... aniversário da cidade do Rio de Janeiro – que tão bem me acolheu pessoal
e profissionalmente –, apresento o PROFFICE Consultório de Relações
Públicas.
Entre em contato – a casa é sua:
marcondesneto@yahoo.com | 21 99490-0711 | www.proffice.net.br
terça-feira, 28 de fevereiro de 2017
domingo, 19 de fevereiro de 2017
Sobre a absolutamente presente questão geracional...
- Tradicionalistas: de 1919 a 1944 (*) - com 18 anos em 1937
(são os nossos avós)
- 'Baby Boomers': de 1945 a 1957 - com 18 anos em 1963
(fizeram a primavera de Praga e estiveram em Woodstock)
- Geração X: de 1958 a 1970 - com 18 anos em 1976
(nem hippies nem yuppies, viram a vida passar sem mudar)
- Geração Y: de 1971 a 1983 - com 18 anos em 1989
(o filme 'Wall Street - poder e cobiça' representa esse tempo)
- Geração Z: de 1984 a 1996 - com 18 anos em 2002
(nerds, geeks - populam as gigantes do Vale do Silício)
- 'Millennials': de 1997 a 2009 - com 18 anos em 2015
(bem os representam Airbnb, Uber e que tais) - 'the big shift'
Não fruto de uma ciência 'exata', mas tema objeto de ensaios, muita desinformação tem sido publicada sobre gerações (sobretudo sobre a Geração Y), muitas vezes abarcando em 1 até 3 períodos geracionais que, se em meados do século passado se completavam a cada 25 anos (*), a partir de então - e neste ensaio - são considerados como durando a metade desse tempo, 12 anos e meio. Há quem defenda, hoje, que 'geração' já é coisa de década, mas - por ora - mantenho minha visão particular, sobretudo contra a corrente que coloca a Geração Z após os Millennials. Quem completou 18 anos em 2016 anda em busca de uma letra - ou apelido - que a represente. Talvez A, talvez 'Alternatives'. Quem viver, verá.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2017
quinta-feira, 19 de janeiro de 2017
Sobre democracia, leis, noções e ‘sem-noções’ de autoridade, transparência ou legitimidade.
Como pensar e como agir quando quem pede justiça, e cumprimento às leis, em plena praça pública, chegou a ela ‘de Uber’?
Nos estertores de seu mandato, Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, editou uma lei reforçando a jurisprudência e o entendimento geral de que transporte público é uma responsabilidade do Poder Público, delegada a particulares por meio de concessões regulamentadas e fiscalizadas – assim sendo para os serviços de trens, ônibus, metrô e barcas (no caso do transporte coletivo); e táxis (no caso do transporte individual).
Tal medida fora muito esperada por cerca de 30 mil taxistas regulares da cidade, afetados que estão – há cerca de dois anos – pelo ilegal serviço de transporte individual (e coletivo… em ‘lotadas’ desde sempre vedadas a táxis) proporcionado por… ‘aplicativos’.
Aplicativos ‘falam’
Em nota à imprensa, o ‘aplicativo Uber’ declarou que ‘não iria cumprir a lei por entender que há uma decisão pendente na Justiça e que o prefeito, assim agindo, estaria surdo à vontade de seus munícipes…’. E uma segunda decisão liminar (e monocrática) veio proteger a ilegalidade e o ‘dumping’ praticado por este e outros aplicativos correlatos (num crime contra a ordem econômica, tipificado, e que, curiosamente, ainda não fez estancar o absurdo, apesar de seus ‘praticantes’ não suportarem os custos da ‘prestação de seus serviços’ a preço 50% inferior ao normatizado pelo município – pela Secretaria Municipal de Transportes Rodoviários – para o quilômetro rodado).
Ora… às favas com leis e regulamentos!
Dane-se! E, então, os tais automóveis ‘parceiros’ de empresas sem rosto, irregulares, multiplicam-se dia após dia, piorando o trânsito e a poluição sonora e do ar. E mais! – ‘intocáveis’, sem que se possa pará-los para fiscalizar, sob multa de 50 mil reais por ato…
Pensemos nesta contradição…
No interior de tais veículos irregulares, ‘infiscalizáveis’, convenhamos, todo tipo de outras ‘irregularidades’ podem acontecer… ‘distribuição’ de drogas ilícitas, de prostituição, de bicho (tanto do jogo quanto do silvestre vivo), de armas para extorsão, assaltos, sequestros – simulados ou não – etc.
O momento da edição da lei foi peculiar, pois veio coincidir com movimentos populares que cobram o fim, ou pelo menos um combate mais vigoroso, à corrupção e, também, com o movimento dos nossos ‘políticos profissionais’ que – na contramão das ruas – tentam aprovar restrições e amarras ao Judiciário e demais autoridades (para eles ‘abusivas’), além de anistia retroativa a crimes eleitorais (e administrativos) cometidos em seus perpétuos mandatos legislativos e executivos – em Brasília e alhures.
Aí, então, alguém – nas redes sociais – defende as mega-corporações de investimentos (sim, são fundos de investimento e não empresas ‘de transporte’):
– Liga e reclama para o aplicativo! Eles ‘pontuam’ o motorista. Às vezes, até ‘devolvem’ o dinheiro…
A propósito, Ricardo Boechat, ainda outro dia, esgoelava-se na Band News FM, cobrando do ‘aplicativo Waze’ que não enviasse inocentes às bocas de fumo para servir de alvo à bandidagem. Pois a coisa, pouco depois, se deu novamente e um turista italiano foi alvejado e morto no bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro. A quem o Sr. Boechat encaminharia suas perguntas jornalísticas?
– Afinal, o que é Waze? – Como Waze funciona? – Onde fica a sede do Waze? – Quem gerencia Waze? – Por que Waze ‘deveria’ dar mais alertas? – E como Waze faria isto?
Talvez, dando um passo atrás, se devesse indagar, sim:
– Quem regula o Waze? Quem defende a cidadania de erros do Waze? – O Waze assinaria um convênio com a CET-Rio? – O Waze faria um acordo com o BOPE? – O Waze alugaria uma frota de helicópteros e ‘drones’? – Para tal, Waze aumentaria seu custo?
Mas… se Waze é um serviço gratuito, como poderia cobrar por tais ‘serviços’? – E uma vez que está baseado em ‘inputs’ indiscriminados de motoristas conectados, a quem se poderia culpar por uma eventual informação errada do aplicativo?
Mais: – Se qualquer um – e todo mundo – ‘alimentam’ Waze de dados, como garantir que a bandidagem também não o faça com o fito de atrair potenciais vítimas só para tocar o terror e ainda mais medo no seio da população?
O país está mesmo doente, muito doente… Brazil – ill… ill… very ill…
Quando se trata de corrupção, além dos políticos corrompidos, quer-se descobrir os corruptores – aquelas pessoas físicas e jurídicas que ‘molham a mão’… do guarda da esquina ao ministro de Estado.
A grande avó da corrupção no Brasil – a empreiteira Odebrecht – fez publicar, em todos os jornais do país, um ‘pedido de desculpas’. Mas se traiu no texto com uma palavra maldita no contexto da Operação Lava Jato: ‘convicção’. Acontece que o povo não quer convicção, quer provas. E os resultados práticos das 77 delações premiadas mais o acordo de leniência da própria Odebrecht só serão aceitos pela sociedade – via MPF e STF – se produzirem as provas da corrupção que acompanha a empresa, talvez, desde a sua criação, em 1944 – ano que passa a ter um novo simbolismo, a que talvez se chegue numa linha do tempo retroativa à corrupção em governos da União, estaduais e municipais – todos – desde o pós-guerra, passando pelo ‘mar de lama’ da era Getulio Vargas, pela construção de Brasília da era JK, por todo o ciclo do regime de 1964, e pela Nova República – que, agora, segundo alguns historiadores, está moribunda (justamente por causa da corrupção ‘sistêmica’).
– Tens poder? – Joia!
Claro que não somente aquela empreiteira – ou o conglomerado de empresas sob a marca Odebrecht – tem culpa no cartório. Na mesma balada, também, um ‘designer’ joalheiro, Antonio Bernardo, que assina até prédios em bairros nobres do Rio de Janeiro, veio a público – em nota (mais uma nota!) – ‘desculpar-se’. Não deu para entender bem se as desculpas se deviam ao recebimento de incentivos fiscais do (des)governo de Sérgio Cabral (incentivos esses que contribuem para que os pagamentos de aposentadorias e salários de servidores do estado do Rio estejam atrasados), ou se devido ao fato de a empresa ter comercializado milhões em joias para o próprio Cabral e seus laranjas sem a devida emissão de notas fiscais. Já que não ficou claro, senhor Antonio Bernardo, não vamos desculpar, não, tá? Foi mal.
Outros exemplares
A Oi, ‘campeã’ nacional ungida pelos governos – todos eles, desde a privatização das teles – deve a abissal quantia de 65 bilhões de reais. Muito, mas muito mais do que vale o seu patrimônio. Um terço deste valor é relativo a multas – por maus serviços, descumprimentos de compromissos etc. E aí, então, o que faz, e sempre fez, a Oi – (a exemplo de suas coirmãs do segmento de telecomunicações)? Recorreu das multas… não as pagando… nunca! Ou então, mais ‘criativo’, o governo federal – via uma desmilinguida Anatel – transforma a multa em… investimentos… (?) Ôpa! Toda a população endividada também quer este ‘tratamento’!
Depois, foi a vez de uma engarrafadora de bebidas do Rio de Janeiro (– Olha o estado dos governadores-presidiários Cabral e Garotinho de novo, aí gente!), que escreveu: ‘… A Coca-Cola Andina Brasil fez contribuições eleitorais sim, de maneira transparente e na forma da lei, por considerar importante sua inserção no processo democrático. Correlacionar essas doações transparentes, formais, legítimas e legais com os incentivos fiscais é raciocínio precipitado e que desconsidera as reais repercussões socioeconômicas dos investimentos estruturantes de grande porte já realizados em território fluminense ao longo dos últimos anos.’. Bonito, não?
Empreiteiras: nas parcerias do tipo ‘ganha-ganha’, só quem perde é o ‘contribuinte’…
Ora, todas as ‘notas à imprensa’ de todos os corruptores dizem o mesmo: – Nossas doações eleitorais seguiram a lei e estão regulamentadas pelo Tribunal Eleitoral… É isso! Desgraçadamente, a própria Justiça Eleitoral brasileira transformou-se na maior ‘lavanderia’ de que se tem notícia no mundo. Bancos suíços perdem… Sem mencionar o fato de que todas as empreiteiras ‘doadoras’ de campanhas aparecem, depois, como fornecedoras dos governos dos eleitos (não importa o partido, as empresas doam dinheiro do caixa 1 ou 2 a todos) quando vencem licitações – ou como partícipes de ‘consórcios’, quando perdem…
Do pato laqueado (de Collor e Renan) na China ao pato peemedebista da FIESP
Por derradeiro, o espetáculo de horrores interinstitucional patrocinado pelo Senado Federal e o STF. O presidente daquele poder sequer recebeu um oficial de justiça e, depois, a própria Corte aquiesceu a desobediência, mantendo-o no cargo, nas benesses e no mando. Aliás, diz a sabedoria popular ‘atualizada’, ‘manda quem pode, obedece quem tem juízes…’. Na sequência – a coisa parece que ‘pega’ – o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, também se recusou – na semana passada – a receber um oficial de justiça…
A pergunta que não quer calar:
– Como educar nossos filhos a serem cidadãos cumpridores das leis e de seus deveres, se empresas – e o próprio Estado – dão corpo e vida à expressão cunhada pelo jornal O Globo em uma ótima série de reportagens de 2014 que, aliás, clipamos aqui:
‘… ilegal… e daí?
>
Nos estertores de seu mandato, Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, editou uma lei reforçando a jurisprudência e o entendimento geral de que transporte público é uma responsabilidade do Poder Público, delegada a particulares por meio de concessões regulamentadas e fiscalizadas – assim sendo para os serviços de trens, ônibus, metrô e barcas (no caso do transporte coletivo); e táxis (no caso do transporte individual).
Tal medida fora muito esperada por cerca de 30 mil taxistas regulares da cidade, afetados que estão – há cerca de dois anos – pelo ilegal serviço de transporte individual (e coletivo… em ‘lotadas’ desde sempre vedadas a táxis) proporcionado por… ‘aplicativos’.
Aplicativos ‘falam’
Em nota à imprensa, o ‘aplicativo Uber’ declarou que ‘não iria cumprir a lei por entender que há uma decisão pendente na Justiça e que o prefeito, assim agindo, estaria surdo à vontade de seus munícipes…’. E uma segunda decisão liminar (e monocrática) veio proteger a ilegalidade e o ‘dumping’ praticado por este e outros aplicativos correlatos (num crime contra a ordem econômica, tipificado, e que, curiosamente, ainda não fez estancar o absurdo, apesar de seus ‘praticantes’ não suportarem os custos da ‘prestação de seus serviços’ a preço 50% inferior ao normatizado pelo município – pela Secretaria Municipal de Transportes Rodoviários – para o quilômetro rodado).
Ora… às favas com leis e regulamentos!
Dane-se! E, então, os tais automóveis ‘parceiros’ de empresas sem rosto, irregulares, multiplicam-se dia após dia, piorando o trânsito e a poluição sonora e do ar. E mais! – ‘intocáveis’, sem que se possa pará-los para fiscalizar, sob multa de 50 mil reais por ato…
Pensemos nesta contradição…
No interior de tais veículos irregulares, ‘infiscalizáveis’, convenhamos, todo tipo de outras ‘irregularidades’ podem acontecer… ‘distribuição’ de drogas ilícitas, de prostituição, de bicho (tanto do jogo quanto do silvestre vivo), de armas para extorsão, assaltos, sequestros – simulados ou não – etc.
O momento da edição da lei foi peculiar, pois veio coincidir com movimentos populares que cobram o fim, ou pelo menos um combate mais vigoroso, à corrupção e, também, com o movimento dos nossos ‘políticos profissionais’ que – na contramão das ruas – tentam aprovar restrições e amarras ao Judiciário e demais autoridades (para eles ‘abusivas’), além de anistia retroativa a crimes eleitorais (e administrativos) cometidos em seus perpétuos mandatos legislativos e executivos – em Brasília e alhures.
Aí, então, alguém – nas redes sociais – defende as mega-corporações de investimentos (sim, são fundos de investimento e não empresas ‘de transporte’):
– Liga e reclama para o aplicativo! Eles ‘pontuam’ o motorista. Às vezes, até ‘devolvem’ o dinheiro…
A propósito, Ricardo Boechat, ainda outro dia, esgoelava-se na Band News FM, cobrando do ‘aplicativo Waze’ que não enviasse inocentes às bocas de fumo para servir de alvo à bandidagem. Pois a coisa, pouco depois, se deu novamente e um turista italiano foi alvejado e morto no bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro. A quem o Sr. Boechat encaminharia suas perguntas jornalísticas?
– Afinal, o que é Waze? – Como Waze funciona? – Onde fica a sede do Waze? – Quem gerencia Waze? – Por que Waze ‘deveria’ dar mais alertas? – E como Waze faria isto?
Talvez, dando um passo atrás, se devesse indagar, sim:
– Quem regula o Waze? Quem defende a cidadania de erros do Waze? – O Waze assinaria um convênio com a CET-Rio? – O Waze faria um acordo com o BOPE? – O Waze alugaria uma frota de helicópteros e ‘drones’? – Para tal, Waze aumentaria seu custo?
Mas… se Waze é um serviço gratuito, como poderia cobrar por tais ‘serviços’? – E uma vez que está baseado em ‘inputs’ indiscriminados de motoristas conectados, a quem se poderia culpar por uma eventual informação errada do aplicativo?
Mais: – Se qualquer um – e todo mundo – ‘alimentam’ Waze de dados, como garantir que a bandidagem também não o faça com o fito de atrair potenciais vítimas só para tocar o terror e ainda mais medo no seio da população?
O país está mesmo doente, muito doente… Brazil – ill… ill… very ill…
Quando se trata de corrupção, além dos políticos corrompidos, quer-se descobrir os corruptores – aquelas pessoas físicas e jurídicas que ‘molham a mão’… do guarda da esquina ao ministro de Estado.
A grande avó da corrupção no Brasil – a empreiteira Odebrecht – fez publicar, em todos os jornais do país, um ‘pedido de desculpas’. Mas se traiu no texto com uma palavra maldita no contexto da Operação Lava Jato: ‘convicção’. Acontece que o povo não quer convicção, quer provas. E os resultados práticos das 77 delações premiadas mais o acordo de leniência da própria Odebrecht só serão aceitos pela sociedade – via MPF e STF – se produzirem as provas da corrupção que acompanha a empresa, talvez, desde a sua criação, em 1944 – ano que passa a ter um novo simbolismo, a que talvez se chegue numa linha do tempo retroativa à corrupção em governos da União, estaduais e municipais – todos – desde o pós-guerra, passando pelo ‘mar de lama’ da era Getulio Vargas, pela construção de Brasília da era JK, por todo o ciclo do regime de 1964, e pela Nova República – que, agora, segundo alguns historiadores, está moribunda (justamente por causa da corrupção ‘sistêmica’).
– Tens poder? – Joia!
Claro que não somente aquela empreiteira – ou o conglomerado de empresas sob a marca Odebrecht – tem culpa no cartório. Na mesma balada, também, um ‘designer’ joalheiro, Antonio Bernardo, que assina até prédios em bairros nobres do Rio de Janeiro, veio a público – em nota (mais uma nota!) – ‘desculpar-se’. Não deu para entender bem se as desculpas se deviam ao recebimento de incentivos fiscais do (des)governo de Sérgio Cabral (incentivos esses que contribuem para que os pagamentos de aposentadorias e salários de servidores do estado do Rio estejam atrasados), ou se devido ao fato de a empresa ter comercializado milhões em joias para o próprio Cabral e seus laranjas sem a devida emissão de notas fiscais. Já que não ficou claro, senhor Antonio Bernardo, não vamos desculpar, não, tá? Foi mal.
Outros exemplares
A Oi, ‘campeã’ nacional ungida pelos governos – todos eles, desde a privatização das teles – deve a abissal quantia de 65 bilhões de reais. Muito, mas muito mais do que vale o seu patrimônio. Um terço deste valor é relativo a multas – por maus serviços, descumprimentos de compromissos etc. E aí, então, o que faz, e sempre fez, a Oi – (a exemplo de suas coirmãs do segmento de telecomunicações)? Recorreu das multas… não as pagando… nunca! Ou então, mais ‘criativo’, o governo federal – via uma desmilinguida Anatel – transforma a multa em… investimentos… (?) Ôpa! Toda a população endividada também quer este ‘tratamento’!
Depois, foi a vez de uma engarrafadora de bebidas do Rio de Janeiro (– Olha o estado dos governadores-presidiários Cabral e Garotinho de novo, aí gente!), que escreveu: ‘… A Coca-Cola Andina Brasil fez contribuições eleitorais sim, de maneira transparente e na forma da lei, por considerar importante sua inserção no processo democrático. Correlacionar essas doações transparentes, formais, legítimas e legais com os incentivos fiscais é raciocínio precipitado e que desconsidera as reais repercussões socioeconômicas dos investimentos estruturantes de grande porte já realizados em território fluminense ao longo dos últimos anos.’. Bonito, não?
Empreiteiras: nas parcerias do tipo ‘ganha-ganha’, só quem perde é o ‘contribuinte’…
Ora, todas as ‘notas à imprensa’ de todos os corruptores dizem o mesmo: – Nossas doações eleitorais seguiram a lei e estão regulamentadas pelo Tribunal Eleitoral… É isso! Desgraçadamente, a própria Justiça Eleitoral brasileira transformou-se na maior ‘lavanderia’ de que se tem notícia no mundo. Bancos suíços perdem… Sem mencionar o fato de que todas as empreiteiras ‘doadoras’ de campanhas aparecem, depois, como fornecedoras dos governos dos eleitos (não importa o partido, as empresas doam dinheiro do caixa 1 ou 2 a todos) quando vencem licitações – ou como partícipes de ‘consórcios’, quando perdem…
Do pato laqueado (de Collor e Renan) na China ao pato peemedebista da FIESP
Por derradeiro, o espetáculo de horrores interinstitucional patrocinado pelo Senado Federal e o STF. O presidente daquele poder sequer recebeu um oficial de justiça e, depois, a própria Corte aquiesceu a desobediência, mantendo-o no cargo, nas benesses e no mando. Aliás, diz a sabedoria popular ‘atualizada’, ‘manda quem pode, obedece quem tem juízes…’. Na sequência – a coisa parece que ‘pega’ – o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, também se recusou – na semana passada – a receber um oficial de justiça…
A pergunta que não quer calar:
– Como educar nossos filhos a serem cidadãos cumpridores das leis e de seus deveres, se empresas – e o próprio Estado – dão corpo e vida à expressão cunhada pelo jornal O Globo em uma ótima série de reportagens de 2014 que, aliás, clipamos aqui:
‘… ilegal… e daí?
>
quinta-feira, 22 de dezembro de 2016
Gratidão. A palavra não pode ser outra.
Às Relações Públicas, à minha orientadora Margarida Kunsch, e ao Versátil RP.
Às Relações Públicas, por terem entrado na minha vida há 40 anos (em 1976 eu estava me inscrevendo em dois vestibulares - o da FUVEST e o da Cesgranrio, ambos para RP);
À eterna mestra por entronizar-me no que ela chama de 'artesania intelectual';
Aos amigos errepês - cúmplices na paixão pela área - do Versátil RP, por contar essa história, essa efeméride, a todo o pessoal que faz o sucesso de audiência do site.
Valeu!
E que 2017 - 50 anos da nossa querida profissão - seja bom, feliz e produtivo para todos!
>
segunda-feira, 12 de dezembro de 2016
ONTEM, 11 de dezembro, a Lei 5.377/1967, que regulamentou a profissão de relações-públicas, completou 49 anos.
MUITAS ocupações (mais de 2.400 constantes do CBO - Catálogo Brasileiro de Mão-de-Obra, do Ministério de Trabalho) vêm lutando por regulamentação semelhante, há anos, no Congresso Nacional.
NÃO FAZ sentido que em um ambiente de complexidade como o que vivemos, e com cenários tão vertiginosamente mutantes, dispensemos a institucionalidade de nossa âncora legal.
RP: registre-se no Conrerp de sua Região. E comemoremos os 50!
Há quem diga que a nossa lei 'está velha'... Discordo veementemente!
E se dizer isso no meio acadêmico é desserviço, desestímulo e manipulação, no meio de negócios é prova de amadorismo, ignorância ou má-fé.
Uma sociedade desenvolvida é uma sociedade institucionalizada, e instituições baseiam-se em tradição, costumes, cultura, história e... leis... que, afinal, são o fundamento da democracia.
>
sábado, 29 de outubro de 2016
Sobre o mercado para relações-públicas. Vale a pena relembrar o debate.
"ABERTURA" ou "FLEXIBILIZAÇÃO" da concessão do registro profissional de relações-públicas a não formados em RP, ou ainda, "ATUALIZAÇÃO" da Lei 5.377/1967 - são parte do passado, com as novas Diretrizes Curriculares Nacionais para o bacharelado em RP, independente e autônomo - em vigor há um ano.
NOSSA LEI é ótima, concisa e objetiva. TEMOS, sim, que conquistar - com COMPETÊNCIA - o lugar da nossa formação-profissão no mercado.
MAS... vale a pena REVER O DEBATE.
SEGUE O MEU TEXTÃO À ÉPOCA DA POSTAGEM ORIGINAL [com atualizações]...
SOBRE INSTITUIÇÕES. Para aqueles que já ultrapassaram a dificuldade - real - de compreender o que é a tal da comunicação institucional, principal valor, disciplina e sustentáculo da profissão de relações-públicas no Brasil:
INSTITUIÇÕES - repito isto há muitos anos, em aulas, palestras, bancas examinadoras, livros e vídeos - não são paredes de tijolo e massa (como as da Catedral da Sé, as da UFRJ e as da USP), ou de concreto, aço e vidro (como as da Catedral de São Sebastião ou as da UERJ). Instituições não são plantas industriais (como as da CSN e Nestlé), frotas de aviões ou caminhões (como as da Gol e da Itapemirim), ou redes de lojas (como a Casas Bahia ou Ponto Frio). Instituições não são nem sistemas-ambiente como Google e Facebook.
MARCAS, como as mencionadas acima, DESIGNAM organizações - que podem vir a tornar-se instituições (cito como fonte, aqui, a grande obra "Feitas para durar", de Collins & Porras, 1994). Designam, sim, organizações, mas também NÃO O SÃO, igualmente, os seus prédios, suas fábricas e seus equipamentos.
ORGANIZAÇÕES (e instituições), são, sim, PESSOAS reunidas sob um objetivo comum. Esta é a primeira lição dos cursos de Administração. E por isso a "gestão de pessoas" tornou-se, hoje, uma disciplina-chave da área. Trata-se de atrair e reter talentos, pois tais PESSOAS são também o centro de outro termo muito repisado na atualidade - a INOVAÇÃO. A permanência das pessoas e, também, de visão e valores (a missão costuma mudar mais frequentemente) depende unicamente de GENTE.
SE A EMPRESA Chocolates Kopenhagen existe desde 1928, é porque pessoas assim o quiseram. De seus fundadores aos atuais proprietários da marca, passando por gestores, "gourmets" e funcionários - todos foram - e são - responsáveis por reconhecimento, relacionamento, relevância e reputação dos produtos e serviços da empresa em seus quase 90 anos. E é de se supor que a solidez buscada e mantida por todos que compõem a organização possa levar a Kopenhagen a mais 90 anos de trajetória. Isto faz a diferença. A ponto de podermos afirmar que a Chocolates Kopenhagen era [era, sim, porque teve o controle, recentemente, assumido por capital estrangeiro] das poucas organizações genuinamente brasileiras que - não sendo do Estado - alcançaram o patamar de uma "instituição".
MAS ESTA É OUTRA HISTÓRIA... que Jim Collins manteve-se contando em seus - também ótimos - "Feitas para Vencer, 1998" e "Vencedoras por opção, 2012". A questão, aqui e agora, relaciona-se com a nossa profissão e área de formação, as Relações Públicas.
RECONHECIDAS em todo o mundo por constituírem práticas "de ponta" em TODAS as esferas (pública, privada e do terceiro setor), no Brasil, "por opção" (citando Collins), as RP foram objeto de uma aglutinação de idealistas (ABRP, 1954) tão vencedora que guindou a instituição, aos seus - apenas - 12 anos de vida, a constituir-se base para a criação do Sistema Conferp-Conrerp, dando-nos a condição de profissão regulamentada - algo que muitos querem mas que, sem "corpus" institucionais (pessoas aglutinadas, interessadas, apaixonadas, dedicadas, obstinadas) claudicam no Congresso Nacional há anos. Algumas, há décadas ("lobbying", por exemplo, vaga penando desde 1978).
FUI APRESENTADO, na 1a. Região (estado do Rio de Janeiro), à estratégia estabelecida pelo Conferp [de então] para tratar da famigerada "flexibilização da concessão do registro profissional de relações-públicas a não bacharéis em RP". Respeito - porque elegi, regional e nacionalmente - aqueles que estão com o "pulso" da área na ponta dos dedos, mas discordo diametralmente do encaminhamento proposto - o qual coloca em alto risco a manutenção da profissão regulamentada num momento em que o próprio MEC retira as amarras que inspiraram a Carta de Atibaia, tornando-a, ela sim, ultrapassada. [Era 2013 - e as novas DCNs haviam acabado de sair, com prazo previsto para implementação em 2 anos - ou seja, setembro de 2015].
LEI É PARA SER CUMPRIDA. E por GENTE que vê valor nisso. Lei não precisa ser "nova", como ouvi na tal reunião. Nesse caso, "antiguidade" é valor; a constituição dos Estados Unidos tem mais de 200 anos e funciona. A do Reino Unido, então, tem 4 vezes esse tempo - funcionando melhor ainda que a estadunidense. E não é pecha NOSSA ter sido criada na ditadura - como também ouvi. Na ditadura foi criada a maioria das profissões regulamentadas do país, inclusive as de jornalista, publicitário e administrador. Nossa origem é, sim, a ABRP - em 1954!
NÓS, ERREPÊS, precisamos nos posicionar URGENTEMENTE quanto a isto. A omissão - marca maior de nossa categoria (o que tem levado a chapas únicas nas eleições para Conselhos Regionais e Federal, sempre criadas com muita dificuldade, em todo o Brasil) é a fonte desse estado de coisas - e justamente no ano em que se completam 100 anos da atividade!
AS FORÇAS LEGÍTIMAS que vêm, não do topo, mas da base do edifício da nossa área - cada vez mais reconhecida como "de elite" no contexto organizacional - precisam posicionar-se e trabalhar para evitar um fim melancólico, por inanição, ou desuso - para citar Lamarck (como, aliás, citei numa das audiências públicas - cujo vídeo está acima). Seria mais digno "plebiscitar" os registrados, censitariamente, pela manutenção ou extinção da profissão regulamentada... sobretudo se é verdade para a maioria o que também ouvi, ontem - que os registrados o são SOMENTE por que é obrigatório. [Isto foi feito na gestão de Flávio Schmidt e o resultado foi um empate técnico MAS com uma adesão ao levantamento que permitiu considerar inconclusivo o tema. A gestão seguinte permaneceu na (em minha opinião) falsa questão e foi levada - pelo ambiente geral dos profissionais registrados - a abandonar o assunto - até porque, durante o período daquela gestão, a Comissão de Especialistas do MEC expediu - setembro de 2013 - as novas DCNs].
MINHA POSIÇÃO INDIVIDUAL - e "institucional", no O.C.I. (do "alto" de seus [hoje, quase 5 anos de vida] é pela manutenção de tudo como está e pela assunção dos Conselhos Regionais e Federais por PESSOAS realmente interessadas em trabalhar por aquilo que são e que se esforçaram para ser, relações-públicas, e não por interesses de terceiros. [Isto veio a ocorrer nas eleições de 2015 - e todo o Sistema Conferp-Conrerp sofreu uma renovação, com pessoas alinhadas à ideia de não "flexibilização" ou "abertura" do registro de RP a não formados em RP ou, ainda, à ideia de "atualização" da lei - algo que só é proposto por quem não conhece os meandros - as manhas e manias - do Poder Legislativo brasileiro].
>
Assinar:
Postagens (Atom)