quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

20 02 2020 - Criado o PRC - Partido Radical de Centro.


Se você não gostou da administração tucana...

Se você não gostou da administração petista...

E está vivo, operante... e continua vivendo no Brasil... seu lugar é o centro democrático e você aprova boas e honestas soluções, venham de que ideologia vierem - para a frente e para cima.

Não somos programáticos. Somos pragmáticos.
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sábado, 19 de outubro de 2019

Guerra Cultural? É a uberização, estúpido! Não só da Economia, mas da sua mente.


Abstraia Bolsonaro no poder e Lula na cadeia. Podia ser o inverso.

Esqueça Olavo de Carvalho e Marilena Chauí - que se merecem.

Delete Cortella na CBN e Karnal na CNN. Compre uma folhinha 'Seicho No Ie'.

Ouça o povo na praça. Ande pela rua. Observe as pessoas no elevador.

Repare nos hábitos. Não zapeie, preste atenção aos comerciais.

Desligue o celular por duas horas. Sem 'food delivery', peça um misto no boteco.

Silencie. Revolva lembranças. Rememore seus próprios sonhos. Os bons e os maus.

Contabilize sucessos e fracassos. Lembre dos sustos. Por onde anda seu irmão?

A mudança que permanece - como ensinou o Buda -, é insidiosa. E silente.

No seu peso corporal, nas práticas quotidianas, na conta bancária, na fé.

Não há revolução. Só evolução, mesmo que se retorne aos tapas e grunhidos.

Uber é termo alemão, mas a coisa não progrediu entre os Tedescos. Por que?

Sem cálice à moda do Chico, procure saber - como sugerem Paula e Caetano.

O 'boy' passou batido. Entra o 'bot' e... seus problemas acabaram... Ou não.

O patinete estacionou na noite. Baixe o 'app' e naturalize o desemprego monstro.

Contemple o Otto eterno no Jardim Botânico e a geringonça - que não é lusitana.

Na guerra cultural, a civilização ocidental desaparecerá sob a 'nova rota da seda'.

Recorro ao chavão e, sem saída, escrevo: depois não diga que não avisei.
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quinta-feira, 9 de maio de 2019

CARTA ABERTA AOS PROFISSIONAIS RELAÇÕES-PÚBLICAS DO BRASIL.


 1. Eu confesso: a vaidade tomou conta de mim quando convidado por um amigo
 querido a participar da Chapa 02 ao Conferp (Conselho Federal de Profissionais de
 Relações Públicas). Minha leitura à época foi a do reconhecimento por mais de 40
 anos por mim dedicados às causas das nossas formação e profissão.
 2. É público, há muito tempo: o meu intransigente posicionamento quanto ao valor
 da Lei 5.377/1967, do seu consequente Registro Profissional exclusivo de bacharéis
 em RP, da Responsabilidade Técnica inerente, e da necessidade do estrito cumpri-
 mento do papel regulatório-fiscalizatório pelo Sistema Conferp-Conrerp.
 3. Encheu-se de alegria o meu coração: na posse dos conselheiros federais, ao lado
 de treze vibrantes e bem-intencionados colegas de profissão, a 26 de janeiro último,
 em Brasília. Antes disso, no Rio de Janeiro, junto ao Conrerp1, municiara-me de
 dados para trabalhar pela integração do ‘modus operandi’ do Sistema, nacional-
 mente; algo absolutamente necessário e para o qual eu me julgava preparado para
 fazer. Presidente, secretária-geral, secretária executiva e assessora jurídica do
 Conrerp1 são testemunhas.
 4. Surpreendi-me, porém, já na primeira reunião plenária do Conferp: no dia
 seguinte à posse, 27 de janeiro último, não recebendo resposta afirmativa do
 grupo reunido quando indaguei – de viva-voz – se julgávamos ou não, todos ali
 presentes, o nosso Registro Profissional, o Sistema Conferp-Conrerp, e o vigente
 regramento de formação superior em Relações Públicas, como Ativos, genuíno
 Patrimônio nosso.
 5. Choquei-me com a afirmação formalmente apresentada pela Diretoria: na mesma
 plenária, citando ‘provável/possível mudança de denominação do bacharelado em
 Relações Públicas’. (Por que?). E, também, com o retorno de uma ultrapassada linha
 de debate (que já consumiu pelo menos dois mandatos federais) sobre ‘abertura da
 profissão’, ‘flexibilização da concessão do registro de RP a não bacharéis em RP, e
 uma suposta ‘atualização da Lei 5.377’; esta última, ‘atualização de lei’, coisa que
 simplesmente não existe.
 6. Decepcionei-me por não ter logrado obter, por longos dias: qualquer comentário –
 positivo ou negativo – sobre proposta conceitual inicial (por mim entregue impressa
 a todos, em 27/01) a qual elaborei sugerindo papel de ‘Internal Affairs’ para a
 Corregedoria; posição que eu – eleito para tal – viria a assumir no Conferp.
 7. Capitulei, finalmente: quando, em 08 de fevereiro último, data em que nossa
 primeira plenária à distância se deu, por Skype, testemunhei um ‘score’ de votação
 se inverter para atender a uma proposta (em minha opinião inaceitável) de que o
 (virtualmente deficitário) Sistema Conferp-Conrerp ‘financiasse’ passagens de um
 membro de (afluente) associação privada (em sua própria série de eventos), sob
 alegada ‘parceria’ (até então informal e, alegadamente, ‘iniciada’ em gestão anterior
 – o que não procede).
 Oficiei à Presidência do Conferp, no imediato dia subsequente, 09/02/2019, minha
 renúncia à função de Corregedor e meu requerimento de licença de membro efetivo,
 nos termos do Artigo 14 da Resolução Normativa 49, de 22/03/2003 (com suas
 alterações). Ref. MEMO 09/2019 - Assistente da Diretoria Conferp.
 Esclareço que permaneço na gestão 2019-2020-2021 até o seu final, legalmente
 corresponsável por acertos e erros até 25/01/2022, porém na condição de 
 conselheiro suplente e sem qualquer atividade deliberativa.
 Sei que desaponto colegas relações-públicas que, eventualmente, tenham tido
 na minha presença alguma parcela da razão de seu voto na Chapa 02. Ressalto,
 porém, que nada há que desabone a todos e a cada um de meus treze colegas de
 mandato; os quais respeito apesar das discordâncias que tardiamente descobri
 incontornáveis. Acrescento que não pretendo abrir ou manter debate público
 sobre os fatos aqui narrados.

 Rio de Janeiro, 09 de maio de 2019.

 Manoel Marcondes Machado Neto, Reg. 3474/Conrerp1.
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segunda-feira, 25 de março de 2019

Sobre piar no Brasil...

1) Reforço o uso da sigla RP ao invés de PR no Brasil por uma questão de anti-colonialismo e porque este uso, muitas vezes, quer disfarçar o repúdio pela profissão regulamentada no país, franqueando o exercício de PR a qualquer um. Recente campanha da própria ABRACOM - 'Somos Todos Comunicação Corporativa' - baseou-se neste mote

2) A incompreensão sobre comunicação institucional e a incompetência no ensino desta disciplina (apesar da mesma ser a nossa especialidade por lei) - é um problema que não afeta os países anglófonos, onde o cidadão comum sabe diferenciar um 'statement' institucional de um comercial.

3) PR - nos países anglófonos - é sinônimo de 'media relations' (relações com a mídia, sucedâneo mais amplo de relações com a imprensa). Assim, aliás, nasceu a profissão, a partir de um jornalista - Ivy Lee - que, ANTES, abandonou a Redação para, então, oferecer seus préstimos às organizações necessitadas de 'publicity' (divulgação).

4) Em Portugal, pátria-mãe da lusofonia, é crime tipificado um jornalista praticar a 'dupla militância', ou seja, traficar sua influência junto às Redações para beneficiar 'clientes'. (Deveríamos adotar este parâmetro no Brasil, em minha opinião). Justiça seja feita; a ABRACOM condena a 'dupla militância'.

5) No Brasil, único país onde tem sentido a expressão "assessoria 'de imprensa' (sic)", esta atividade foi assumida historicamente por jornalistas. Daí a expressão - e até denominação de uma associação - de jornalistas-em-assessoria (JAI). Não sendo tipificado o ilícito da dupla militância tal modelo se perpetuou (e eu, por exemplo, 'não brigo mais esta briga' desde 2008).

6) O estatuto acadêmico da área em nosso país privilegiou outras atividades no âmbito da formação (e exercício) das Relações Públicas. Isto está bem demonstrado no célebre diagrama circular proposto por Margarida Kunsch em 2003, na edição revisada do livro originado em sua dissertação de mestrado (de 1986) - o qual explicita o modelo compreensivo da Comunicação Integrada. Ali, assessoria de imprensa é apenas uma atividade em 17 listadas pela professora que, aliás, foi minha orientadora no doutorado, a quem muito admiro e sou grato.


7) Em 2012, a partir de minha imersão nas questões do ensino de RP como coordenador da Comissão Acadêmico-Científica do Conrerp1 (visando colaborar com as novas Diretrizes Curriculares Nacionais - então em gestação no MEC), propus um passo adiante na compreensão da abrangência das RP brasileiras - analisando-as pelo viés das demandas e não mais das 'tarefas' - e representando-as com o composto de '4 Rs' do que chamei de 'Relações Públicas Plenas' - Reconhecimento / Relacionamento / Relevância / Reputação. E listei, em diagrama, 24 atividades distintas - sendo 'Divulgação' (Publicity), apenas uma delas. Tal modelo foi publicado em livro - adotado em concursos públicos recentes - que foi traduzido para o idioma inglês justamente para explicar ao mundo o caráter absolutamente holístico que preside a formação dos RPs brasileiros. E o termo 'Relações Públicas Plenas' foi traduzido pela expressão 'Full PR' - como não poderia deixar de ser.

A seguir: o link para o diagrama de '4 Rs' traduzido - www.fullPR.net
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