segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Vá retaliar assim na China!

>
"Brasil vira alvo na OMC" é o título da matéria em letras garrafais. Parece até que o jornal concorda com a ideia de retaliação.

Pergunto: que moral invocam países como Japão, Coreia, Austrália e EUA para reclamar do aumento de IPI a automóveis importados pelo Brasil?

Cuidado: frágil!

Japão e Coreia são países "montados" sobre plataformas exportadoras selvagens. Ontem e hoje. Fazem poupança e "culturalmente" rejeitam importados...

A Austrália fabrica e exporta para o Brasil o quê? Cangurus? Minérios? Bumerangues?

E os EUA? Perderam na OMC as querelas sobre suco de laranja e algodão... muitos anos depois. Que querem mais?

Bobo na corte.

Está mais que na hora de consertar a abertura destrambelhada que Ciro Gomes, em seus cem dias de Ministro da Economia, perpetrou, baixando tarifas que vão do dedal ao ar condicionado, do vestido ao trator, dos badulaques às plataformas de petróleo. E nunca mais o país pôde restabelecer saudáveis alíquotas do tempo do GATT que, uma vez reduzidas... babau.

Ao espaço com os SUVs assassinos, os chineses do Faustão e os guarda-chuvas feitos com plástico reciclado (inclusive hospitalar, sem lei) dos "novos" tigres escravocratas do oriente!

Houve um tempo em que eu sonhava com a China milenar. Hoje tenho pesadelos com a China das bugigangas e da exportação de gente. Ilegal. Imoral. Assassina de bebês-meninas. Desumana.

Não sou xenófobo. Sofro apenas de "chinofobia".

Se puder, evite comprar produtos "Made in China" (ou "Made in PRC" - em rótulos que tentam turvar a visão de quem compra). Será algo difícil - eu procurei por quinze dias um novo mouse para meu micro e só sosseguei quando consegui algo "Hecho en Mexico" -, mas removerá pelo menos algumas operações escravas do absolutamente unfair trade mandarim.
>

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Custe o Que Custar - até certo ponto... o do bom senso.

>
Não existe profissão - ainda - no mundo, em que o indivíduo está dispensado de pensar. E, de preferência, se a profissão envolve a fala, de pensar antes de falar. Existe, até, na história do teatro e do cinema, uma aura especial em torno daquelas pessoas que escolhem ser comediantes - categoria especial de ator. Lembro cinco exemplos: Groucho Marx, Charles Chaplin, Nair Bello, Ronald Golias e José Vasconcellos - todos pensavam muito bem e nos faziam rir de nós mesmos, seres humanos em condições extremas de ridículo.
>

sábado, 1 de outubro de 2011

Economia da Cultura avança a ideia de marketing cultural, passa pela política estratégica de Estado e chega ao cidadão.


>

O aprimoramento das leis de incentivo cultural pode oferecer maior diversidade de oferta e acesso às artes, permitindo que mais artistas tenham oportunidade de apresentar seu trabalho e o consumo neste mercado também aumente. A opinião é do professor da Faculdade de Administração e Finanças da UERJ Manoel Marcondes Neto, entrevistado do Mundo Corporativo da CBN.

Com o tema Economia da cultura, o programa discutiu caminhos para que o marketing cultural atenda as diferentes demandas do setor sem interferir na qualidade e conteúdo da obra. Manoel Marcondes Neto escreveu com Lusia Angelete Ferreira, o livro "Economia da Cultura: contribuições para a construção do campo e histórico da gestão de organizações culturais no Brasil".

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site da CBN com participação dos ouvintes-internautas pelo Twitter @jornaldacbn e pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br. A entrevista é reproduzida aos sábados, no Jornal da CBN.


Agradeço a Milton Jung, sua produção e aos internautas que encaminharam perguntas.


Os questionamentos feitos pelo jornalista, aliados aos dos ouvintes, ampliaram a abordagem do tema Economia da Cultura e deram espaço ao marketing cultural - objeto de tese e livro anterior ("Marketing Cultural: das práticas à teoria", da mesma Ciência Moderna).


Ambos os temas, aliados a Política Cultural e Indústrias Criativas apontam para o que Celso Furtado avocava como necessário "enriquecimento cultural da sociedade" neste nosso Brasil pleno em produção artística e pródigo em termos de diversidade cultural e multiculturalismo.

>

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Agradeço de coração a todos os que compareceram...

... e aos que enviaram carinho e apoio por meio de mensagens de e-mail, sms, redes etc..

Foi muito bom rever a minha terra e falar a uma plateia tão interessada e tão interessante em plena véspera deste Dia da Árvore.
>

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Nesta terça-feira, 20 de setembro, em São Paulo.


>
Lançamento do livro "Economia da Cultura: contribuições para a construção do campo e histórico da gestão de organizações culturais no Brasil", de Manoel Marcondes Neto e Lusia Angelete Ferreira.

Livraria da Vila - Alameda Lorena, 1731, Jardim Paulista - a partir das 19 horas.

Debate sobre o tema com a participação do professor Dennis de Oliveira, da USP.
>

domingo, 11 de setembro de 2011

"A palavra não foi feita para dividir". 11/09/2011.

>
No domingo de hoje, em que a Igreja Católica repisa a necessidade da compaixão e do perdão - tanto aquele perdão que queremos para nossos erros, quanto aquele tão difícil de conceder a nossos desafetos - lembro que para genuínos relações-públicas tal mensagem é profundamente familiar.

Comunhão é entendimento integral. E integração e comunicação, no dia-a-dia, são nossas palavras-chave.

É familiar porque o próprio termo "comunicação" encerra em si o significado - nada fácil de entender - de comunhão. Explico: sobretudo por causa de questões religiosas, "comunhão" permanece um termo pouco usado na academia e nada utilizado no âmbito das organizações. Nem por isso podemos nos dispensar de pensar no significado dessa comunicação integral.

Se queremos paz por que fazemos guerra?

Reflitamos nesta data - a mais simbólica da nossa atualidade - talvez o marco de verdadeiro início do século XXI, sobre nossos pensamentos e nossas ações quotidianas. Em nossas relações corporativas, em nossas atividades voluntárias, em casa.

"O que vai em mim também vá em você".

Que todos nós que abraçamos a causa - muito mais que a profissão ou só o canudo - de Relações Públicas - consigamos exercer, e ajudar os outros a exercer, a comunhão: "que o que vai em meu coração e minha mente também vá em seu coração e sua mente", no menor prejuízo possível ao entendimento e à harmonia - nossas buscas inegociáveis como profissionais. Mesmo nesse mundo muito hostil a tais ideias.
>

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Governo Dilma, nono mês: nasce a redução de juros!

>
O deus-mercado está irado, Dilma, reles mortal, desafia a maldição lançada sobre o país do Carnaval, aproveitando a "janela de oportunidade" que a conjuntura mundial trama desde o quinze de setembro de 2008.

Sibila

Quem tem ouvidos, ouça. O tronitroar do deus-mercado e de seus apaniguados. Rentistas acostumados a couvert e sobremesa na nação de desdentados e famintos. Acostumados a jaguares no paraíso das vans. Acostumados a Buñuel na pátria da novela das duas, das seis, das oito, das dez e da meia-noite.

Roque Santeiro

O "heroi" de Dias Gomes já não o fora. Antes um "macaco" que fugiu no sentido contrário, dando de cara com a infantaria inimiga e tombando para sempre, quer dizer, para nunca, imortalizado em papel, celuloide, CD e DVD - nas boas casas do ramo e nos camelôs da Uruguaiana e da José Paulino.

Vale Tudo

Dar uma banana ao deus-mercado, mesmo que a bordo do jatinho de uma empreiteira do peito, pode ter consequências inomináveis. Pânico. Desorganização. Quebra da autonomia do Banco Central. Risco à independência do COPOM. Ultraje ao sagrado "tripé" meta de inflação, superavit fiscal e câmbio flutuante. Pé de pato, mangalô três vezes!

O Zé morreu. Viva o Zé!

Entronizado aos 44 minutos do segundo tempo, Zé Alencar fez a diferença na chapa de Lula. Amainou o sapo barbudo (na genial descrição de Brizola), que fez o que nunca antes neste país se havia feito, de dar tanta alegria a banqueiros e bancos privados. Contratou um dos seus executivos mais incensados pelo deus-mercado e lá se foram oito anos daquela lenga-lenga do Zé sobre "juros escorchantes".

Surdez

Lula fazia cara de paisagem. E o Banco Central desdizia em suas atas a querência presidencial tagarelada em palanques.

Agora é ela, o poste eleito por "ele" quem fala. Fala pouco. Fala bem. E tem vocação para ler. Ler muito e fazer política. E ao lado de uma de suas raposas mais felpudas. Sem temer.

Pesquisa-focus

Já me esqueci do ano em que passei a ouvir este termo na TV - aberta -, algo que conhecia do meio acadêmico. E não é que o BC fazia sempre o que os 100 entrevistados "projetavam"?

O que o povo não sabe, é que na projeção desses senhores, os juros serão civilizados no Brasil lá pelo ano de 2030, em muito suaves prestações de "25 pontos", como repetem ad nauseam. Completaríamos, assim, 200 anos de relação agiota-enforcado. Quem é o enforcado? Quem é o rico?

The Economist: Brazil takes off

Rico em recursos naturais. Rico em água. Rico em Sol. Rico culturalmente (embora não educadamente). Rico espiritual. E pagamos por isto. Os EUA - ainda recebendo a poupança do mundo em seus títulos para resgate em décadas (somos o quarto credor da terra do Tio Sam, em seus títulos de dívida pública, aquela, que quase caiu em default há um mês) pagam de 0,0 a 0,25 por cento de juros ao ano. No Brasil pagamos 12% (claro, cobrando 180% ao ano dos "virados" no cheque especial e no cartão de crédito). Sempre pergunto em sala de aula: quem é o país rico?

E respondo

Estamos hipotecando - aliás, continuamos a hipotecar, desde D. Pedro I - o futuro do Brasil. Minhas gerações de alunos, de 20 (na graduação) e de 30 (na pós) é que pagarão a conta do Itaquerão, da Cidade da Música e do Trem-Bala. Há dinheiro farto. Ele se cria, escrituralmente, nos pregões do mercado futuro. Mercado este em que nossas novas gerações serão a xepa - sempre tento alertá-los. Mas talvez eles prefiram comprar, a "taxa zero", os novos um-ponto-zero mercantilizados pelo Banco GM, Banco Fiat ou Banco VW. Alguém já disse: o que segura a General Electric é o Banco GE. Vale mais a carta-patente de banca que a turbina propulsora de jatos ou produtora de energia.

Tantos zeros... que me lembro do eterno recruta dos quadrinhos, vítima de assédio moral (e físico), daquele tipo que ainda mata no Brasil e alhures, nas academias militares.

Liberou geral

A Europa se reúne para liberar 15 bilhões de dólares "da Líbia" para distribuir entre os responsáveis por sua destruição... quer dizer, reconstrução.

E o "sindicato" que prometeu "organizar as torcidas organizadas" e que para isso recebeu 6 milhões de reais do meu, do seu, do nosso suado dinheirinho, nada fez e "declara em nota" que o fará "quando achar oportuno".

Que em 2031, um ano após o Brasil chegar ao patamar civilizado dos 2% de juros ao ano, curtindo as delícias do pré-sal e de um Tietê limpo, não sejam as onipresentes imagens de guerra a là videogame, gravadas na Barreira do Inferno, em Itaipu, em Angra e nas duas extremidades do "Bala", no Campo de Marte e no dos Afonsos.


(Link acima adicionado a este post em 30/11/2011).

>