizmente, é.

Indaguei, então, a uma sala que permaneceu silente: - privacidade? Na rua? É isso, meus caros - o brasileiro médio (de todas as classes; A, B, C, D, E, F, G, H) quer privacidade na rua. Para urinar em paz, para matar no caixa eletrônico, fazer arrastão no posto de gasolina, furar a fila, andar de skate no túnel interditado, fazer "pega", amaciar os policiais que viram o atropelamento, tirar os tênis da vítima e colocar dentro da viatura, pegar o pacote de dinheiro, jogar a guimba de cigarro no canteiro, o sofá no córrego etc. etc. etc.
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No Vietnã, 50 mil soldados americanos morreram para matar 1 milhão de vietnamitas. No Iraque, 5 mil soldados morreram para matar 100.000. Façam suas apostas, senhores, para a Líbia.
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Retornando ao tema que me fez escrever essas linhas: esta semana assisti - atrasado - ao ótimo Zona Verde. Na cena final, o cidadão iraquiano acaba com as boas intenções do american hero Matt Damon e dispara: - vocês não têm o direito de querer resolver os nossos problemas.

A invasão do Iraque - primor da ilegitimidade e do descumprimento das decisões da ONU (agora a Líbia será invadida com ONU, OTAN e tudo o mais) é uma prova recente do vaticínio de Goebbels, de que "uma mentira dita mil vezes...".
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75 jornalistas fazem parte da comitiva de Obama.
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No discurso público de Michael Moore em Wisconsin, ele lista as duas maiores mentiras que os governantes (republicanos e democratas) disseram ao povo americano na última década: "America is broke", e "There are weapons of mass destruction in Iraque".

O tio Sam faz guerra para tocar a sua política interna. Obama vem ao Brasil para ser filmado, fotografado e veiculado à exaustão nos EUA - inclusive na internet (as nossas TVs abertas e por assinatura estão adorando). Mas manteve Guantánamo e os julgamentos militares para civis "suspeitos".

E, depois daqui, se vai para confraternizar com os "mineiros do Chile", país no qual os EUA realizaram, em 1973, o mais bem sucedido golpe do Big Stick ao sul do Equador.
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Brain washing.
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Quando interessava, Sarkozy, Lula e Berlusconi posaram para fotos com Kadhafi - afinal, são petróleo e automóveis em jogo. Agora a própria mídia (que ontem teve que engolir - e "sem comentários" - um relatório da UNESCO tratando das necessárias e sempre adiadas reformas na política de concessões na área da comunicação de massa brasileira (alô Dilma! alô Paulo Bernardo!) - uma das causas do nosso desastre educacional, cultural, comportamental e moral, mas isto é outra discussão), chama o que antes era "presidente" de "ditador" e quer legitimar junto à opinião pública mais uma invasão para levar freedom aos povos (realizando eleições "ocidentais" em países tribais, com cultura islâmica, completamente diversa - mas isso é só um detalhe).

Remember
"Back to the future 1", de 1985, quando nós - ainda "quase crianças" - víamos Doc Brown ser metralhado por terroristas líbios no estacionamento do shopping center.
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Complexo. Escolher entre os Boeing e os Rafalle. Ambos matam bem.
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Marcondes Neto completa 25 anos de UERJ.

Na cerimônia de homenagem aos servidores que completaram 25 anos de serviços prestados à UERJ no ano de 2010, Manoel Marcondes Neto entre os professores Domenico Mandarino, diretor do Centro de Ciências Sociais, e Glauber Almeida de Lemos, diretor do Centro de Educação e Humanidades. Teatro Odylo Costa, filho - 30/11/2010.

quinta-feira, 17 de março de 2011

A cartilha do titio Sam.

No, we can not.

Obama, como seus antecessores, faz política interna com discursos "no mundo". E guerra (bem longe, de preferência). O Departamento de Estado adverte: aqui, o discurso "social". No Chile, o político. Em casa o sonho está acabado. Urge produzir imagens de cartão postal, com horas e horas da plástica paradisíaca do Rio de Janeiro. Quer-se reduzir o fiasco. Para isso, galões e mais galões de tinta chegam à Cidade de Deus.

Difícil.

Depois de emprestar dinheiro aos banqueiros e às montadoras sacando na conta de quem trabalha, Obama se rende à velha cartilha, mantendo o ideário do Big Stick. Em Guantánamo, no Iraque, no Afeganistão, no Paquistão, em Honduras, com Cuba. Próxima parada, com ternura: Cidade de Deus.

Minha lista de - ótimos - filmes para a semana Santa:

Síndrome da China e Silkwood - desastres em usinas atômicas;
Wall Street 1 e 2 - sobre a rua em que nada muda;
The Pentagon Papers e Zona Verde - a distância abissal entre o que recomendam as agências de inteligência e o que os governos fazem, na prática;
Network (1976), O discurso do Rei e Frost X Nixon: comunicação a serviço da política.

Para quem prefere documentários:

China Blue - a "economia de mercado" que mais cresce no mundo a partir do case da indústria de jeans;
Fahrenheit 9/11, Sicko, Capitalism: a love story - o melhor de Michael Moore.

Para mudar de assunto:

Être e avoir (2002).
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quinta-feira, 10 de março de 2011

TV O Globo - Olha a propriedade cruzada aí gente!

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Infalível!

Cirúrgico!

Cortante como um bisturi, O Globo disseca, em editorial, logo após o Carnaval - talvez as pessoas ainda estejam meio anestesiadas com a premiação do seu "enredo" global - sua visão de liberdade de expressão. Não a de imprensa, que lhe é de direito. Mas a de entretenimento sem regulação, descumprindo a Constituição Federal. E a de caixa-registradora - muitas vezes incentivada - a praticar a veiculação mais cara do mundo, em dólar.

Só no Brasil incentivos fiscais desaguam em emissoras comerciais. De filmes e festivais de rock. De patrocinadores de novela a pseudo-ONGs. Do merchandising ao futebol.

A cara-de-pau global chega a tal ponto que o texto defende direitos autorais para matérias jornalísticas! Claro... o copyright é da Infoglobo e não dos jornalistas cada vez mais cartelizados (produzindo matérias para "n" veículos ao mesmo tempo). Ou dos estagiários aos montes que - como está no editorial - escrevem (sic) Criative Commons.

Plim Plim

O jornal apoia a ministra da Cultura - algo que anda escasso - quando esta extirpa a visão da gestão anterior (de que o governo Dilma deveria ser continuação) quanto à possibilidade de flexibilização dos direitos autorais. E faz isso dizendo que apoia o direito do autor decidir, "sem amarras" legais, "o que fazer com a sua produção". Na página 6 diz "não confundir a defesa do autor com o descabido monopólio... sobre a biografia, a ponto de contrariar o direito constitucional à liberdade de expressão" e nas páginas (inteiras) 10, 11 e 22 exalta um "rei" que censurou e tirou de circulação uma biografia jornalística. E com direito a meia-página (mais um sambódromo inteiro) de patrocínio. Non sense. (Ou, como diria um aluno meu, "muita falta de sem noção").

É isto o que as Organizações querem. Atuar sem regulação, sem limites. Já terceirizaram até o departamento de recursos humanos. Direitos trabalhistas? Isto é coisa do Brizola. Querem mesmo é o jornaleiro Lupi.

Ancinav

O editorial retoma, também, a natimorta agência que Lula e Gil quiseram estender do cinema (Ancine, já existente) ao audiovisual, abarcando a televisão - como acontece em todos os países civilizados do mundo. Um escárnio. Chutar cachorro morto.

Conselho para os jornalistas

Estranhei a não menção a outro "cão danado" do governo anterior. A tentativa - legitimíssima - da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) de criação de um sistema de conselhos federal e estaduais de regulamentação e fiscalização profissional, à exemplo do Sistema CONFERP/CONRERP, dos relações-públicas - (do qual faço parte), do CREA, do CRM e da OAB.

Um sistema como esse realizaria o sonho - digo eu - de Mino Carta, quando os jornalistas do Brasil deixariam de chamar os seus patrões de "coleguinhas".

Resta a esperança em Paulo Bernardo, ministro das Comunicações, de fazer migrar aquela estrutura bilionária que dirige dos temas ligados a satélites, antenas, cabos e tomadas para cuidar, como fazem seus congêneres, mundo afora, do conteúdo que as concessões públicas de rádio e TV fazem chegar aos quase 99% dos lares brasileiros. Comunicação é cultura - coisa que, aliás, o MinC hoje, diferentemente do que ocorria na gestão Gil-Juca, desconhece.

Lei Rouanet é do governo Collor. Revogação... nunca!

Fora com essas discussões intermináveis do PT! - vitupera o editorial (textual: "Não importa que o projeto tenha sido apresentado à audiência pública...").

São muitas emoções. Está indigesto? Não dá para entender, afinal temos o patrocínio da vovó Nestlé.

E.T. 1: A autodenominada TV O Globo do título deste post está na seção "Por dentro do Globo" na página 2 da edição de hoje do jornal.

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quinta-feira, 3 de março de 2011

Hoje Marcelo Zikán se foi. Muito cedo para nós, que ficamos por aqui sem a sua vibração insubstituível.

Nunca estamos preparados o bastante, por mais que reflitamos sobre a hora da passagem ao andar de cima. As coisas mais singelas - como o jeito do Zikán sorrir - ganham importância enorme, enquanto aquelas coisas (que julgamos) grandiosas se dissolvem. Simplesmente não há nada, grandioso ou não, sem a nossa presença.

Essa falta fará o nosso Zikán, agora eterno agente fiscal 001 do CONRERP/RJ. A ordem natural das coisas é que percamos professores. Descubro que não sei lidar com a perda de um ex-aluno querido. O céu fica mais animado e o nosso planetinha mais pálido.

Viva Zikán!
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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Quinhentos e quarenta e cinco.

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Infelizmente, a politicagem tomou - de vez - conta da educação

E a vaidade disputa a primazia das preocupações docentes com a hipocrisia e a arrogância. Noutro dia, participei de uma reunião de quatro horas que poderia ter seus assuntos resolvidos em quarenta minutos. O resto do tempo? Gasto tanto em rapapés quanto em injúrias mútuas pelos ilustres "pares".

Rui Barbosa, há mais de cem anos, já tascava o seu protesto "De tanto ver triunfar as nulidades...", o qual tornou-se, infelizmente, o meu mantra, tal a quantidade de nulidades com que me deparo quotidianamente.

Tiririca's rising

Deputado federal por São Paulo passa a integrar a Comissão de Educação e Cultura da Câmara.

Muitas causas... muitos culpados, mas só uma vítima - este País, fadado a festejar o emergir das "novas" classes "médias"; C, D, E, F, G, H - que mais sabem de consumo que de cidadania, pois que educadas pelo pior extrato de professores "primários" de que se tem notícia. Ouvi, certa vez, do diretor de uma faculdade de Educação: - o nível de nossos alunos é baixo, de empregados domésticos.

É. Da altura de 545 reais ao mês.
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