sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

O QUE MARCOU MEU 2011.

>
Muito trabalho em diversas frentes.

- UERJ: na extensão, na graduação e no mestrado da FAF;

- CONRERP/RJ: ainda toureando a crise herdada e enfrentando as incertezas da flexibilização (ou não) do registro profissional;

- SALESIANA DE MACAÉ: colocando "no ar", com os estudantes, uma webRadio e uma webTV.

Ponto culminante de 2011 foi ter lançado, pela Editora Ciência Moderna, com a colega tributarista Lusia Angelete Ferreira, o livro "Economia da Cultura: contribuições para a construção do campo e histórico da gestão de organizações culturais no Brasil", cobrindo 90 anos de administração da cultura no país. Com evento em São Paulo (debate, na Livraria da Vila, com Dennis de Oliveira, da USP) e no Rio de Janeiro (palestra, na Livraria Leonardo da Vinci, com Lusia Angelete Ferreira):

video
>

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Assessor de imprensa: jornalista ou errepê?

>
O jornalista “que veio do frio"... ou seja, saído da redação, "enfronhado" com as mumunhas dos coleguinhas, é cada vez mais raro. O espaço profissional dos relações-públicas é o do bacharel preparado para o ambiente empresarial. Nisto, somos os perfis ideais.

Outra coisa: é fundamental que haja o atrito, a fricção (ponto e contraponto - vide case do blog "Fatos & Dados", da Petrobras), entre o assessor de comunicação e o jornalista (este, sempre, nos meios). Não há que ser "amiguinho" do repórter (até pode haver amizade pessoal, mas sem interferência no julgamento profissional - vide filme "Ausência de Malícia").

A “boa” proximidade com os jornalistas (uns aqui, na redação, e outros lá, "dentro" das organizações) foi um conceito comum no início das Relações Públicas no Brasil por que "todos éramos amiguinhos" contra a ditadura. Era preciso furar o bloqueio dos "porta-vozes oficiais". 

Isto acabou, mas infelizmente, o que temos hoje - nesta era de tráfico de influência entre "coleguinhas" lá e cá, dentro e fora das redações -, é uma espécie de "porta-voz" informal das corporações DENTRO ou "por dentro" das empresas (vide case da crise Chevron) - o que é condenável em qualquer país do mundo, com regulação de RRPP ou não, com diploma de jornalismo ou não.

Isto é o que os "jornalistas em assessoria" precisam entender e passar a praticar, inclusive registrando-se como pessoas jurídicas (que todos já são, afinal!) no Sistema Conferp-Conrerp.
>

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Jornalismo marron é isto: “Mexeu com o Rio, mexeu com o Extra”.

>

“Mexeu com o Rio, mexeu com o Extra”: a manchete – absurda – do jornal editado pela Infoglobo, mesma empresa que edita O Globo.

E continua: “O petróleo é nosso. A briga também”. E a foto de um pugilista com luvas negras escorrendo de petróleo emoldura os gritos de guerra.

É isto jornalismo?

Incitar leitores assim? Desservir a informação? Persuadir e manipular?

Embarcar no e promover o discurso único de “estamos juntos” dos atuais ocupantes dos palácios do governo e da prefeitura?

Contra o resto dos brasileiros? Querendo fazer engolir a tese de que o patrimônio mineral – propriedade da União segundo a Constituição – é mais de uns do que de outros?

Quanto não foi gasto com a propaganda deste pensamento único?

Quanta mídia não foi comprada com recursos públicos para defender a canhestra tese de “roubo” pelos deputados de “outros estados”, como descreve a matéria?

E o palanque na Cinelância? Carésimo!

Quem financiou a “palhaçata” de hoje, a presepada(*) pseudo-cívica dos criadores das UPAs, UPBs, UPCs, UPPs, UPZs?

Nós, cidadãos fluminenses.

Nós que temos uma educação péssima, uma saúde inexistente, um esgotamento sanitário sempre incompetente e incompleto. Nós que temos um metrô que piorou, trens que se degradaram, bondes que matam, barcas que quase afundam, máfias de vans, de ônibus, de “donos” de cooperativas de táxis e de ONGs ladras. Apesar dos royalties.

Nós que vemos o entorno da REDUC apodrecer, apesar de royalties abundantes há mais de trinta anos, e “termos de ajustamento de conduta” da Petrobras para uma recuperação ambiental que nunca chega.

Nós que vemos cidades como Macaé e Campos muito parecidas com o que já eram antes do "ouro negro" jorrar em bilhões de royalties.

Agora o discurso quer nos convencer que a fonte secará e que municípios não terão “arrecadação”. Ora, e antes do petróleo? Como funcionavam as cidades do interior do estado do Rio? Será que esses governantes não estão querendo simplesmente manter seus privilégios? Sua gastança em proveito próprio?

Eu tenho certeza que sim.

(*) No Rio há um termo bastante usado pelas pessoas, o qual retrata bem a 'palhaçata' de hoje: "presepada". Uma palavra ótima. Se, ao invés de querer fermentar o ódio de cariocas e fluminenses aos demais brasileiros, essas nossas 'autoridades' pugnassem pela reparação do erro - esse sim condenável - dos constitucionalistas de 1988, que excetuaram o petróleo e a energia elétrica do recolhimento do ICMS na origem (os valores perdidos pelo estado do Rio de Janeiro são rigorosamente da mesma ordem de grandeza do valor dos royalties "perdidos"), estariam em paz com todos os brasileiros - que se juntariam a nós na luta - e com a lei que estabelece que o subsolo e as riquezas minerais são patrimônio da União e de todos os brasileiros - este, ao contrário, um belo preceito constitucional. (Extraído do Facebook - post que enviei nesta data).

>

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Invado ou abandono a USP ? *

>
Nossas escolas - do jardim de infância à universidade - esmeraram-se em formar ótimos consumidores. De tudo. Da lancheira da Mônica à mochila dos Backyardigans. Do tênis Nike ao Blackberry. Do skate ao carro importado.

E aí estão os nossos pátios (de escolas) particulares e os nossos estacionamentos (de cursos de nível superior) públicos que não me deixam mentir.

"Eu tenho, você não tem".

É o bordão de ouro de nossos publicitários multi-premiados em Cannes. Mas não conheço uma tese de doutorado sequer em Propaganda que questione a (coisa nossa!) mídia mais cara do mundo, em dólar.

Ou o custo de nossas ligações de celulares, ou de nossa banda larga (larga?), ou de nossa TV por assinatura - também com os preços mais altos do mundo, em dólar.

Talvez isto se coadune com a maior taxa de juros do planeta (a nossa, só nossa!), mas nunca com o 84o. lugar em IDH ou com os 50% dos lares que não tem coleta de esgoto (um total de 85% não tem tratamento de esgoto).

Nossa política cultural (existe isto?) incentiva com benefícios fiscais as bandas do Rock in Rio, a graça do Cirque du Soleil e a balada do Coca-Cola Vibezone. Enquanto isso a Serra da Capivara (PI) e o Museu Nacional (RJ) desmoronam e apodrecem.

A fundação Sarney está sendo estatizada com os nossos recursos e o instituto FHC faz desfilar "The Elders" pelo circuito Elizabeth Arden - com o dinheiro arrecadado em jantares na última semana do segundo mandato.

Tristes trópicos.

* FHC, de volta do exílio, foi convidado a retornar às salas de aula, na USP. Polidamente (não podia ser de outro modo), recusou, preferindo o contra-cheque do ócio. - Que que é isso, mano?
>

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

CONSULTA PÚBLICA quer saber se os errepês aceitam flexibilizar a concessão de registro profissional.

>
Na última reunião do CONRERP/RJ, anteontem, 31/10, a primeira plenária havida aqui após a abertura de consultas públicas pelo Sistema CONFERP, os presentes debateram exatamente os mesmos tópicos, com a mesma veemência e com a mesma divisão de opiniões vistas em discussões abertas no Facebook e outras redes sociais. Isto coloca-nos a nós, fluminenses, muito integrados à discussão proposta no Brasil inteiro - o que considero ótimo.

De duas consultas públicas no Rio (a primeira em 08/11, na capital do estado e a segunda possivelmente em 21/11, em Campos), talvez evoluamos a três - ou mais - considerando a premente necessidade de discussão e a oportunidade única diante da história. Vejam que os debates se atêm aos mesmos pontos que motivaram o Parlamento Nacional de RP de 1997. São quinze anos!

A hora é agora.

E fiquem os errepês certos de que o Sistema encaminhará aquilo que for decidido pela grande consulta pública ora em curso. Se a vontade do Rio de Janeiro, representado pela voz dos participantes do processo, for contra a flexibilização - como o foi, aliás, em 1997 - o CONRERP/RJ encaminhará ao Sistema contra a proposta, na sua íntegra.

Se for pela restrição a concessão do registro somente a bacharéis em Comunicação com cursos de pós que o Sistema credencie, assim encaminhará. Se for contra à concessão do registro aos tecnólogos - como aliás já se pronunciou formalmente quando ainda se tratava de abrir consulta pública, assim encaminhará.

Somos profissionais que, por formação, fundamentam-se na boa fé e na democracia. Nossas visões quando conselheiros (o sou pela primeira vez na vida) são mesmo, de fato, idealistas, talvez utópicas, mas ninguém menos que o próprio Roberto Porto Simões alerta-nos para isso em seu livro "Informação, inteligência e utopia: contribuições à teoria de Relações Públicas".

Nossa profissão de fé e nosso juramento no bacharelado nos fazem crentes na humanidade, na democracia, na cidadania (de indivíduos e de organizações) e precisamos manter esta chama idealista acesa, sob pena de não cumprirmos a luta incessante contra os desmandos que provêm de organizações (no primeiro, no segundo e no terceiro setores) sob comunicação institucional enganosa, mentirosa, parcial, incompleta, preconceituosa, indutora a erro - que é aquilo que devemos combater com as armas de uma legislação reguladora e de um código de ética, exigindo que tais comunicações fiquem sob a responsabilidade de alguém que foi devidamente formado para isto - os relações-públicas.

Neste ponto o bacharelado e a regulamentação da profissão se encontram.

E este é um ideal de exercício profissional. Qualquer discussão feita fora desta perspectiva faz-nos perder energia debatendo situações pontuais com as quais convivemos quotidianamente em nossas localidades e que não têm as condições de, elas, por si só, motivar qualquer mudança de fundo legal a nível federal.

Se achamos, os profissionais de Relações Públicas devidamente formados na área, que este mandato da sociedade (somos uma em apenas 61 profissões regulamentadas num universo de 2.511 ocupações reconhecidas pela Classificação Brasileira de Ocupações, CBO, do Ministério do Trabalho e Emprego) espelha-se na legislação em vigor, mantenhâmo-la intacta e pugnemos por mais fortalecimento da máquina fiscalizatória, com adoção de outros modos de fazer - um voluntariado, por exemplo - ou outras possíveis sugestões que nós, errepês, saberemos dar em todo o país se esta for a conclusão.
>

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

A assessoria de imprensa acabou!

Precisamente no dia 14 de setembro de 2011, na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, no 42o. andar do prédio situado à Rua da Assembleia, 10, às 22 horas, ao final de um evento promovido pela Associação Brasileira de Captadores de Recursos, descobri, aos trinta anos de formado em Relações Públicas pelo IPCS/UERJ que, infelizmente, a assessoria de imprensa – tal qual ainda se ensina por aí, muito fiel ao modelo de divulgação de Ivy Lee – acabou.

Bomba! Buemba!

Transformou-se em outra coisa, completamente diferente – pior, venal, cara e ineficaz. Talvez... 'acesso' – ria – 'que imprensa'. Acesso porque se dá, estritamente, a partir de relações comerciais e pessoais (nesta ordem). Imprensa, sim, porque põe, esmaga, o jornalista e o jornalismo (nesta ordem) contra a parede – a partir do poder econômico e/ou político (nesta ordem).

É preciso refletir e debater sobre este grave fato na academia e nos meios associativos profissionais urgentemente – de errepês e de jornalistas. Não nos veículos, nem nas agências – pois esses estão intoxicados pelas (nem tão) "novas" práticas muito mais que pragmáticas, corruptas.

RP é mais, mas principalmente media relations...

Ainda bem que, no Brasil, à área de Relações Públicas atribuem-se "n" outras atividades, funções e responsabilidades - para muito além da assessoria de imprensa (basta ver o diagrama da Comunicação Integrada de Margarida Kunsch, acima). Lancemo-nos a elas – e à realidade das redes sociais – com ainda mais garra, porque lidar com o jornalismo que se pratica hoje no Brasil revela-se algo cada vez mais insalubre.

Temos nosso Conselho Profissional. Nossa lei – a que criou a profissão – é tão “da ditadura” quanto as que regulamentaram as profissões de jornalistas e administradores, entre outras; todas promulgadas entre 1967 e 1969. E mesmo profissões bem estabelecidas, com cursos superiores, pesquisa e produção científica, como é o caso, agora, das profissões de arquiteto e urbanista (*), consideram importante também a existência de sua própria autarquia reguladora do exercício profissional – em benefício da área, da sociedade e da cidadania, bem entendido (e não do profissional em si – para isto existem sindicatos e associações).

Continuemos, pois, errepês, na luta!

(*) Em 26 de outubro próximo acontecem as primeiras eleições no recém-criado (2010) Conselho de Arquitetura e Urbanismo, um sistema federal + regionais igual ao dos demais conselhos, saindo, aqueles profissionais, da égide do poderoso CREA para criar seu espaço próprio de sistematização, regulação e defesa de uma conduta ética específica daquelas profissões.

>

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Vá retaliar assim na China!

>
"Brasil vira alvo na OMC" é o título da matéria em letras garrafais. Parece até que o jornal concorda com a ideia de retaliação.

Pergunto: que moral invocam países como Japão, Coreia, Austrália e EUA para reclamar do aumento de IPI a automóveis importados pelo Brasil?

Cuidado: frágil!

Japão e Coreia são países "montados" sobre plataformas exportadoras selvagens. Ontem e hoje. Fazem poupança e "culturalmente" rejeitam importados...

A Austrália fabrica e exporta para o Brasil o quê? Cangurus? Minérios? Bumerangues?

E os EUA? Perderam na OMC as querelas sobre suco de laranja e algodão... muitos anos depois. Que querem mais?

Bobo na corte.

Está mais que na hora de consertar a abertura destrambelhada que Ciro Gomes, em seus cem dias de Ministro da Economia, perpetrou, baixando tarifas que vão do dedal ao ar condicionado, do vestido ao trator, dos badulaques às plataformas de petróleo. E nunca mais o país pôde restabelecer saudáveis alíquotas do tempo do GATT que, uma vez reduzidas... babau.

Ao espaço com os SUVs assassinos, os chineses do Faustão e os guarda-chuvas feitos com plástico reciclado (inclusive hospitalar, sem lei) dos "novos" tigres escravocratas do oriente!

Houve um tempo em que eu sonhava com a China milenar. Hoje tenho pesadelos com a China das bugigangas e da exportação de gente. Ilegal. Imoral. Assassina de bebês-meninas. Desumana.

Não sou xenófobo. Sofro apenas de "chinofobia".

Se puder, evite comprar produtos "Made in China" (ou "Made in PRC" - em rótulos que tentam turvar a visão de quem compra). Será algo difícil - eu procurei por quinze dias um novo mouse para meu micro e só sosseguei quando consegui algo "Hecho en Mexico" -, mas removerá pelo menos algumas operações escravas do absolutamente unfair trade mandarim.
>

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Custe o Que Custar - até certo ponto... o do bom senso.

>
Não existe profissão - ainda - no mundo, em que o indivíduo está dispensado de pensar. E, de preferência, se a profissão envolve a fala, de pensar antes de falar. Existe, até, na história do teatro e do cinema, uma aura especial em torno daquelas pessoas que escolhem ser comediantes - categoria especial de ator. Lembro cinco exemplos: Groucho Marx, Charles Chaplin, Nair Bello, Ronald Golias e José Vasconcellos - todos pensavam muito bem e nos faziam rir de nós mesmos, seres humanos em condições extremas de ridículo.
>

sábado, 1 de outubro de 2011

Economia da Cultura avança a ideia de marketing cultural, passa pela política estratégica de Estado e chega ao cidadão.


>

O aprimoramento das leis de incentivo cultural pode oferecer maior diversidade de oferta e acesso às artes, permitindo que mais artistas tenham oportunidade de apresentar seu trabalho e o consumo neste mercado também aumente. A opinião é do professor da Faculdade de Administração e Finanças da UERJ Manoel Marcondes Neto, entrevistado do Mundo Corporativo da CBN.

Com o tema Economia da cultura, o programa discutiu caminhos para que o marketing cultural atenda as diferentes demandas do setor sem interferir na qualidade e conteúdo da obra. Manoel Marcondes Neto escreveu com Lusia Angelete Ferreira, o livro "Economia da Cultura: contribuições para a construção do campo e histórico da gestão de organizações culturais no Brasil".

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site da CBN com participação dos ouvintes-internautas pelo Twitter @jornaldacbn e pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br. A entrevista é reproduzida aos sábados, no Jornal da CBN.


Agradeço a Milton Jung, sua produção e aos internautas que encaminharam perguntas.


Os questionamentos feitos pelo jornalista, aliados aos dos ouvintes, ampliaram a abordagem do tema Economia da Cultura e deram espaço ao marketing cultural - objeto de tese e livro anterior ("Marketing Cultural: das práticas à teoria", da mesma Ciência Moderna).


Ambos os temas, aliados a Política Cultural e Indústrias Criativas apontam para o que Celso Furtado avocava como necessário "enriquecimento cultural da sociedade" neste nosso Brasil pleno em produção artística e pródigo em termos de diversidade cultural e multiculturalismo.

>

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Agradeço de coração a todos os que compareceram...

... e aos que enviaram carinho e apoio por meio de mensagens de e-mail, sms, redes etc..

Foi muito bom rever a minha terra e falar a uma plateia tão interessada e tão interessante em plena véspera deste Dia da Árvore.
>

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Nesta terça-feira, 20 de setembro, em São Paulo.


>
Lançamento do livro "Economia da Cultura: contribuições para a construção do campo e histórico da gestão de organizações culturais no Brasil", de Manoel Marcondes Neto e Lusia Angelete Ferreira.

Livraria da Vila - Alameda Lorena, 1731, Jardim Paulista - a partir das 19 horas.

Debate sobre o tema com a participação do professor Dennis de Oliveira, da USP.
>

domingo, 11 de setembro de 2011

"A palavra não foi feita para dividir". 11/09/2011.

>
No domingo de hoje, em que a Igreja Católica repisa a necessidade da compaixão e do perdão - tanto aquele perdão que queremos para nossos erros, quanto aquele tão difícil de conceder a nossos desafetos - lembro que para genuínos relações-públicas tal mensagem é profundamente familiar.

Comunhão é entendimento integral. E integração e comunicação, no dia-a-dia, são nossas palavras-chave.

É familiar porque o próprio termo "comunicação" encerra em si o significado - nada fácil de entender - de comunhão. Explico: sobretudo por causa de questões religiosas, "comunhão" permanece um termo pouco usado na academia e nada utilizado no âmbito das organizações. Nem por isso podemos nos dispensar de pensar no significado dessa comunicação integral.

Se queremos paz por que fazemos guerra?

Reflitamos nesta data - a mais simbólica da nossa atualidade - talvez o marco de verdadeiro início do século XXI, sobre nossos pensamentos e nossas ações quotidianas. Em nossas relações corporativas, em nossas atividades voluntárias, em casa.

"O que vai em mim também vá em você".

Que todos nós que abraçamos a causa - muito mais que a profissão ou só o canudo - de Relações Públicas - consigamos exercer, e ajudar os outros a exercer, a comunhão: "que o que vai em meu coração e minha mente também vá em seu coração e sua mente", no menor prejuízo possível ao entendimento e à harmonia - nossas buscas inegociáveis como profissionais. Mesmo nesse mundo muito hostil a tais ideias.
>

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Governo Dilma, nono mês: nasce a redução de juros!

>
O deus-mercado está irado, Dilma, reles mortal, desafia a maldição lançada sobre o país do Carnaval, aproveitando a "janela de oportunidade" que a conjuntura mundial trama desde o quinze de setembro de 2008.

Sibila

Quem tem ouvidos, ouça. O tronitroar do deus-mercado e de seus apaniguados. Rentistas acostumados a couvert e sobremesa na nação de desdentados e famintos. Acostumados a jaguares no paraíso das vans. Acostumados a Buñuel na pátria da novela das duas, das seis, das oito, das dez e da meia-noite.

Roque Santeiro

O "heroi" de Dias Gomes já não o fora. Antes um "macaco" que fugiu no sentido contrário, dando de cara com a infantaria inimiga e tombando para sempre, quer dizer, para nunca, imortalizado em papel, celuloide, CD e DVD - nas boas casas do ramo e nos camelôs da Uruguaiana e da José Paulino.

Vale Tudo

Dar uma banana ao deus-mercado, mesmo que a bordo do jatinho de uma empreiteira do peito, pode ter consequências inomináveis. Pânico. Desorganização. Quebra da autonomia do Banco Central. Risco à independência do COPOM. Ultraje ao sagrado "tripé" meta de inflação, superavit fiscal e câmbio flutuante. Pé de pato, mangalô três vezes!

O Zé morreu. Viva o Zé!

Entronizado aos 44 minutos do segundo tempo, Zé Alencar fez a diferença na chapa de Lula. Amainou o sapo barbudo (na genial descrição de Brizola), que fez o que nunca antes neste país se havia feito, de dar tanta alegria a banqueiros e bancos privados. Contratou um dos seus executivos mais incensados pelo deus-mercado e lá se foram oito anos daquela lenga-lenga do Zé sobre "juros escorchantes".

Surdez

Lula fazia cara de paisagem. E o Banco Central desdizia em suas atas a querência presidencial tagarelada em palanques.

Agora é ela, o poste eleito por "ele" quem fala. Fala pouco. Fala bem. E tem vocação para ler. Ler muito e fazer política. E ao lado de uma de suas raposas mais felpudas. Sem temer.

Pesquisa-focus

Já me esqueci do ano em que passei a ouvir este termo na TV - aberta -, algo que conhecia do meio acadêmico. E não é que o BC fazia sempre o que os 100 entrevistados "projetavam"?

O que o povo não sabe, é que na projeção desses senhores, os juros serão civilizados no Brasil lá pelo ano de 2030, em muito suaves prestações de "25 pontos", como repetem ad nauseam. Completaríamos, assim, 200 anos de relação agiota-enforcado. Quem é o enforcado? Quem é o rico?

The Economist: Brazil takes off

Rico em recursos naturais. Rico em água. Rico em Sol. Rico culturalmente (embora não educadamente). Rico espiritual. E pagamos por isto. Os EUA - ainda recebendo a poupança do mundo em seus títulos para resgate em décadas (somos o quarto credor da terra do Tio Sam, em seus títulos de dívida pública, aquela, que quase caiu em default há um mês) pagam de 0,0 a 0,25 por cento de juros ao ano. No Brasil pagamos 12% (claro, cobrando 180% ao ano dos "virados" no cheque especial e no cartão de crédito). Sempre pergunto em sala de aula: quem é o país rico?

E respondo

Estamos hipotecando - aliás, continuamos a hipotecar, desde D. Pedro I - o futuro do Brasil. Minhas gerações de alunos, de 20 (na graduação) e de 30 (na pós) é que pagarão a conta do Itaquerão, da Cidade da Música e do Trem-Bala. Há dinheiro farto. Ele se cria, escrituralmente, nos pregões do mercado futuro. Mercado este em que nossas novas gerações serão a xepa - sempre tento alertá-los. Mas talvez eles prefiram comprar, a "taxa zero", os novos um-ponto-zero mercantilizados pelo Banco GM, Banco Fiat ou Banco VW. Alguém já disse: o que segura a General Electric é o Banco GE. Vale mais a carta-patente de banca que a turbina propulsora de jatos ou produtora de energia.

Tantos zeros... que me lembro do eterno recruta dos quadrinhos, vítima de assédio moral (e físico), daquele tipo que ainda mata no Brasil e alhures, nas academias militares.

Liberou geral

A Europa se reúne para liberar 15 bilhões de dólares "da Líbia" para distribuir entre os responsáveis por sua destruição... quer dizer, reconstrução.

E o "sindicato" que prometeu "organizar as torcidas organizadas" e que para isso recebeu 6 milhões de reais do meu, do seu, do nosso suado dinheirinho, nada fez e "declara em nota" que o fará "quando achar oportuno".

Que em 2031, um ano após o Brasil chegar ao patamar civilizado dos 2% de juros ao ano, curtindo as delícias do pré-sal e de um Tietê limpo, não sejam as onipresentes imagens de guerra a là videogame, gravadas na Barreira do Inferno, em Itaipu, em Angra e nas duas extremidades do "Bala", no Campo de Marte e no dos Afonsos.


(Link acima adicionado a este post em 30/11/2011).

>

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Agradeço a todos que prestigiaram o lançamento, no Rio, do "Economia da Cultura" ontem, na Leonardo da Vinci.

>
Foi momento inesquecível!

É relevante que cada um dos presentes seja um reverberador de que as 'coisas da Cultura', principalmente as pessoas - os servidores federais, por exemplo, neste momento, estão em greve por absoluta 'penúria gerencial' - sejam elevadas a outro patamar por nossas 'autoridades'.

'Doutores' do atraso

Que elas, as 'autoridades', deixem de ser casos de economia de cultura - elegemos mal (Dilma foi e se fosse o Serra também seria exceção - mas exceções confirmam as regras) - para pensarem na Economia da Cultura e darem a ela o que a UNESCO recomenda - pelo menos 1% dos orçamentos públicos.

Ora, se nosso orçamento federal está em torno de 1 trilhão de reais, que sejam destinados à Cultura, anualmente, pelo menos os 10 bilhões recomendados (e não apenas os míseros 500 milhões que há década estamos 'investindo', pela União, na área - o que faz com que o Ministério da Cultura não esteja na mira de NEM UM dos partidos políticos de nossas 'autoridades').

Efeito cascata

Não aquela cascata que os recém-eleitos se dedicam a produzir em palanques populados por tecno-bregas ou sertanejos 'universitários'... mas sim que este 'efeito' 1% também se dê nos estados e municípios - sob pena de aprofundarmos a indigência cultural em que nos encontramos (os estados do Acre e de Roraima têm, apenas, DOIS cinemas, o estado do Amapá - alô Sarney! - TRÊS e o pujante Tocantins, CINCO!), desde que o gênio maranhense decidiu separar, para fazer politicagem com amigos e proselitismo de 'acadimia', em ministérios distintos, a Educação e a Cultura - verdadeiro, e nada discutido (um tabu!) atentado cometido contra a sociedade brasileira.

Leis de incentivo: de remédio a veneno. De virtude a vício

Não por acaso, a mesma 'autoridade', para ficar na história por algo mais que Curupu e Lunus, criou a lei-mater que colocou no colo - já há 25 anos! - de incultos (há exceções - mas, como se sabe, exceções...) gerentes de marketing o destino do meu, do seu, do nosso suado dinheiro de impostos, normalmente dirigidos para os bolsos de quem NÃO precisa - mais - de incentivos, mas que se presta a posar de garoto ou garota-propaganda de celulares, refrigerantes e cervejas.

Incentivo fiscal 'é coisa que dá e passa'

A renúncia de recursos de impostos, que o Estado - em suas diversas esferas; federal, estadual e municipal - concede, deve vir para fomentar um setor e então sair de cena para que as iniciativas e os 'players' se consolidem. Está mais que na hora de acabar com a farra dos anunciantes com dinheiro público e fortalecer - ou, pelo menos, ter de fato e não só no papel - políticas culturais consistentes e permanentes; setoriais, regionais e federal.

Nós é que escolhemos as 'autoridades'

Que o povo da Cultura - e nele me incluo - mais se mexa politicamente para mudar esse estado de coisas. É meu desejo. E é meu fazer. Você, que me lê, escolha os seus.
>

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Economia da Cultura: é preciso construir o campo!


>
É hoje, amigos!

Lançamento de "Economia da Cultura", livro escrito em parceria com a consultora fiscal-tributária Lusia Angelete Ferreira.

Haverá um pocket debate com os autores mediado por Bety Serpa, especialista em divulgação para a indústria editorial. Depois, vinho e autógrafos.

Local e hora:

Livraria Leonardo da Vinci, 185 - subsolo (em frente à estação Carioca do Metrô - de 18:30 às 20:30 horas.

Apareça!
>

sexta-feira, 22 de julho de 2011

RP neles!

>
Na infância, propaganda; na adolescência, assessoria de imprensa; na maturidade, cidadania corporativa - objeto direto das relações públicas.

É chegada a hora da Comunicação Institucional dar um salto de qualidade no Brasil. Se queremos mesmo ser a 5a. economia do mundo em 2020, temos que mudar a mentalidade ainda tosca da maioria das organizações.

Economia de 'recursos' sem limites, falta de transparência, call centers 'que não ouvem', atendimentos que não resolvem, políticos que não dão satisfação à cidadania e políticas de gestão que não valorizam a efetiva comunicação (que 'fala e ouve'), aí vamos nós! Para estabelecer o diálogo, a real valorização do fator humano, a prestação de serviços e de satisfações ao público e aos investidores - mesmo os minoritários.

País desenvolvido exige das organizações cuidados com as suas relações públicas. Cidadania avançada valoriza a - e até paga mais caro - pela responsabilidade socioambiental que vai além do greenwash.

Relações Públicas são um conjunto sofisticado de princípios e táticas. Do estágio tosco ao de premium, as Relações Públicas vão ajudar o Brasil a crescer.
>

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Sobre habilitações da Comunicação - Enquete.

>

Respondendo a enquete postada por um colega na web:

PERGUNTA 1: Das três principais habilitações em Comunicação Social (Relações Públicas, Propaganda e Jornalismo), qual a que você acha menos valorizada ou reconhecida?

RESPOSTA: Propaganda.

PERGUNTA 2: Qual o motivo a que você atribui essa desvalorização ou falta de reconhecimento?

RESPOSTA: Qualquer um pode acordar amanhã, decidir "sou publicitário" e pronto! Um sujeito muito conhecido em Minas, chamado Marcos Valério, assim o fez. Aliás, há muitas agências que foram criadas nesse tipo de "insight". Talvez por isso a mídia brasileira seja o que é: racista, sexista, colonialista. E vendida, sem eiras nem beiras a empreiteiras, ricardos teixeiras... E certamente por isso é que os anunciantes bancam faustões, silvios, big brothers, fazendas e o indefectível william - homer simpson - bonner. Boa noite!

PERGUNTA 3: Qual a importância que atribui a exigência do diploma para o exercício profissional com relação à valorização e/ou reconhecimento de uma profissão?

RESPOSTA: Essencial.

PERGUNTA 4: Por que?

RESPOSTA: Se o Brasil almeja figurar entre os países desenvolvidos, é preciso que encare a sua Comunicação Social como setor estratégico e pare de conceder emissoras de rádio e TV a laranjas semi-analfabetos ou permita que patrões-capitães de cangaço mandem nos jornais do país, colocando na sua "redação" apaniguados, puxa-sacos e lacaios do poder político, uma vez que - como mau "exemplo" -, no Brasil não mais se exige a formação superior em jornalismo (aliás ao lado da formação publicitária, de quem banca o baixo nível da mídia, como citado em resposta anterior).

>

quarta-feira, 13 de julho de 2011

RP neles!

>
A "campanha de valorização e divulgação das relações públicas" em curso é uma ação conjunta de profissionais independentes - e do Conselho - no Rio de Janeiro, e só aqui.

Por que?

Porque já houve no estado duas dezenas de cursos regulares de graduação. E hoje há só três. Porque chegamos (historicamente) a mais de 3.700 registrados, mas destes - hoje - só restam 700 e apenas 400 estão regulares, ou seja, quites com a sua anuidade.

Infelizmente, ao invés de pensar em fortalecer seu Conselho Profissional, alguns "economizam" a anuidade... e depois querem uma entidade forte.

- Mas o que o Conselho faz por mim?

E não adianta dizer que o Conselho "não faz" pelo profissional. Conselho Profissional não tem que fazer algo pelo profissional. Tem que fazer pela profissão, inclusive difundindo-a. Tem que fazer pela sociedade. Existe para proteger a cidadania do mau profissional.

Não se pode confundir as obrigações do Conselho com a de sindicatos e associações.

A campanha em questão foi concebida por profissionais de errepê - mas para "fora". Não há uma só entidade de errepê listada entre os alvos. Claro que as faculdades e empresas registradas no CONRERP estão convidadas a participar, mas os alvos são entidades empresariais, comerciais, industriais, de RH, empresas empregadoras em potencial, entidades correlatas do jornalismo, do radialismo e da propaganda.

A ação orgulha-me como alguém registrado há quase 30 anos (que nunca economizou a anuidade, mesmo quando não estava exercendo RRPP) e que nunca viu nada igual no Rio de Janeiro.

RP neles!
>

domingo, 10 de julho de 2011

Capitão América.

>
Deu na Reuters, no Veteran's Day, o discurso do commander-in-chief Obama:

É graças aos soldados, e não aos sacerdotes, que podemos ter a religião que desejamos.
É graças aos soldados, e não aos jornalistas, que temos liberdade de imprensa.
É graças aos soldados, e não aos professores, que existe liberdade de ensino.
É graças aos soldados, e não aos advogados, que existe o direito a um julgamento justo.
É graças aos soldados, e não aos políticos, que podemos votar.

Digo eu:

- Menos, Obama, menos. Para um país que nunca sofreu ameaça territorial, fazer essa apologia ao braço armado do Estado só serve mesmo de estímulo ao velho - e rico - parque industrial bélico, exatamente como antes fizeram Bush Jr., Bush pai, Reagan e Ford.

Afinal,

Graças a soldados, perdemos Juan e Patrícia.
Graças a soldados, Bin Laden não teve sequer direito a um julgamento.
Graças a soldados, perdemos o Vlado e tivemos fechadas redações.
Graças a soldados, chilenos assassinaram seu próprio presidente.
Graças a soldados, a África permanece boiando em sangue.

O mundo será um lugar melhor no dia em que ao invés de paradas militares tivermos parado de pagar soldos.
>

sexta-feira, 1 de julho de 2011

BNDES: lugar de gente infeliz.

>
Casino de chacrinha.

E toneladas de papel e tinta estão sendo gastas com a "fusão" do Pão de Açucar com a operação brasileira do Carrefour. O pessoal gosta mesmo de escrever - incluo-me.

Só não sabemos se os brasileiros realmente afetados com isto, ou seja, os contribuintes, estão dispostos a ler tanta notícia.

BNDE és.

Muito porque a novela é requentada, uma espécie de "vale-a-pena-ver-de-novo" indigesto. No passado tivemos várias "fusões" desse tipo "me engana que eu gosto": Brahma e Antactica, Nestlé e Garoto, Oi e Brasil Telecom, Perdigão e Sadia. Sempre com dinheiro público envolvido.

Pelo menos dessa vez, os inefáveis infográficos demonstram, cabalmente, a impostura da proposta do seu Abílio - aquele mesmo do sequestro às vésperas da eleição collorida.

Quando "perdemos" o guaraná "champagne" Antarctica, quem chorou? Quem perdeu o sono quando Sonho de Valsa deixou de ser uma marca - de sucesso - brasileira? Ou o Baton? Ou as pastilhas Garoto? Alguém lembra do cachorrinho da Cofap. Pois é, a empresa - brasileiríssima - foi vendida. A Metal Leve também. E a Embraer... e a Kibon...

... nas piores casas do ramo.

Não chore por mim, brasileirinho, afinal, você agora pode comprar de tudo - bem barato - nas lojas "Mundo China" em todo o território nacional.
>

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Anúncio na web: Freelancers criativos e articulados c/ boa redação p/ criação de artigos p/ blog a 1 real o texto e c/ boa imagem p/ ilustrar matéria.

>
- Até onde isto vai chegar? Perguntava a colega no Clube da Comunicação (comunidade online de comunicólogos).

O limite de onde se vai chegar é dado por nós. Cada um de nós. Empregados ou não. Profissionais liberais tomam contato com essa realidade mais cedo, pois saem da faculdade sabendo que não terão emprego.

Eu mesmo já "entreguei" o boné várias vezes quando não concordava com o que queriam que eu comunicasse - é o preço da liberdade... do profissional liberal.

Publicitários e jornalistas, no meu tempo de faculdade, saíam empregados. Sei que não é mais assim. Os errepês como eu também saíam empregados, mas em menor quantidade. Para a outra parte, havia que empreender, prestar serviço pago por hora, "vender" sua especialidade a cada dia, o que, aliás, fazemos até hoje! Mas cada um de nós é que fazia seu "preço".

Dura realidade de mercado, mas com o limite exercido por nós mesmos. Sindicatos estabelecem pisos salariais... só para os contratantes furarem-nos. Temos que dizer NÃO. Tenho um ex-aluno, ótimo escriba, que largou tudo e vive hoje de seu próprio blog. Tem 700 leitores fiéis, recebe colaborações e perfaz uma renda mensal digna.

E ainda existe gente boa que se dá ao direito de ter preconceito quanto ao marketing... fazendo exatamente aquilo que o "market" mais quer (e, note, nós mesmos somos o "market"): preço baixo, "precinho" (como bem diz o anúncio das Óticas do Povo, morou?), justamente pela incapacidade de exercer um bom marketing voltado para o desenvolvimento de sua própria carreira, do seu negócio, da sua expertise, da sua área, da sua especialidade.

É absurdo que não existam disciplinas de comunicação de marketing nos cursos de medicina, engenharia, direito... e jornalismo! Muitos desses, profissionais liberais, não saberão lidar com as coisas da comunicação mercadológica e do marketing. E improvisarão. E cairão em contos do vigário de "mídias" mirabolantes. E cobrarão caro e falirão. E cobrarão barato e falirão também. E aprisionar-se-ão em planos de saúde, obras estatais escusas, concursos e blogs como o do pilantra abaixo mencionado, respectivamente. Nem saberão que há especialistas para ajudar devidamente. E cada vez mais os jornalistas também vem se tornando profissionais liberais, tendo que se adequar à realidade da tal da " precificação".

Bem, enfim, essa é a minha campanha permanente desde 2008: EXPORTAR (!) o ensino de Comunicação Integrada para que as pessoas das demais áreas, já na sua formação acadêmica, saibam valorizar a nossa especialidade e saibam a que tipo de profissional recorrer quando necessitadas de um plano de mercado, um plano de tratamento de crise de imagem, uma campanha para levantar fundos, uma pesquisa de opinião, uma assessoria de imprensa, um lançamento, uma simples divulgação, um plano de mídia etc. etc. etc.

E, não menos importante, é preciso que NÃO ACEITEMOS absurdos como este (se ninguém aceitar, a coisa muda):

"Freelancers criativos e articulados com boa redação para criação de artigos para blog a 1 real o texto e com boa imagem para ilustrar matéria".

- Ora, senhor con-tratante, vá para o inferno!
>

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Trash Media!

>
Tenho uma amiga que atua em um grande (?) jornal, mas não o lê: "jornais são como as salsichas, que evito: você não sabe como aquilo é feito".

Patrões impuseram e jornalistas acomodaram-se, passando a fazer "jornalismo" sentados diante da telinha do micro (há honrosas exceções)... basta esperar os "releases" cuspidos pelos jornalistas desempregados aboletados nas famigeradas "assessorias de imprensa", escritórios que nada mais são do que agências de tráfico de interesses.

Brasil... il... il...

Anteontem acompanhei, na madrugada, reprise da sessão da comissão especial do Senado que investiga o contrato de transmissão pela TV do Campeonato Brasileiro. Uma aula! De hipocrisia e de alguma "vida" parlamentar. Na bancada os representantes de quatro redes de TV, o do CADE, Ricardo Teixeira e Fábio Koff (Clube dos 13). As primeiras - e com ótimas intervenções - inscritas? Três senadoras: Lídice da Mata, Ana Amélia e Marisa Serrano. Mataram a pau a frágil cobrinha da mentira que paira sobre a licitação "RedeTV-venceu-mas-não-levou". Romário, presente - deputados foram convidados a participar da audiência - decepcionou-me. Sabe mais do que disse - e dos assuntos ele entende: futebol & media.

Que jornal haveria de cobrir tal evento e seguir tal história? No Rio, ninguém. O Globo? Never. A Folha? Nunca (é sócia do primeiro no Valor Econômico). Sobraram o Estadão, talvez o Correio Braziliense e Zero Hora (grupo gaúcho como Koff e Pedro Simon, que também brilhou). Saudades do Jornal do Brasil...

Cadê o CADE? Cadê o Paulo Bernardo?

O representante da Vênus Platinada só fazia repetir os números de seu monopólio nutrido de favores governamentais por décadas (fato que por si só demandaria uma CPI, vez que isto representa descumprimento da Constituição Federal e dos mandamentos de uma economia concorrencial - outro dia mesmo, O Globo e A Folha publicaram anúncio de página espelhada tronitroando, bem inconstitucionalmente, que "os 30 programas de maior audiência são da Globo - a gente se vê por aqui..."). E só por aqui. O cartola da CBF, com sorriso do gato de Alice, é outro que deveria deixar a sala das comissões algemado.

Carnaval, futebol e... orçamentos secretos.

Está mais que na hora do polvo global ter um revés em sua acachapante tomada das parcas inteligências das "novas" classes "médias"; C, D, E, F, G, H. Como demonstrou o representante da RedeTV, o público vai assistir ao jogo no canal em que o mesmo estiver sendo transmitido (o representante da Record insistia, também, que os jogos deveriam acontecer às 20:30h, em benefício do torcedor - mesmo o televisivo). Isto viraria de ponta-cabeça a audiência cativa, não só a dos meros mortais, mas a do PIB nacional (anunciantes e suas agências de propaganda), que alimenta o monstro. Será que nossos bravos (e bravas) parlamentares terão tal coragem?

Fiat Lux!

Zapping rápido: no jornal da TV Cultura, na véspera, matéria sobre o apocalíptico apagão paulista. Com direito a "especialistas" comentando. Na hora do comercial, quem aparece? AES Eletropaulo fazendo propaganda da nova iluminação do Túnel Ayrton Senna.

Está ficando impossível engolir a grande (?) mídia brasileira.
>

quinta-feira, 9 de junho de 2011

PORNOGRAFIA!

>
Pornografia.

Não há outra palavra para qualificar os juros que o Brasil paga a quem "investe" ou nos empresta recursos (e muito menos os que cobra da população. Bem... a esses talvez pudéssemos chamar de roubo mesmo).

E entendamos bem. Este Brasil somos nós, os cidadãos, de cujos bolsos se move o capital que alimenta esta novela impublicável.

Hoje, didático como sempre, com bom infográfico, O Globo faz a enésima matéria que compara os juros do Brasil aos de outras nações (nação: todo o conjunto de cidadãos que, territorialmente, a partir de fronteiras entre países, compõem, culturalmente, uma "nacionalidade").

Desastre anunciado para as gerações futuras.

O Brasil (eu, você e todos neste "barco") paga - como tem sido sempre, nas últimas duas décadas - os maiores juros reais do mundo: agora, desde ontem, 6,8% ao ano.

Há alguns anos tínhamos a companhia de alguns outros países, como a Turquia ou a África do Sul - apenas para ficar na "elite" dos desgraçados - que bem perto, ou às vezes até ultrapassando a nossa Selic, também remuneravam "bem" a quem especulasse em suas plagas.

Exclusivité.

Agora não! Somos campeões do mundo isoladíssimos. A segunda maior taxa depois da nossa é a primeiro-mundista 1,5% ao ano, do Chile.

Primeiro-mundista? Como vai o primeiro mundo neste quesito? Juros reais da mais vigorosa(?) economia do planeta, a dos Estados Unidos: 2,9% NEGATIVOS!!!

Suiça: 0,1% - também negativos!

Usura!

Para poder pagar esses rendimentos, necessário se faz cobrar do tomador de dinheiro interno, aqui no Brasil, uma taxa de juros mais que pornográfica... pecaminosa até... genuína usura, o que na Idade Média levava seus praticantes à fogueira.

A mais baixa taxa - de cheque especial - quem cobra é a (minha, sua, nossa) Caixa Econômica Federal: 8,2%... ao mês!

E a mais alta, digna do fogo eterno de um inferno de Dante Alighieri? A do Santander: 10% mensais - verdadeira agiotagem... com autorização do Banco Central do Brasil.

200 anos de submissão e transferência de riqueza.

Parece que foi com D. Pedro I que começamos a nos endividar pagando juros escorchantes. O Brasil, depois de 300 anos de saques de pau-brasil, de ouro, de pedras, de jacarandá, de borracha, passou a ser, também, produtor e exportador de... dinheiro.

A galinha dos ovos de ouro chamada Brasil continua a financiar os países mais desenvolvidos, hipotecando o seu futuro e o das futuras gerações à base de títulos públicos que são renovados a cada dia, postergando a banca rotativa de dez em dez anos até o infinito.

A Inglaterra está pagando 0,5% de juros ao ano a quem compra seus títulos públicos, e o Brasil, 6,8%.

Indaga-se:

- Quem é o país rico?
>

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Bye Bye, Dilminha Paz & Amor.

>
Só faltou este título para completar a coluna "Sócios na crise" de Ricardo Noblat hoje, n'O Globo, sobre o affair nada republicano envolvendo lobby (do mal. No Brasil não existe outro lobby) verbas de campanha, tráfico de influência e cargos de confiança).

Quem vai querer a Casa Civil?

Ninguém... ou um Zé Ninguém!
>

sábado, 4 de junho de 2011

Anunciantes (e agentes) globais exigem: - edição de prima para o lobista!

>
Palocci edi'tadinho no horário nobre da família Simpson. Não se pode servir a dois senhores, mas a Globo, no seu morde e assopra, não tem igual.

Como se sabe:

- No Brasil pagamos a mais cara veiculação do mundo, em dólar.

- A assessoria de imprensa não fica atrás, ainda mais em "gerenciamento de crises" (sic): a FSB, empresa que "produziu" a entrevista-release, também não cobra barato.

Continha.

13 minutos no Jornal Nacional custam 2,6 milhões de dólares.
>

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Casa de Tolerância Civil.

>
Piada de mau gosto a "preparação" de longos e eternos dias para que Antonio Palocci dê satisfações públicas.

Esta semana, uma das últimas empresas a entregar ao público suas demonstrações financeiras, a Eletrobras, o fez.

A empresa do ministro já - seguramente - entregou as suas. Por que o Governo não as mostra? De acordo com o "novo" Código Civil Brasileiro (de 2003!), todas as sociedades empresárias devem satisfações públicas - não tem essa de sigilo; muito menos "cláusula de confidencialidade". Não existe confidencialidade para o crime perpetrado COM nota fiscal. É um degrau acima à satisfação delubiana. Agora os recursos "são sim contabilizados".

O que se está fazendo? Preparando xerox de contratos inventados? Ou de relatórios de tempo que não foram emitidos? (Quantas horas de consultoria perfazem 20 milhões de reais?).

Talões de notas fiscais "justas' serão preenchidos com data retroativa?

É uma inimaginável crise pós-Francenildo vinda do mesmo domicílio o que ameaça o governo Dilma. Exoneração já! Se Lula e seu governo sobreviveram à amputação de Dirceu (e de Palocci), Dilma sobrepujaria mais essa cirúrgica intervenção na Casa Civil.

Se ele ficar...
>

quarta-feira, 1 de junho de 2011

- Não é um país sério! De Gaulle? Não, eu!

>
Está ficando cada vez mais difícil ser brasileiro e dormir bem.

Não, não são os mosquitos da dengue. Apesar de não receberem combate à altura.

Também não são os aviões que sobem e descem em Congonhas fora dos horários recomendados - estes já estão na base do "ilegal, e daí? global".

Refiro-me à consciência - aquela musa de sono mui leve que tentamos ninar todos os dias depois de muito trabalho...

Trabalho este meu que, apesar de ser de consultoria, deve ser muito diferente daquele de um Antonio Palocci, por exemplo. Sim, porque suo muito para vender minhas habilidades e competências por cem reais a hora e o ministro faturou 20 milhões de reais em pouco mais de 4 anos... E isto acumulando os jobs com a extenuante atividade parlamentar entre Brasília e... (onde é mesmo que fica o domicílio do ex-prefeito de Ribeirão Preto?) o seu novo apartamento de 6,6 milhões de reais.

Cadê o C. F. A.?

Indago se não é um caso para o Conselho Federal de Administração.

Explico: a atividade de consultoria, quando constante de um contrato social de empresa implica, necessariamente, no registro da mesma no Sistema CFA/CRAs regionais. Ora, se o ministro não faz consultoria e sim tráfico de influência (afinal, cadê os working papers? cadê os time sheets? cadê os comprovantes da consultoria de zilhões de horas que geraram tão polpudos rendimentos?), não deveria poder criar uma empresa "de consultoria" igual à minha, por exemplo.

Centro Empresarial Senado.

Este é o nome - parece galhofa... e é - das duas torres erguidas num quarteirão inteiro que abarca a rua Henrique Valladares, no centro velho do Rio de Janeiro. Acabei de passar, engarrafado, em frente.

Os gigantescos arranha-céus foram objeto de pendengas na justiça, uma vez que suas fundações abalaram vários imóveis nas redondezas e sua construção travou toda a circulação no bairro. Nada se pôde opor, porém, às obras. Afinal, como dizem todos os taxistas da cidade, para ali vai... a Petrobras!

Petrobras? Aquela mesma da Sede, na avenida Chile? Ou será aquela "internacional" da Almirante Barroso? Ou aquela, distribuidora, perto do Maracanã? Ou a novíssima universidade corporativa, na Cidade Nova?

Nada disso. Trata-se de duas torres erguidas em formato de bigode (vista aérea... e que deve ser uma homenagem ao eterno José Ribamar Sarney), pela empresa WTorre - sim, aquela mesma que figura entre os - êpa - sigilosos clientes da consultoria "Projeto", do Palocci.

É por essas e por outras que o lobby precisa ser regulamentado no Brasil. Esse é o genuíno tipo de "consultoria" do senhor ministro. Trabalho por comissão, isto sim. E numa percentagem "de sucesso" (como enrolou-se o Eduardo Suplicy para tentar explicar, ontem) até baixa - mas que a um político na ativa deveria ser vedado -, se considerarmos que a Petrobras alugará as tais torres por cerca de 13 milhões de reais ao mês, contribuindo para o completo caos no entorno da sede da Polícia Civil.

Criatividade sem limites.

Mais singelo ainda que o nome do edifício, que bem poderia ter no saguão os bustos de um Romero Jucá, de um Renan Calheiros, ou de um Jáder Barbalho, é o slogan da construtora WTorre, aposto assim, bem grande, na placa em frente ao canteiro de obras: "empreender é surpreender".

É, os torcedores do PT que puseram Palocci lá em Brasília, já por duas vezes, não devem parar de se surpreender com o empreender do nosso médico ribeirão-pretense.
>

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Caco Barcellos na UERJ.

Caco Barcellos esteve hoje, na UERJ, participando dos Diálogos Universitários, projeto de responsabilidade social da Souza Cruz promovido anualmente pela Iniciativa Jr., da Faculdade de Administração e Finanças.

Jornalista especializado em investigações policiais, apresentador do programa Profissão Repórter, da TV Globo, Caco Barcellos é autor de Rota 66, ganhador do Prêmio Jabuti, dentre outros livros.

Com o tema “Violência Urbana”, Caco Barcellos abordou a temática da exclusão social nas cidades, dividindo com os universitários presentes tudo o que pesquisou e vivenciou em seus 30 anos de carreira: emoção, vibração, apreensão.


Em minha breve fala, recebendo o convidado numa Capela Ecumênica lotada, a convite dos meus alunos da FAF, ressaltei o relevante exemplo de sua carreira para os nossos estudantes de jornalismo, fiz a defesa - com ele - da necessidade do diploma para o exercício do jornalismo e da chamada "leitura crítica dos meios de comunicação", atitude fundamental que todo universitário brasileiro deve ter diante do que lhe chega via mídia.


Foi uma noite emocionante vivida no mesmo local em que colei grau há exatos 30 anos.

>

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Relações Públicas vieram para ficar?

>
Relações Públicas constituem uma das mais consolidadas estratégias utilizadas pelas organizações ao redor do mundo, e não é diferente no Brasil, que está crescendo e aparecendo aos olhos de todos.

Não por outra razão, as maiores empresas globais de RRPP (Hill and Knowlton, Edelman e Burson Marsteller) estão reforçando sua atuação aqui.

RRPP vieram, portanto, para ficar.

Questão.

O problema - sempre - é a prática do tráfico de influência no lugar de legítimas relações públicas, que é pelo que devemos brigar... para mudar; na academia, no conselho profissional, nas associações (como a ABRH, por exemplo) e entidades que pugnam por mais transparência nos negócios (Ethos, ETCO).

Isto leva tempo, mas é esforço permanente, para além de campanhas pontuais.

Eu mesmo sinto-me como um pregador, pois onde quer que eu vá (faculdades, empresas, ONGs, encontros de professores e de profissionais), repito sempre a mesma mensagem de separação ética das funções profissionais, da luta que todos juntos devemos empreender por uma melhor Comunicação Social no país (vide os resultados da Conferência Nacional de Comunicação: 600 propostas de mudança) e pelo fortalecimento das RRPP como campo especializado de saber e de fazer, útil a uma sociedade que se quer verdadeiramente democrática e desenvolvida.
>